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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Nosso lindo balão azul 2

Há pouco tempo, estivemos novamente na casa de uns amigos queridos. Aqueles mesmos que nos receberam no dia do balão azul. A tal festa do balão azul tinha acontecido algumas boas semanas atrás e eu mal me lembrava do episódio, sobretudo com Arthur correndo para cima e para baixo, brincando horrores com o amigo aniversariante, querendo roubar os brigadeiros da mesa e todos os pães de queijo da bandeja - sim, festas com brigadeiros e pães de queijo! <3
Ou seja, eu nem me lembrei de toda aquela choradeira do balão e passei horas muito divertidas com o filhote.
Na hora de ir embora, Arthur cisma com o quê? O quê? Isso mesmo: um balão azul!
Como gato escaldado tem medo de água fria, peço autorização para a anfitriã, retiro o balão escolhido por Arthur e vou embora com o brinquedo, me certificando de que o dito cujo está bem seguro e não será, sob hipótese alguma, esquecido.
Faço isso, mas acho que Arthur nem se lembra do ocorrido, afinal ele estava sonolento, depois daquela noite/madrugada ele nunca mais tocou no assunto e tudo isso aconteceu há algum tempo já.
Ledo engano: assim que entramos no uber filhote se vira para mim e exclama, todo feliz: "que bom que dessa vez você não esqueceu o meu balão azul!"
Segura esse cometa!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Vivendo na base do monkey payment

Toda vez que eu recebo um convite para socializar com os locais já sei: vai rolar pagação de mico. Ou melhor, vou realizar um lindo monkey payment.
E minha vida é assim, monkey payment atrás de monkey payment.
Começou logo numa das primeiras festas, sendo apresentada a um colega de trabalho do marido com grande prestígio e reputação. Arthur, na época, tinha um ano de pura corrida desequilibrada e a festa era em um salão com um lindo terraço de concreto. Arthur para lá, para cá, quase se esborrachando no concreto, ainda sem plano de saúde para cobrir os remendos que fatalmente seriam necessários em caso de queda. Nisso, marido resolve me apresentar ao figurão do trabalho, e emenda (em inglês, of course): ele é da Holanda. Eu, um olho no gato e outro na missa, tentando ser multitarefa em duas línguas, duas realidades, com duas pessoas, em duas velocidades (moço importante parado, me olhando; Arthur correndo e cambaleando), não entendi Netherlands. Fiquei só com o fim da palavra e concluí que era London. E lasquei um "Eu amo Londres" para o moço de Amsterdã.
Foi aquele climão, sabe?
Eu nem me liguei porque quando entendi o que tinha acontecido já estava do outro lado do terraço, com Arthur catando do chão um bolinho amassado.
Rio até hoje disso e faço questão de contar para as pessoas, afinal, quem não ri de si mesmo não é feliz.

Pois bem, as demais interações sociais com locais e em língua em inglesa, confesso, não melhoraram tanto assim de lá para cá. Estou sempre parcialmente na conversa, seja porque me perdi naquela expressão idiomática que desconheço, ou porque achei super interessante a maneira como a pessoa pronunciou uma palavra que eu só conhecia escrita, ou ainda porque Arthur está tentando escalar um muro ou lambe o vidro da janela com gosto.
Por isso, quando recebemos o último convite, já coloquei na bolsa o cheque com o qual pagaria o mico da vez.

Tudo corria bem. Fiz piada engraçada, ri na hora certa, acompanhei até fofoca! A dona da festa falava na velocidade 5 da dança do créu, mas eu ia no ritmo, acompanhando bonito, toda orgulhosa.
=)
Até que... (sempre tem, né?) bateu aquela vontadinha de fazer xixi. Fui ao lavabo da casa, que àquela altura da festa se encontrava bezuntado de sorvete de chocolate derretido e cobertura de marshmallow do bolo recém-cortado. Preocupada em não babar a camisa querida que escolhi usar, fui fechando a porta cuidando tentando não esbarrar nos restos de comida espalhados por ali, na pia, na parede, até mesmo na tábua do vaso. Fechei a porta e procurei, então, a tranca. Não havia. Hum, pensei, melhor fazer um xixizinho bem rápido que é para ninguém abrir a porta e me pegar em flagrante. E assim fiz.
Tudo certo, até agora uma festa mico free.
Até que... (sempre, sempre, sempre!) olha, que curioso! A porta não tem tranca, mas fecha bem fechada! Vou girar a maçaneta e puxar que ela vai se abrir com um clique e... não. Não abriu. Vou tentar o outro lado, sentido horário agora. Nada. Oquéi. Vou puxar apenas. Nem um milímetro.
Por obra do acaso, entrei com o celular no banheiro! E não titubiei em ligar para o marido, que atendeu descrente e um tanto amedrontado.
- Alô?
- Marido, tô aqui no banheiro. Presa. Me ajuda?
- Claro, peraí.
A maçaneta gira em falso também pelo lado de fora.
Ligo novamente, já que o barulho da festa não o deixa me escutar através da porta:
- Marido, empurra a porta, para ver se ela abre!
CREK!
- Ártemis, vai quebrar a porta!
- Deixa. Melhor avisar ao dono da festa. Eu posso sair pela janela, mas não quero deixar o banheiro trancado, né?
- Tá. Pera.
Marido foi, mobilizou: dono da festa, dona da festa, mãe da dona da festa, uns três convidados adultos e dois convidados infantis curiosos com aquele aglomerado de gente grande em torno de uma porta.
Eis, então, que resolvi puxar a porta, uma última vez, vai que...
POC
A porta se abriu e me senti, de repente, no programa Silvio Santos, abrindo a porta da esperança e dando de cara com ela bem cheia: todo mundo ali, resgatando a brasileira presa no banheiro que não tem tranca. Senti o alívio dos anfitriões por não precisarem chamar alguém para desmontar a porta. Senti o alívio do convidado que aguardava, pacientemente, que eu saísse para usar o banheiro. Mas, acima de tudo, senti uma vontade quase incontrolável de gritar para o marido "Eu amo Londres!".
Mas resisti bravamente, sorri, acenei, agradeci e assinei o cheque.

Monkey payment do evento: 

sábado, 2 de novembro de 2013

Primeiro Halloween

Vocês, que me acompanham, sabem que eu não faço muito o estilo "querido diário", né? Geralmente faço um texto gaiato ou drama queen das coisas que me acontecem e vamos que vamos. Mas hoje eu vou fazer diferente. É que meu pequeno teve seu primeiro Halloween, e isso foi tão importante que merece nota.
Mas, já que vamos fazer, que façamos direito: deixem-me começar de novo o post.


Querido diário,

ontem foi Halloween aqui nos Estados Unidos. Nunca curti muito a data, non creo en las brujas (pero que las hay, las hay) e achava essa coisa toda meio estranha, porque carnaval era tão mais interessante em termos de fantasia, e logo depois vinha finados, que no Brasil é uma data tristonha, melancólica, então achava a coisa meio fora do eixo, meio desesperada. Mas eu não estou mais no Brasil, né, Di? Tô aqui, no Tio Sam halloweenesco, cheia dos frios e dos R retroflexos para tentar me comunicar, cheia do espírito de imigrante-vamos-nos-integrar-à-comunidade, essas coisas todas. E cheia dos hormônios de amamentação também. Porque, né, a ocitocina ajuda. O quê, Di? Não entendeu a conexão entre ocitocina e Halloween? Pô, Di, eu comprei um raio de uma fantasia de raposa para o Arthur! RAPOSA! Laranjinha, com rabo e enchimento na barriga! E Arthur, que já é a coisa mais fofa e deliciosa do universo todinho, ficou dolorosamente divino! Tudo bem que ele não curtiu muito o capuz que fazia a cara da raposa, mas durante o passeio, incomodado pelo frio e pela chuva (sim, choveu, como sempre acontece no dia dos mortos... uma tradição brasileira que talvez tenhamos importado), ele deixou ficar aquela cara de raposa, e não houve uma única pessoa que não tivesse elogiado a criatura!
Bom, mas deixa eu voltar aqui pro começo, antes de contar como foi.
Eu comprei a fantasia, espetei a criança lá dentro e, culpa da ocitocina, fiquei louca! Tirei 312 fotos (literalmente), suspirei, pirei e... broxei. Olhei para fora e a garoa fina da manhã virara chuva de verdade. Aqui, Di, o Halloween é tipo Carnaval no Brasil: tem anúncio de início e término (mas não dura uma semana; e se durasse, acho que eu infartava com tanta fofura!), e ao contrário do que mostram os filmes, não acontece de noitão. Porque é uma festa principalmente das crianças, é preciso se pensar na segurança, e a cidade onde moro decretou o horário oficial das 16 às 19h. E às 16h30, chovia canivete (ou gatos e cachorros, para gracejar com o idioma que agora speakamos). Deprimi. Mas aí comecei a ver a criançada nas ruas, todo mundo fantasiado, e pensei: "pô, primeiro Halloween do pequeno, e eu aqui no maior bode. Vou colocar isso no livrinho dele? 'Filhinho, no seu primeiro Halloween você e sua mãe ficaram dentro de casa, vendo a chuva, assistindo as crianças brincarem. Mas, ó, tirei baciada de fotos!' Eu não! Sapequei o moleque dentro do carregador de bebês (achei que seria mais prático, apesar de o carrinho ter capa de chuva), atochei o capuz de raposa, máquina de um lado, bolsa do outro, e bora enfiar a cara nessa de mergulhar na cultura. Ou melhor, bora pular de bomba nesse mergulho.
Nossa rua é bem residencial. Aliás, nossa vizinhança toda. E por isso fomos dar uma volta no quarteirão. Arthur ficou todo feliz, porque rua é com ele mesmo! E quando viu as primeiras crianças fantasiadas começou a apontar e fazer "ãhn-ãhn-ãhn", como quem diz: "caceta, mãe, olha essa cambada fantasiada! Que porra é essa?" (Porque ele é meu filho, e vai aprender logo umas palavras pesadas, não tem jeito.) Eram princesas, ladrões, roqueiros, pêras, coelhos, jilós e outras coisas que não fui capaz de identificar (o povo é criativo e crafter por aqui). E Arthur ficou embasbacado. Acompanhou-as com olhar e... logo descobriu que elas iam até as casas das pessoas. Casas essas que estavam decoradas e repleta de brinquedos (ou que pelo menos assim pareciam ser). Pronto!
Di, o menino enlouqueceu! Foi "ãhn-ãhn-ãhn" e dedinho em riste o tempo todo. E quando eu perguntava: "Meu filho, você quer entrar nesta casa?", ele sacolejava as duas cabeças (a dele e da raposa) e ficava com os olhinhos vidrados. Liguei pro marido aos prantos, tocada pela comoção que o evento causa: crianças fofas e felizes brincando nas ruas, todo poder ao povo! Ah, chorei mesmo. E fiz marido largar trabalho e vir ficar com a gente, afinal era uma festividade familiar.
O que era para ser uma voltinha no quarteirão virou uma peregrinação pela vizinhança. Vimos casas com decorações simples, casas que pareciam saídas de filmes de terror, casas com pessoas simpáticas, casas com pessoas ultra-simpáticas, casas com cachorros, com gatos, com outras crianças. Pegamos mais de trinta guloseimas (noventa porcento chocolate, uma pena!) e uma mini-tangerina com carinha de abóbora! Fiz questão de visitar minha casa favorita (aqui perto, em frente à igreja, Di. Espetáculo de casa!) e dar uma bisoiada em quem mora, como vive, o que come gente que tem casas lindas como aquela.
Era um cara de uns 40 anos, com cara de rico, roupa de rico (e três carrões na garagem), um cachorro (que pelo latido era grande), bebendo vinho e ouvindo The Doors enquanto distribuía chocolates em meio a uma bomba de fumaça (Arthur ficou fascinado). Ele nos mandou assistir este vídeo, que, segundo ele, já era viral (a filha dele, na faculdade, mandou para ele porque todo mundo estava assistindo). Bom, eu sei lá como é que a raposa faz, mas a minha raposa fazia "ãhn-ãhn-ãhn" a cada casa, e no fim da noite já estava enfiando a mãozinha gorda nas tigelas cheias de doces e enfiando um pirulito verde-euforia na boca. Claro que eu não tirei o papel. Claro que duzentas e doze pessoas vieram me avisar que o pirulito estava embrulhado.
Enfim, foi um dia muito especial, porque além de gostoso fez com que eu me sentisse parte de algo, fez com que eu conhecesse alguns vizinhos e que eu visse que crianças são crianças, e são felizes com pouco.
Agora, Di, o Halloween fez sentido para mim: encheu de esperança e renovou minhas energias para enfrentar o inverno que vem chegando impiedosamente. Mas eu, marido e minha pequena raposa enfrentamos o tempo ruim e, juntos, unidos, nos divertimos.

Beijo, Di. Volto outro dia.

Criançada aqui na rua. <3
OBS: Valeu pela dicas, Helen!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Vida loka

Eu fui uma jovem selvagem. Tá, nem tanto. Mas fiz minhas besteiras bem besteirudas, daquelas que, hoje em dia, mãe, penso e me arrepio da cabeça aos pés. Que Arthur não faça essas besteiras, oh, céus!
Então que eu cresci, casei, engravidei e pari. Achei que, então, minha vida loka tinha se acabado, que nunca mais eu faria coisas ousadas e temerárias, que minha vida seria um recanto bucólico parnasiano: eu maternando na torre de marfim.

Guarde essa informação.

Você, querida leitora (ou leitor) que usa maquiagem (por motivos profissionais ou pessoais, não importa), lembra-se de quanto foi difícil começar a passar rímel e lápis de olho? No começo, tudo borrava, você piscava bem na hora em que estava com as cerdas do aplicador na última parte dos cílios, e passava num piscar de olhos, literalmente, de femme fatale a ursa panda. É ou não é? Bom, aí você foi lá, insistiu, assistiu a tutoriais, viu a tia se maquiar, conversou com a amiga, assistiu programas na tevê, treinou, treinou, gastou cinco vidros de demaquilante, aprendeu a usar rímel lavável em vez de usar o à prova d'água, e depois de quinze anos consegue se maquiar até em ônibus em movimento?
Amiga, amigo, experimenta se maquiar com o filho escanchado no quadril! Isso é ousadia, isso é selvageria, isso é perigo real e imediato de cegueira ou sufocamento porque o pimpolho engoliu a tampa do lápis de olho!
Bom, mas a ousadia que resgatou em mim os tempos de molecagem marota e inconsequente não parou por aí, não. Não pensem que me dei por satisfeita só por passar make-up com o pequeno a tiracolo! Nem que sagazmente passar perfume sem atingi-lo (embora ele ainda estivesse no meu colo!) foi um feito louco e delirante. Não, queridas e queridos! A insanidade real, que me faz ficar arrepiada da cabeça aos pés só de relembrar o momento foi usar minha caríssima blusa de caxemira BRANCA fazendo tudo isso e, depois, levando o filhote, fã de morangos e blueberries (no colo, claro!), a um JANTAR, com frutinhas, verdurinhas, friturinhas e tudo mais que poderia manchar e destruir para sempre o pouco de dignidade glamorosa que ainda me resta.
Mas, como diria Júlio César (o general romano, não o goleiro): vim, vi e venci! Voltamos, eu, Arthur e a blusa branca de caxemira incólumes para casa.
Quero dizer... Arthur nem tão incólume, já que resolveu mamar na festa, e puxou a blusa, e está até agora parecendo um mini-Gandalf de tanto pelo branco.

E eu achando que meus dias de selvageria tinham-se findado.
Dáblui, dábliu, dábliu, vidaloka ponto com.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Preparativos para a festinha (sem fotos)

Então que eu tô pirando!
Frilas, Arthur com umas bolotinhas pelo corpo (virose, como sempre!), mil coisas para fazer antes da mudança para Chicago e... e aí eu resolvo fazer uma festinha, que de "inha" só tem mesmo o carinho que o diminutivo sugere.
Acompanhem meu desespero:

  • Faltam 3 dias para a festa!
  • São 109 convidados! 
  • Vinte e três crianças para dar brinde! 
  • Três fornecedores (bolo + cupcake + cookies), chocolates veganos e aluguel de rechaud!
  • Duas sopas, sete belisquetes, duas idas ao supermercado.
  • Cinco metros de tecido.
  • Seis pompons de papel de seda.
  • Quatro lanternas japonesas.
  • Duas bandeirolas por fazer.
E tudo isso ainda no desespero de ter de entregar, até amanhã, um dos frilas. E hoje de noite tenho curso (não para, não para, não para!). E eu que vou fazer as comidas, neam? E as bebidas.

Torce aí, minha gente. Tô precisada.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ideias avulsas para a festa de 1 ano

Cores: azul e vermelho

Decoração consumível. Sem tranqueiras para juntar pó em casa (na minha ou na dos outros) depois.

Papel. Comidinha. Amor.

Cozinhar tudo sozinha? Contratar buffet?

Sem refri. Sem muito açúcar. Muita coisa sem leite e derivados.

Lembrancinhas especiais, handmade.

Queria filmar, mas estou sem dinheiro, e essas coisas de vídeo são caras. (Aliás, até hoje o vídeo do meu casamento tem só material bruto. Preciso arrumar alguém para editar logo isso!)

Quem tirará fotos?

Painel de fotos dos 12 meses.

Exibição das fotos impressionistas do parto. Vai ser um espetáculo!

Ideias mirabolantes com as comidas. Depois, se derem certo, venho postar. Mirabolantes mesmo!

Comemorarei o aniversário do filhote no dia do meu aniversário! Olhem que amor!

Sem música alta. Sem música de criança. Sem microfone. Sem animadores. Sem balbúrdia desnecessária. Sem (muitas) bolas.

Mais uma vez criando um evento trabalhosamente artesanal (casamento foi assim).

Começou com 200 convivas. Agora estamos com uma listinha de 80.

Animada. Muito animada.

1 ano do meu amor. 1 ano de muitas descobertas e alegrias. 1 ano inesquecível!

Juro de pés juntos que venho postar algumas fotinhos depois. Mas a festa é só no fim de junho, tá?

Aceito dicas, sugestões e indicações de coisas fofas, que funcionem em festinhas, que sejam práticas etc.

sábado, 20 de abril de 2013

Rumo a junho

Junho tá logo aí, tão vendo?
Eu vi. Então, já bem reservei o lugar da festinha que, vejam que mimo!, será no dia do meu aniversário!
Se alguém tiver boas ideias e receitas sem leite de vaca e seus derivados, por favor ajudem!