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sábado, 6 de dezembro de 2014

Aqui!

Cheguei na escolinha (Arthur está na escolinha agora) e uma das professoras estava agachada, como sempre, se despedindo dos alunos. Mas meus ouvidos tupiniquins dispararam o alarme, porque o que ela dizia não parecia nada com um "bye, see you tomorrow". Nem mesmo soava como o "tchau" que ela aprendeu a falar logo na primeira semana. Nem como o "oi", nem como o "tudo bem", todos ensinamentos do meu filho a ela.
Cheguei mais perto. Mais perto. Ela, baixinho, repetia: aqui, aqui, aqui, treinando pronúncia e entonação, repetindo o que Arthur dizia para uma coleguinha mais adiante, tentando devolver à menininha o papel que ela deixara cair no chão.
Nos despedimos com o "tchau, see you tomorrow" de todo dia e eu fui pensando pelo caminho. Não sei se filhote está aprendendo inglês na escola, mas que está ensinando o português, ah, isso ele está!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Uma palavra vale mais que mil imagens

As palavras, ao contrário do que prega o dito popular, podem construir cenários bem detalhados. E dizem muito, principalmente se ditas por um serzinho que ainda não as domina por completo, e que, portanto, escolhe as mais emblemáticas, comezinhas e repetidas para compor seu vocabulário.

Tirem, então, suas próprias conclusões com a lista abaixo:
bobagem
Árfur
não
dodói
chá
xixi-cocô-bumbum (nessa ordem!)
e...
colágeno

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O que você está fazendo?

Estávamos todos na sala, conversando. Sim, porque agora falamos os três. Alguns mais ladinos, é verdade, mas ainda assim falamos.
Marido e eu proseávamos e discutíamos os rumos e planos da semana. Arthur, no cantinho atrás do sofá, balbuciava suas conversas ininteligíveis, provavelmente opinando também sobre o que viria a fazer.
Conversa vai, conversa vem, o e-mail do marido apitou, sinalizando nova mensagem recebida. Trabalhando demais, ele foi rapidamente até o computador para ver do que se tratava, se era importante, se era bobagem. Eu continuei tagarelando. Arthur, porém, ficou quietinho.
Blá-blá-blá... vou passar no supermercado. Tititi... precisamos telefonar para o Fernando. Patati... quero visitar a Helen. E marido lá, no computador. Desconfiei que ele não estivesse mais lendo e-mail de trabalho porcaria nenhuma, mas sim que tivesse passado à máquina do tempo conhecida como Facebook, uma ferramenta incrível de transporte para o futuro em questão de segundos.
Virei-me para ele e perguntei:
- O que você está fazendo?
Ao que Arthur, de trás do sofá, responde:
- Cocô.