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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Tô pirada, mas já volto

Me tiram do sério no momento:
- o trabalho do marido sufocando a tudo e a todos por aqui;
- o frio de lascar, que me dá preguiça de sair de casa;
- a desorganização total, completa e absoluta que assola minha casa e vida (caderninho, aí vou eu!);
- o frila. Ah, o frila! Tô na fase em que ou eu acabo com ele, ou ele acaba comigo;
- o presente que preciso aprontar antes de o cub nascer!
- o desejo do segundinho que palpita na minha mente, alma e obsessiva divagação sobre a vida (vulga ansiedade).

Já volto. Tudo depende do frila.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sumidinha, mas amanhã tem mais!

Tenho uma penca de posts na cabeça: dos gaiatos aos mais verborrágicos de ódio, de assuntos sérios, como essa Lei do Nascituro (que absurdo! que vergonha! que revolta!), até bobagens supérfluas, como eu ter saído da dieta hoje, excepcionalmente, para provar os quitutes que estou encomendando para a festa do Arthur.
Ah, meu povo... quanta coisa!
E aí vem o quê? A bebedeira? O atraso? NÃOOOO! Vem essa cacetada de frila na minha vida.
Devo dar uma sumidinha até segunda, mas para vocês não morrerem de saudades, vão lá me prestigiar no Minha Mãe que Disse, amanhã. Texto inédito, viu?

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Depois de tudo, o choque de realidade (ou: Mães são todas LOUCAS)

Depois da notícia da mudança (muito obrigada pelas mensagens carinhosas de apoio, incentivo e felicitações!), depois do aniversário de relacionamento, depois da carta para a obstetra, eis que eu me encontro aqui, uma da matina de domingo para segunda, bebê capotado ao meu lado (amém!), cheia de mate na cabeça, angustiando-me por quê? Por quê? Ora, porque sou mãe, e sendo mãe, sou incoerente.
Senta que lá vem o trololó!
Todo mundo aqui está careca de saber que eu sofri quando Arthur foi para a creche. Todo mundo sabe que eu ainda sofro porque estou longe do meu bebê-delícia durante a semana (mas ontem eu o vi dando seu primeiro passinho! Chorem comigo!). Todo mundo sabe que estou me mudando para Chicago. E, juntando lé com cré, não fica difícil deduzir que, sem precisar ter de trabalhar nove horas num escritório, vou ficar com bebê-delícia full time nos States. Ótimo, não?
Sim, claro. Esse sorriso histérico no meu rosto, essa ruga entre as sobrancelhas, as unhas roídas e o fio de cabelo branco que acabou de brotar no cimo de minha cabeça não são nada, porque, afinal de contas, seria bem incoerente que eu ficasse doida para estar mais tempo com filhote e, tendo a oportunidade, eu acabasse desesperadamente preocupada e tensa de não ter mais tempo para mim (oi? eu tinha tempo antes? tenho tempo agora? claro que não!), de ficar exausta a ponto de mal saber meu nome no fim do dia (oi? eu ando supersoltinha e desacansada, dormindo todos os dias até duas da tarde? claro que não!), de ficar tão estressada a ponto de rosnar para "eu te amo" e gritar "o que fooooooi???" em resposta à simples menção do meu nome (oi? que foooooi???). Não seria?
Claro que não!
E eu estou exatamente assim: tensa, ansiosa, angustiada, prevendo os piores cenários da anulação pessoal e profissional (drama queen), antevendo catástrofes domésticas do tipo: marido chega em casa e eu, sentada no sofá, olhar catatônico, Arthur rabiscando a tela da TV (as paredes já não têm mais espaço), fumaça negra sobe das panelas no fogão e eu suspiro "acabou o papel higiênico". Dona de casa fail. Mamãe fail. Vida glamour com bebê-delícia fail.
Depois da euforia das alegrias e emoções, a realidade enfiou-me a mão na cara. CATAPLAF!
Eu nunca fui dona de casa: vai acabar o papel higiênico, vou queimar o arroz, bebê-delícia (que ultimamente tem se mostrado deliciosamente tocador de terror!) vai comer pasta de dente e jogar toalhas dentro do vaso, vou acumular roupa para lavar, não vou conseguir manter a faxina em dia, a comida vai ficar insossa e ora será muita, ora será pouca, meu cabelo continuará grudado, minhas olheiras se arrastarão pelo chão, minhas roupas continuarão desconjuntadas, minhas unhas ainda ficarão por fazer e escovar dentes permanecerá atividade recreativa para fins de semana.
Então, por que raios ando tão ansiosa por ter minha vida de pernas para o ar, um caos, só que sem faxineira, sem vovôs e vovós para dar aquela ajuda marota, num frio de lascar e tendo que falar outra língua?
Ora, simples: porque, além de serem todas LOUCAS, mães são seres que respiram cabelos, comem sorrisos, bebem palminhas, dormem passinhos, sentem bá-bá-bás e se saciam com os corpinhos mornos de seus filhos.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O natural do Rio é o batidão

A playboyzada e os mano do morrão estão todos com pena de mim! CERTEZA!
Ai de mim, que estou enlouquecida ao cubo com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo agora tudo de uma vez sem parar. Tá rodis, minha gente! Outro dia pensei: quando escovei os dentes pela última vez? E corri para o banheiro que era para ver se eu ainda me lembrava de como fazia.
É que eu acordo na madrugada boladona (vai, seis da matina, para mim - e outras pessoas normais -, ainda é madrugada) porque Arthur é adepto do horário de verão. E daí que tá chegando o outono? Ele curte mesmo essa coisa de abrir os olhos, bater aqueles cílios enoooormes que ele tem, abrir um sorrisão e se sentar feliz da vida: às seis da matina!
Bom, aí eu acordo, né? Quem resiste ao sorriso do bebê-delícia (que está de volta, meu povo! Grata pela reza forte de vocês)? E também é preciso trocar fralda, tocar vida e ir passar o café do marido, um gesto de amor, de carinho... de puro interesse (daí ele acorda e me ajuda com o bacuri).
Acordados os três, marido vai tocar a vida dele e eu fico com o pequeno, brincando na sala, ouvindo música, e nos intervalos dos afazeres do marido vou tomando café da manhã, arrumando mochila para a creche, pensando na roupa que vou botar, preparando a bolsa da bombinha, essas coisas.
Então, às oito horas estamos os três prontos. Arthur para creche, eu para o trabalho e marido para os afazeres dele.
Trabalho até criar calo nos olhos, daí saio para almoçar (com o frila debaixo do braço, porque, claro, não dava para ser fácil), volto e trabalho até não conseguir nem pronunciar meu nome. Chacoalho dentro de um ônibus sem ar-condicionado (alôôôuuu, onde estarão os ônibus - um caso de pluralia tanta tão bacana - fresquinhos? Migram no verão e só dão as caras no inverno? Acho que sim...), cheia de tralha e bolsa a tiracolo, corro para a creche ou para casa (depende do dia). Espeto o menino no peito tão logo adentro meu lar e assim ele dorme, me dando a chance de comer, frilar mais um bocado e desmaiar.
Viu? Será que eu escovei os dentes? Notou que banho não é rotina? Também não tem TV, internet e livro neste relato.
E aí eu pergunto: que horas entro no meu blog? Quem é o novo papa? Que história é essa de Comissão de Direitos Humanos? Sei de trechos de cada notícia bombástica do dia, e nem para perguntar às pessoas ao meu redor sobra tempo.
Com esse longo lamento, venho aqui dizer duas coisas: 1) vou voltar a postar, com parcimônia, mas voltarei; 2) é nóis com muita disciplina/ dábliu, dábliu, dábliu ponto-com brasília.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Tá calor aí?

Aqui no Rio, com certeza, está muito mais!
Duvida?
Então vem comigo, para mais este passeio pelos caminhos insanos da minha vida cotidiana!

De dentro do ônibus avistei: trinta e nove graus, às dez e quinze da manhã. Ponderei se seria melhor descer no ponto antes do meu e comprar um sanduíche, "pra mó de evitá caminhá de debaixo do solão na hora do almoço", pensei preguiçosamente. Mas eram trinta e nove graus. Às dez da manhã. Achei melhor me enfiar o quanto antes no ar-condicionado.
E fui.
Porém, estômago não tem termômetro, e era uma da tarde, sol a pino, quando precisei sair para comer.
O relógio de rua marcava 13h14 e singelos 42°C. Sensação térmica de combustão espontânea.
Entrei correndo no restaurante, pensando se estaria mais assada que a comida que serviam ali. Mas era um japonês, e mesmo tendo levado tanto sol na cabeça, ainda sabia que sushi não se assa ou cozinha.
Sentei-me, pedi o cardápio, escolhi. Enquanto esperava, distraí os olhos observando os esbaforidos que chegavam da rua e os já confortavelmente acomodados dentro do restaurante. E então, de repente, sem qualquer aviso prévio, eu avisto, a uma cadeira de distância, ele: Rodrigo Santoro! Ainda mais bonito que na TV. Charmoso. Comendo sushis variados. Ali, bem do meu ladinho.
Dentro das possibilidades hormonais e sociais, me contive e consegui terminar a refeição. Ele se levantou, pagou e foi-se embora, deixando atrás de si uma labareda a setenta e cinco graus que nem toda babação feminina conseguiu apagar.

Viu como aqui está bem mais quente?

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Mãe que trabalha

Sabem o que é legal de ser uma mãe que trabalha fora?
É virar para as pessoas que trabalham com você, e que estão sobrecarregadas (igualzinho a você), e perguntar:
- Não vai dar tempo de terminar o projeto? E o que vocês fazem entre meia-noite e seis da manhã? Porque eu amamento, troco fralda...

tsss-tsss-tá!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A volta ao trabalho em números

165 dias de afastamento
576 mensagens não lidas no e-mail da empresa
4 novas contratações
1 demissão
1.587,54 de saldo negativo no banco
2 dias para depositarem o décimo terceiro
2 dias para os vencimentos todos, que levarão embora meu décimo terceiro
3 frilas na sequência
380 ml ordenhados por dia
450 ml mamados na mamadeira por Arthur a cada dia (façam as contas e chorem comigo)
250,00 numa nova bombinha elétrica
80,73 num brinquedinho novo para o pequeno
4 horas, em média, que vejo meu filho acordado
1 mamadeira queimada
1 mamadeira na ativa
4 horas, em média, de sono diário

Fora isso, tudo muito bom, tudo muito bem. E uma saudade imensa do meu bebê!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Marido, te amo!

Daí que você está na triste tarefa de selecionar fotos para mandar imprimir e levar para o trabalho, a fim de minimizar um pouco a saudade sufocante que você está sentindo do filhote, e em meio a fofuras, carinhas e caretas do seu bebê você se depara com o seguinte clique:

Este NÃO é o Arthur.


Marido, te amo! Minha intimidade é muito mais louca, selvagem e divertida com você me trollando.

sábado, 21 de abril de 2012

Arthur encaixou

Desde anteontem (dia 19 de abril) sinto o Arthur encaixadinho, se preparando, como a mamãe, para o parto que se aproxima. Os dias têm sido complicados porque preciso resolver umas questões profissionais antes de sair de licença-maternidade e, para completar, deixei para última hora a to do list do quartinho e das comprinhas. É que eu tenho preguiça e não sou daquelas que ficam loucas por comprar. Confesso que estava muito mais focada na questão parto e preparação da mente para a chegada do meu rapaz que preocupada com a decoração do quartinho. Mas agora parece que as coisas estão se encaminhando. O bercinho está montado (mas já está há um tempão!), compramos a cômoda, a cadeira de amamentação, o trocador, a almofada de amamentação e já temos montadinho o carrinho. Kit berço, banheira, abajur, roupinhas e algumas fraldas e brinquedinhos também já estão a postos. Faltam-nos, porém, a cadeirinha/bebê conforto, a roupinha especial do primeiro dia de vida (é a minha surtação de grávida - que toda grávida tem, né? Aquela coisa com que a gente cisma e precisa comprar de qualquer maneira, mesmo que não seja a coisa mais prática ou útil, e a minha encasquetação é um body de tecido de bambu, bem molinho, confortável e ecológico), toda a decoração do quartinho (acho que comprei coisas que combinam minimamente entre si, mas não tive tempo, paciência ou dinheiro para coordenar tudo), fraldas de pano, de boca e toalhas, os lençóis e cueiros (que eu mesma vou costurar), as bolsas e malas, a lixeirinha e a garrafa térmica, aqueles potinhos de colocar algodão e gaze, e tempo. Caros leitores, como me falta tempo! Tempo e ar: as faltas de ar melhoraram, mas não passaram. E somada à falta de tempo, às pendências profissionais, ao tanto de coisa que ainda me falta arrumar e organizar (alguém se candidata a me ajudar com os duzentos zilhões de microcoisinhas que preciso lavar?) e à enrolação natural desta que vos escreve, só consigo pensar que estar com 33 semanas é assustador. Enfim, esse post vai sem graça mesmo, nesse atropelo de ideias e listagens, porque hoje é sábado, amanhã é domingo e, como dizia o poeta, a vida vem em ondas como o mar (e não, não estou falando do bobão do Lulu). A onda do momento é terminar um trabalho enooorme, a de amanhã será, fatalmente, sentar e organizar o que falta e quando e como resolver essas pendências. Torçam por mim!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Explicando (e viva o gerúndio)

O gerúndio, forma nominal do verbo tão polêmica nesse Brasilzão (há quem o ame e o use sem critério, há aqueles que o odeiam, beirando a loucurinha linguística e não o usa nem que a vaca tussa em holandês), é meu xodó do momento. É que as coisas estão em desenvolvimento, em andamento, nada está finalizado e, portanto, estarei me expressando e me explicando numa promíscua relação linguística com os verbos.
Ui!
E para começar, Mariliz, querida, sorry! Entendi (mal) que você gostava do Lulu. Mas agora, ao reler seu post, vi mesmo que você nunca disse que gostava dele. Assim, digo eu que gosto ainda mais de você porque você não curte Lulu.
=*
Além disso, preciso também pedir desculpas a todas as pessoas fofas e lindas que vêm aqui no meu cantinho, investem seu tempo lendo minhas loucuras (cada vez mais regadas a hormônios), comentam e acabam ficando a ver navios porque eu me enrolo, escrevo outro post, esqueço de comentar e arrasto minha cara no chão da medina, porque isso não se faz e não foi assim que mamãe me educou. Mas sabem o que é? Vou contar e vocês não vão estar me odiando com tanto ódio. Aconteceram uns acontecimentos bem acontecidos em termos financeiros aqui em casa (nada grave, mas eu tenho um parto para pagar, menos de três meses para juntar a grana, apenas duas mãos e todo o sentimento do mundo, né?) e eu pirei o cabeção no frila. Quem faz frila ou trabalha como autônoma(o) sabe que quando o bicho pega, nossos dias mereciam ter umas 75 horas a mais, para conseguirmos dar conta de tudo, né?
Bom, somem a isso o fato de que tenho tido taaaanta falta de ar, mas taaaanta, que já tive quatro princípios de desmaios, com direito a comoção generalizada, afinal, sou uma grávida, barriguda, ficando pálida, mole e desfalecendo (mas sempre com glamour) nos lugares e momentos mais insólitos (no próximo post contarei uma dessas gracinhas, prometo!). Bacana, né?
Então, apesar de toda a musicalidade (e breguice) do post anterior, preciso confessar que ando mesmo é no melhor estilo Wally Salomão. Vira e mexe, digo: me segura que eu vou dar um troço.
E dou.
Dou e penso: vou escrever isso no blog, contar os momentos da gravidez, partilhar as sensações sofridas e fofas, mas aí o dia acaba, estou exausta, morrendo de calor, sem ânimo, cheia de trabalho, me sentindo culpada porque não tive tempo de ir à hidro na semana passada (e nem nessa), porque não consegui me organizar e responder a vocês, e ainda tenho uma penca de coisas do mundo não virtual para correr atrás (tipo quartinho do baby, né? Por enquanto, tenho apenas um amontoado de roupas, berço e carrinho, tudo isso misturado a minhas coisas, que andam bagunçadas pela casa porque não tenho tempo de arrumar nesse instante), e ando tendo insônias espetaculares (durmo apenas umas três horas por noite), tenho tido muitas e muitas Braxton Hicks, que não doem, ok, mas me deixam apreensiva.
Enfim, ando exausta. Muito cansada. Vocês desculpam? Me dão colo?
É hormônio, é estresse, eu sei, mas saber isso não torna a coisa mais fácil, né?
Enfim, vamos que vamos. Entrei oficialmente no terceiro tri, e espero que os hormônios do amor venham logo inundar minha corrente sanguínea, porque, por enquanto, tô só com os hormônios da loucura e da piração.
=)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Alegria de pobre

É, amiga proletária, colega assalariado, esse post é dedicado a você, que sabe o valor de um vale transporte e a imensa alegria de descobrir que a recarga do vale refeição foi feita antes de o saldo chegar ao fim.
Eu também sou assalariada. Renda digna (pago as contas no fim do mês, mas só compro roupas novas no Natal, quando entra o décimo terceiro). Não sou rica, mas tomo banho todos os dias, com xampu Seda e sabonete Dove. Você também? Então vai entender minha imensa alegria.
É que hoje, pela primeira vez na história desta gravidez, eu estava de pé no ônibus e a mocinha não grávida que estava sentada no assento preferencial me cedeu o lugar. Foi lindo! Fiquei toda boba, inclusive porque JU-RA-VA que o vestidinho soltinho que escolhi para este dia de labuta não revelava minha barriguinha. Ah, amigos, ledo engano! A mocinha simpática e educada que me cedeu o lugar percebeu que por baixo daquele tecido vaporoso (mentira, era só um vestido de algodão, modelo trapézio, sem firulas ou vaporosidades) havia uma gestação.
Saltei toda feliz no meu ponto, fiquei pensando em quanta emoção estava sentindo, até que me lembrei que feliz mesmo seria não precisar pegar ônibus, né?
Beijos que eu vou ali passar hidratante Nívea na barriguinha.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Das coisas que passam

Então que tudo o que eu mais queria era ficar em casa, de pernas para o ar, bebendo toda a água do mundo (e tomando toda a cerveja de trigo do mundo, mas falo sobre isso amanhã), curtindo a mini barriga e curtindo absolutamente nada dos enjoos diários e constantes que venho sentindo.
Mas eu sou proletária, minha gente.
Sou proletária e a renda familiar depende de mim. Assim, tive mesmo foi que ir para a labuta e labutar bem bonitinho, todos os dias (ou quase), engolindo gracinhas (que pararam depois que eu dei um mini chilique de grávida descompensada e chorei e tudo) e cumprindo prazos, metas e burocracias. Tudo com um sorriso no rosto e minhas calças alargadas no glamour do elástico (depois tiro foto e mostro para vocês).
Daí pensava, em meio a enjoos fenomenais e tensões pré-translucência nucal (um capítulo a parte, diga-se de passagem, o qual não me furtarei de contar), que meu blogue ficou sozinho e abandonado, que minha vida blogosférica foi deixada de lado porque eu precisava entregar dois trabalhos importantíssimos, e mudou chefia, e chegou dezembro, e eu não comprei um presentinho sequer ainda, e marido viajou me deixando com a alegria de ser buchuda em um shopping lotado do Rio justo na semana em que São Pedro lembrou que já era quase verão e ligou o maçarico. Resultado? Tanta coisa para contar, que minha primeira meta de 2012 é conseguir colocar o assunto em dia e voltar a comentar (porque eu sempre visito, mesmo que não comente) a vizinhança, levando um panetone e desejos de muitos babies saudáveis no ano que vai começar.
Então, para tentar dar conta de tudo, começo com as coisas que passam.
E não estou falando daquele Black & Decker super velho que sua mãe insiste que é melhor que "essas porcarias de plástico e que soltam vapor", não.
Me refiro a esse barata-voa que reina em todos os lares na semana que antecede o Natal (querida leitora, se você encomendou seu baby há nove meses - ou derivados, tipo, 1 ano e 9 meses, 2 anos e 9 meses etc. -, receba meu afetuoso abraço solidário, porque você deve estar enlouquecida ao cubo!). Também faço menção honrosa ao fim de ano nas empresas, com almoços, confraternizações, brindes, metas e novas perspectivas para os 12 meses que virão. Eu me livrei do amigo-oculto corporativo, mas também mando aquele abraço maroto para você, amigo, amiga, que se lascou ao tirar o chefe ou aquele cara meio estranho do RH e agora vai lançar mão de todos os clichês natalinos, da gravata à agenda, do par de meias à camiseta polo. É difícil. Eu sei. Mas essas coisas passam.
O que fica, e o que realmente vale a pena ficar para 2012, é assunto para amanhã.