domingo, 15 de maio de 2022

Tudo (novo) de novo

 Já cochichávamos por aqui e por ali, até que o assunto ficou tão constante que fiquei com medo de Arthur escutar e fantasiar: decidi que deveríamos nos sentar com ele e explicar o que estava acontecendo, o que ia acontecer.

Quando terminamos a história, ansiosos, preocupados, cheios de expectativa, Arthur perguntou: quando a gente vai, é depois de junho?

É nessas horas que eu enxergo a criança no meu filho tão crescido, que quer parecer mais velho do que é (e que às vezes me engana nisso). Nossa vida está virando de ponta cabeça mais uma vez e a preocupação dele é com o aniversário dele, uma festa cheia de planos e sonhos, a coisa mais importante para ele neste momento.

Ele não antecipa a ansiedade de entrar numa escola nova, ou de voltar para a mesma escola e perceber que as pessoas todas mudaram, ele não antevê os longos voos, a adaptação do irmão, o frio, a saudade das vovós (hoje tão presentes e constantes na vida dele) e da nossa rotina aqui, ele sequer nota que a televisão e o videogame ficam.

Para ele, o importante é que em junho ele vai poder ter uma festa de aniversário com os amigos. E que vamos poder visitar o Children's Museum outra vez. Ele ainda não entendeu que vamos até poder voltar ao Great Wolf Lodge, o passeio que ele mais gostou de fazer até hoje. 

Para Arthur, só existe o bom, o vibrante, a alegria, o instante vivido e as coisas pelas quais valem a pena se preocupar envolvem felicidade e realização.

***

Se estou com medo de voltar a morar em Evanston por um ano? CLARO QUE SIM!

Mas estou levando comigo o sol da minha vida, e esse amor que ele emana vai me aquecer no inverno intenso na beira do lago Michigan.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Um processo

 Estou me mudando. Não de novo: ainda. Às vezes me pego muito triste por algo que ficou por lá, muito saudosa da vida que levava lá, mas também muito aliviada por tudo que tenho podido aproveitar aqui.

É um processo, a adaptação. Não sei se vou me adaptar integralmente. Nem sei se quero isso. Essa inquietação, esse estranhamento me deixam mais presente nos momentos. 

O que será que teremos em 2023?

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Metas 2022

 Vida profissional

  • Projeto especial 1;
  • Projeto especial 2;
  • Estudar mais: em 2021 eu fiz alguns cursos (3 com certificado e 1 especialização) e também assisti a algumas palestras na minha área de atuação. Espero que em 2022 eu tenha a oportunidade de fazer mais alguns cursos e aprofundar meus conhecimentos com palestras, aulas e afins;
  • Obter uma conquista importante, um reconhecimento público ou um aumento financeiro.
Vida pessoal
  • Viajar para algum lugar de carro;
  • Viajar para algum lugar de avião;
  • Conhecer 3 lugares novos;
  • Revisitar um lugar antigo;
  • Fazer pelo menos 8 meses ininterruptos de exercícios regulares (pelo menos 3x na semana);
  • Continuar na terapia;
  • Fazer uma coisa, qualquer coisa só minha e só para mim;
  • Concluir 3 trabalhos de crochê ou tricô;
  • Ler 4 livros por lazer (meta baixa, eu sei, mas eu conheço minha realidade).
Vida familiar

  • Uma vez a cada 2 meses fazer um programa legal com as crianças;
  • Uma vez por mês fazer um passeio só com marido;
  • Uma vez a cada 2 meses fazer um programa legal com as crianças e as vovós;
  • Uma vez a cada 2 meses visitar minha avó;
  • Comemorar aniversário das crianças;
  • Fazer uma festa de Halloween.
Saúde

  • Fazer um check-up completo;
  • Corrigir o que o check-up indicar que precisa ser corrigido;
  • Comer legumes e verduras 6 dias por semana;
  • Meditar mais vezes.
Consumo

  • Economizar 3% dos ganhos mensais;
  • Trocar de celular;
  • Comprar uma estante para os livros.
Geral

  • Fazer alguma coisa em 2022 que se reflita positivamente em 2023 ou até mesmo por mais tempo.

E vocês? Têm metas para o próximo ano? Já estão sonhando, como eu, com o fim da pandemia e com a volta a uma vida repleta de pessoas?

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Ah, a vida...

Ah, a vida e suas reviravoltas. Marido não foi para os EUA. Ficamos todos no Brasil-il-il. Até quando não sabemos, espero que mais um tempo, porque vida de imigrante é difícil e viver em português, com a família por perto e conhecendo tudo que me cerca é uma delícia.
No mais, seguimos sem aglomerações, festas ou badalações, vivendo uma vidinha privilegiadamente simples, encarando um dia de cada vez, enfrentando os problemas que nos aparecem e aproveitando os refrescos que surgem aqui e ali.
Continuo querendo focar cada vez mais no que quero fazer e, embora não dê para fazer tudo de uma vez, sinto que concluí ou iniciei etapas importantes nesse 1 ano e 4 meses de Brasil. Pendências antigas estão sendo resolvidas, projetos novos ganharam mais estrutura e até mesmo novas ideias surgiram, esperando somente um terreno fértil e o tempo certo para brotarem.
Metas até dezembro: estudar mais, me exercitar mais, dormir melhor e organizar as metas para 2022.
E vocês (se é que alguém ainda vem aqui): já sonhando com 2022?

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Quase 2022, em navegação

 Julho chegou. Eu pisquei e a postagem de maio já foi já um tempão.

Gael fala pelos cotovelos. Coisas muito pertinentes e sagazes.

Hoje, por exemplo, o pai falou: tira o dedo do nariz, gael. Ao que ele respondeu: Ah tá, só o papai pode. 😳

Arthur está bem, feliz na escola brasileira e totalmente adaptado à nova realidade.

Eu estou vacinada! Dose única da Janssen numa sorte danada porque eu não sou nem besta de ficar escolhendo vacina. Mas que gostei de ser dose única, isso eu gostei!

Marido vai voltar mesmo para os EUA. Sozinho, coitado. Estou lutando com muito empenho em me restabelecer profissionalmente aqui e dar uma voltinha de um ano nos EUA com certeza não vai me ajudar. As crianças estão felizes e adaptadas aqui, não vemos motivos para mudar a rotina delas só para passarmos um ano fora. Então, em algum momento entre setembro e dezembro de 2021, marido volta aos EUA, sozinho, fica lá até mais ou menos maio de 2022 e aí volta. 

Minha cabeça já está, portanto, em 2022, que é quando nossa vida volta a ser uma grande incógnita profissional, com marido desempregado e eu, bom, eu não sei como estarei até o fim do ano. Tenho procurado emprego, fiz uma entrevista, fui sondada para outra vaga (mas pagava muito pouco e eu precisei recusar), mas nada de muito concreto apareceu. Vou levando, então, no frila. Mês a mês. É o que dá para fazer agora.

Quase fomos morar na Carolina do Norte. Quase fomos morar na Alemanha. Quase fomos morar em Michigan. Mas continuamos mesmo por aqui. 

Estou pensando em fazer um curso no fim do ano. Estou pensando em estudar francês. Estou pensando em aprender programação. Estou pensando mais em mim. E é tão bom! Nem sempre os caminhos são claros ou acertados, mas estou sempre buscando uma conexão com minha essência, olhando para dentro quando preciso de bússola. Às vezes dá ruim, a bússola não basta ou está meio desregulada, mas eu tento. 

Hoje tomei uma decisão importante e segui o caminho do meu coração. Doeu, foi tenso, mas trouxe frutos: um doce, do acolhimento, um amargo, de coisas que ainda nem sei nomear. O importante é seguir com a alma desfraldada e guiando o que singramos. Viver é preciso. Navegar não é preciso.

domingo, 30 de maio de 2021

Um ano de Brasil

 Faltam poucos dias para completarmos um ano de Brasil. Dizem que, depois de morar fora, uma pessoa se sente duplamente deslocada: primeiro no país estrangeiro, depois em seu próprio país.

De fato, notei algumas mudanças profundas em mim, que certamente foram se esgueirando para dentro da minha rotina, da minha personalidade e, só de volta ao Brasil, pude reparar em como sete anos de EUA me impactaram.

(Hoje eu me planejo com antecedência, confirmo compromissos apenas uma vez (e apareço), não chego mais atrasada aos lugares e sempre telefono se vou demorar mais do que 3 minutos a partir da hora marcada, janto super cedo (entre 5 e 6 da tarde) e coloco muito mais a mão na massa nos pequenos reparos da casa.)

Por outro lado, experimentei uma sensação muito menor de deslocamento do que eu vinha esperando. Meus hábitos alimentares foram logo readaptados (embora de vez em quando eu sinta falta de algo que é difícil de encontrar onde moro agora, tipo creamer), estabeleci uma rotina satisfatória, criei hábitos saudáveis e fiquei muito feliz de estar outra vez em um lugar quente e com sol.

No balanço geral, o primeiro ano de Brasil foi bom. Tivemos alguns percalços, mas o saldo total foi positivo. A pandemia não me deixou estar fisicamente perto de muita gente, mas pude abraçar minha mãe e outras pessoas da família (depois de todos fazermos quarentena), vi alguns amigos (de máscara, em espaço aberto, sem chegar perto, mas vi!) e agora temos um cachorro!

Mas, como tudo que é bom dura pouco, marido precisa voltar para os EUA por um ano, e agora estamos tentando decidir o que vai ser melhor para todos: ele ir sozinho e nós ficarmos ou todos embarcarmos em uma nova velha aventura (já que voltaríamos para Evanston de novo).

Aguardem os próximos capítulos.

domingo, 3 de janeiro de 2021

Criando novos hábitos

 Para mim, é um esforço contínuo criar um hábito saudável. Como bem, não bebo, fumo ou uso drogas de qualquer espécie, mas gostaria de cultivar alguns hábitos mais saudáveis: beber mais água, fazer exercício físico regular e ter pelo menos um ato de auto-cuidado diário.

Essa foi uma decisão de ano novo, mas comecei a colocá-la em prática um pouco antes, a partir do fim de novembro. Portanto, acabei de completar um mês de exercícios pelo menos 3x por semana + cuidados diários comigo. 

Engordei 1,5kg desde que comecei a malhar, mas não acredito que já tenha ganhado esse tanto de massa magra. Meus objetivos são, na ordem: melhorar meu condicionamento físico, reduzir gordura e aumentar massa magra, criar o hábito e não precisar mais me esforçar para fazer essas coisas.

Os benefícios que já sinto: meu humor está melhor, minha pele melhorou, a flacidez na barriga pós-gravidez melhorou, tenho muito mais fôlego para as atividades diárias.

Vou postar aqui de vez em quando sobre isso, para servir de estímulo para que eu siga neste caminho.