segunda-feira, 20 de maio de 2013

11 verdades sobre meu bebê de 11 meses


Cansada dos pitacos alheios na sua vida, na vida do seu bebê e no que mais possa ser pitacado? Bora desopilar comigo nessas onze verdades bem verdadeiras que eu tenho vontade de falar para uma penca de gente (mas que em 99% das vezes noblesse oblige engolir com cara de feliz):

1) O leite materno continua a ser o principal alimento. Sopinha, frutinha, suquinho, qualquerzinha coisinha que vocêzinha oferecinha a ele será COMPLEMENTAR. Meu filho não está e nem ficará desnutrido porque não quer a porcaria da papinha.
2) Ainda é bacana lavar a sua mão antes de tocar o meu bebê. Nem sempre é possível ou necessário, ok. Mas ainda é bacana e delicado oferecer ou fazer.
3) Não, não pode dar NADA de comer sem minha expressa autorização.
4) Não, não pode se meter na nossa educação. Afinal, quem acorda de madrugada para amamentar SOMOS NÓS (a saber: eu e marido). Quem cuida quando está doentinho SOMOS NÓS. Quem paga a creche, as roupas, as fraldas e tudo mais SOMOS NÓS.
5) Ele ainda precisa de silêncio para dormir de noite.
6) Ele dorme cedo. Então para de achar que o mundo gira em volta da porcaria do seu umbigo e NÃO TELEFONE DEPOIS DAS 19h!
7) Banho de perfume continua incomodando. Não é uma questão de idade, mas de nariz (se você não tem olfato, deve ser fumante, então é favor duplo ficar a pelo menos um quilômetro do meu filho).
8) Ele não se parece com fulaninho, primo torto do marido, nem com a beltraninha, irmã de criação da minha tia-avó. É favor não rotular, sobretudo atitudes universalmente bebezísticas, como puxar cabelos, gostar de colares ou chorar no colo de estranhos.
9) Ele não é robô, então se não quiser dar tchauzinho, mandar beijinho, fazer dancinha ou qualquer outra gracinha linda que ele já sabe fazer, não insista.
10) Eu vou "mal" acostumá-lo com todo colo, amor, carinho, respeito e dedicação integral que eu puder oferecer. Quando você tiver os seus filhos, você faz do jeito que melhor lhe aprouver.
11) NÃO FUME PERTO DO MEU FILHO!

Um beijo, galera sem-noção dos meus círculos sociais!

(Obviamente não estou dando nenhuma indireta para quem lê meu blog e, além disso, o que me irrita é o comportamento repetidamente sem-noção e combinado. Ou seja, a pessoa repete, repete, repete, repete e, quase sempre, mais de 3 dos tópicos acima listados. E, exceto pelo cigarro, às vezes todas nós, mães ou não, damos aquela escorregada e acabamos enchendo a paciência da amiga, da vizinha, da prima, né? Mas valeu para desabafar. Tô mais leve!)

domingo, 19 de maio de 2013

Bolo de chocolate pró-APLV!

Sei que tem gente que passa por aqui (né, dona Thais?) e que tem filhote com APLV. Como a vida com restrições pode parecer assustadoramente monótona e sem graça, venho aqui compartilhar minha receita de bolo de chocolate (com calda e tudo!) sem leite!
Atenção: não sou nutricionista e nem médica, portanto, se a alergia do seu filhote for severa, consulte seu médico ou nutricionista antes de consumi-la, ok?

Bolo Meu Filho Tem APLV Mas Eu Como Chocolate

Até meio soladinho fica uma delííííícia!
(Ah, e pode cozinhar em potinhos charmosos, como eu fiz.)

2 ovos inteiros
1 xícara de chá de farinha de trigo (eu uso integral)
1 xícara de chá de açúcar (eu uso o demerara)
1 xícara de chá de chocolate em pó (eu uso cacau em pó, sem açúcar)
1 xícara de chá de óleo (eu uso óleo de canola)
1 xícara de chá de leite de soja (que será amornado)
1 tablete grande de chocolate amargo sem leite (opcional - eu uso o Garoto meio amargo, que contém traços de leite, mas Arthur suporta traços de leite).
Granulado de chocolate a gosto (opcional - sempre verifique se leva leite nos ingredientes)

Numa tigela misture todos os ingredientes, exceto o leite, e mexa muito bem, até formar uma massa homogênea.
Amorne o leite e incorpore-o aos poucos à massa, sempre mexendo bem.
Unte 4 xícaras baixas e polvilhe-as com farinha (eu costumo polvilhar com chocolate em pó, para manter a temática e enfiar o pé bem fundo na jaca!).
Coloque a massa pronta nas xícaras, mas não encha até a boca! Deixando o espaço equivalente a 1 dedo (porque o bolo dá uma crescidinha durante o cozimento e depois muuuurcha. Uma beleza!).
Coloque no microondas, uma xícara de cada vez, na potência máxima, por 2 minutinhos.
Derreta o tablete de chocolate em banho-maria.
Quando o bolo cozinhar, retire com cuidado do microondas, passe o chocolate derretido e enfeite com, adivinhem?, chocolate granulado!

Rende: 4 porções, muito prazer, alguma culpa e uns 10 km de corrida para perder as banhas depois.
=)

(Receita original daqui ó - na receita original falam em 2 xícaras de chocolate, mas quando eu fiz com essa medida, o bolo deu uma "soladinha", não sei se por conta da farinha integral.)



sábado, 18 de maio de 2013

Mas que lindo joelhinho!

Marido e eu fomos fazer o que, a julgar pela fila quilométrica, 99% dos cariocas fazem num sábado chuvoso: compras no supermercado.
É que eu ando numa tara por bolo de chocolate (sim, minha gente! Existe vida feliz e achocolatada no mundo APLV!) e precisava repor o estoque de açúcar demerara e cacau em pó.
Daí, na volta, Arthur capotado no sling, marido e eu conversando alegremente sobre amenidades, até que...
– Marido, aquela moça está levando um bebê naquela bicicleta de aluguel?
– Nãããoooo... É o decote da blusa dela que parece uma cabeça.
– Ah, bom... Mas olha, acho que tem um bebê, sim. Ali embaixo, olha!
– Nossa, é mesmo! Ela está até beijando a cabecinha dele!
– É.
– Não, pera, Ártemis, aquilo é o joelho dela!
– Tem certeza?
– Absoluta.
E passamos ao lado da cidadã. E era mesmo o JOELHO.

Agora me expliquem: por que raios ela beijou o próprio joelho bem no meio da rua? E se ela tiver um filho, demonstrando toda essa afetividade para com seu joelhito, ficará ela magoada se lhe disserem que o bebê tem cara de joelho?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Onze meses

As mãos gorduchas não prendem mais no reflexo: acertam, manipulam, refinam a coordenação e arrastam meu olhar para os detalhes que passam correndo nesta vida: a poeira, o grão, o mínimo. Como tão pequena semente engolfa minha vida desse jeito? Como tão minúscula musculatura provoca espasmos tão intensos, instiga, belisca, bate e aperta bem forte meu peito, meu corpo, minhas emoções?
Onze meses, meu filho. Onze meses parece a crise dos trinta anos: uma nostalgia de uma vida distante, uma saudade daquelas vivências loucas e intensas do tempo de recém-nascido e certo medo do que vem pela frente, não pelo que viverei, mas medo de deixar de viver porque tendemos a esquecer os detalhes.
Filho, mamãe é terrível com datas e marcos, não se lembra de anotar quase nada. Por um lado porque estou vivendo os momentos e não catalogando-os em coleções de números e letras; por outro lado porque as transformações são sutis: levanta-se num dia, no outro fica mais meio segundo de pé, até que dá um passo, depois outro: quando começou a andar? Com dez meses é certo, mas sem dia definido e definitivo (talvez porque dentro do andar está o devir). Quando começou a sorrir? Quando engatinhou? Sentou-se? Comeu? É bom, sob certo aspecto, que se um dia vier um irmãozinho teu, não haverá comparações desonestas (desonestas porque impossíveis! Como comparar pessoas diferentes e com habilidades e interesses diferentes?). Mas fica o medo de tudo ser estrangulado pela linha do tempo que torna tudo grande (gente grande, tarefas grandes, fases) e deixa fugir o detalhe.
E você, com as mãozinhas gorduchas, futucando o chão em busca de migalhas do cotidiano, me dá uma dor e uma lição: que eu saiba selecionar, conter e dedicar-me minuciosamente ao pequeno, que das pequenas migalhas cotidianas é que é feita a vida.
Meu filho, onze meses, quase um ano: meu melhor.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

É muita ironia...

... que no exato dia que seu filho decide que vai dormir por CINCO horas seguidas pela primeiríssima vez na vida dele você tenha uma porcaria de insônia do cacete!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Vai!

Arthur está andando. Assim. Na lata. No princípio com passinhos tímidos, um equilíbrio bípede que começou da noite para o dia (mesmo!) e um engatinhar veloz. Pronto! Levantou-se e andou.
Em paralelo a isto, meu bebê-delícia virou o bebê-delícia-peste! Ele faz todas as besteiras sendo a delícia risonha e fofa que é. Tipo enfiando o dedo na tomada e rindo, mordendo (literalmente!) o rabo do cachorro e fazendo charminho, engatinhando para se apoiar no fogão aceso (claro que a gente intervém e não o deixa concretizar o plano!), pegando os fios do computador para morder, querendo jogar bibelôs frágeis no chão, buscando a varanda como se ali fosse o lugar mais fantástico do mundo inteiro, escalando o móvel da televisão enquanto balbucia seu bá-bá-bá-dá.
A atenção anda redobrada e ele anda. Explora, se desafia, busca encontrar seu espaço nesse mundão grandão e fascinante.
Daí, dia 9, tendo ele dormido bastante antes de ir para creche, recebo o seguinte recadinho na agenda: "Arthur hoje estava com a corda toda." Em outras palavras, ele tocou o terror na creche! Pulou, brincou, se jogou nas almofadas, se esbaldou com brinquedinhos, amiguinhos e, claro!, comidinhas. Já em casa e marido disse que aprontou altas confusões e aventuras antes de eu chegar do trabalho. Quando me viu, como sempre acontece, só quis saber de mamar e dormir!
De lá para cá, ele tem andado MESMO. E ele é um serzinho fofo e corajoso, do tipo que estabelece um objetivo (geralmente um que não pode ou não deve, tipo o fogão aceso e a varanda) e se joga! Vai em frente com seu andar ainda instável, mas feliz da vida porque, embora não muito firme, é o seu andar. Sua conquista. Sua propriedade. Sua escolha.
E a mãe babona aqui fica torcendo para que ele cresça livre assim: para escolher o que quiser e, a partir de seus próprios passos - que embora nem sempre uns muito bons, eficientes ou mesmo firmes, serão SEUS -, vença o espaço perigosamente vazio entre ele e seus sonhos.
Filho, vai que eu te apoio e garanto a sua segurança até onde me for possível!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Feliz dia das mães

Certeza. Se eu pudesse pedir uma única coisa de presente para o dia das mães (e quiçá para aniversários, natais e outras efemérides consumistas), eu pediria para ter certeza!
Certeza de que a roupinha que coloquei na mochila da creche vai ser boa para aquele dia e ele não vai sentir frio ou calor, certeza de que ele mamou o suficiente, de que eu entendi o que ele quer e o atendi direitinho (e ele, portanto, não sente qualquer desconforto físico ou emocional), certeza de que ele está crescendo e se desenvolvendo. Queria certeza de que estou atendendo às demandas que meu filho tem, certeza de que vou ter dinheiro para  sustentar um padrão de vida confortável para todos da família, certeza de que estou criando uma pessoa segura e confiante porque muito amada e compreendida. Se eu pudesse escolher qualquer coisa no mundo todo, queria ter certeza de que minhas escolhas estão no caminho certo, de que meu filho vai ter saúde para todos os planos e sonhos que tenho para ele, certeza de que eu vou ter saúde para acompanhá-lo em seus momentos mais importantes, certeza de que ele vai viver, e viver uma vida boa, feliz e longeva.
Mas eu ganhei uma bolsa.
E diante desse fato tão prosaico, e já que uma bolsa não me dá muitas certezas (talvez apenas a de que posso carregar com mais facilidades minhas tranqueiras), precisei pensar minhas certezas, e vi que, se eu pensar direito, bem direitinho mesmo, não queria ganhar nada de dia das mães porque eu não preciso de nada: não preciso de menos tempo com meu filho, não preciso de descanso já que escolhi parir e criar Arthur, não preciso de um tempo para mim porque mu filho me falta quando longe, não preciso de nada material, não preciso de café na cama, de mimos, de emblemas da maternidade, não preciso de nada, afinal. Nem da tal certeza, porque Arthur, com seu corpinho morno, seus olhos ternos, seu sorriso contagiante, sua vida pulsante me dá a única certeza que basta e me faz ir adiante: a certeza de que sou toda amor para ele.

Feliz dia das mães!

Este post foi inspirado nos dois vídeos bem batutas sobre presentes no dia das mães (os melhores e os piores) Minha Mãe que Disse e também na enquete de uma amiga, que queria saber o que eu pediria de dia das mães se não houvesse qualquer tipo de restrição (financeira, logística, realística - tipo dormir 12h seguidas, coisa que, suspeito, meu corpo nem sabe mais como fazer).