(Chutei o balde da cronologia dos posts.)
Esta gravidez não está sendo de fritar bolinho.
Se por um lado não tenho problemas graves, felizmente, por outro, os desconfortos gravídicos me abalaram bastante.
Acho tem muito a ver com o fato de estaremos em um país estrangeiro, sozinhos, e também com a situação calamitosa do mundo como um todo — muita gente pesada e medíocre ganhando destaque por aí, valores distorcidos, falta de empatia e amor ao próximo, essas coisas.
Estamos aqui em tempo real com 35+4 e anteontem foi um dos dias mais difíceis desta gravidez.
Passei a madrugada de terça para quarta com muita, muita, muita falta de ar! Nenhuma posição trazia conforto ou alívio. Tentei andar, tentei sentar, deitar, ficar reclinada, empilhar travesseiros e deitar só a cabeça... Nada! Não dormi. E tive uma crise de ansiedade por conta disso, porque achei que estivesse morrendo, que meu coração estivesse entrando em colapso, que meu corpo fosse sucumbir ao desgaste que é crescer, nutrir e gerar uma criança a partir de duas míseras células. Quase fui ao hospital. Passei muito mal mesmo! E, por isso, é óbvio, quarta-feira não foi um dia fácil para mim também. Passei o tempo todo ofegante, sentindo que o ar não chegava, com tonturas e, no fim do dia, tive uma crise de hipoglicemia porque não sinto fome, já que meu estômago praticamente inexiste (minha altura uterina mandou beijo para todos e já não existe mais na medida média da tabela, só na medida máxima da semana 42), e quando como tenho azia e muito incômodo com o esvaziamento gástrico tão devagar.
Aí, bateu um pânico horrível. Junto com o medo de morrer, de ter algo errado comigo, veio o medo de ficar nesse estado de miserabilidade até 41 semanas, como foi com Arthur! Imaginei passar mais seis semanas sem comer e sem dormir, ansiosa, com medo, me sentindo mal, sem sair da cama, e mesmo assim exausta e esgotada.
Aí, ontem (quinta), bebê 2 encaixou. Liberou espaço. Chegaram minhas vitaminas com ferro. E hoje tive um dia cheio de cólicas, dores perto do osso púbico, peso e desconforto ao sul do Equador, mas muito menos falta de ar. Espero que este menino continue assim, encaixado, me dando espaço, me ajudando a ter ânimo para chegar aonde quer que ele queira chegar.
Até lá, sigo respirando, tentando encontrar espaços numa vida que está pesada e cheia de demandas externas e angústias internas, sigo fazendo duas terapias por semana (uma individual e outra individual), sigo também com acompanhamento de cardiologista e consultas semanais com as midwives. Só espero que bebê 2 venha um pouco antes de 41 semanas, porque está cansativo demais, e eu estou pronta para nunca mais ser uma grávida.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2018
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Há um ano
Há um ano, a essa hora, eu engravidei. Tá, mentira que eu sei exatamente quadno eu engravidei, mas as contas deram assim e eu vou fingir que foi assim porque é aniversário da minha gravidez e eu faço o quiser no aniversário da minha gravidez, né?
Achei bom engravidar em setembro porque combinou com essa coisa de querer um parto natural, afinal as fêmeas engravidam, geralmente, na primavera. E com tudo ao redor florescendo, acabei me sentindo ainda mais em sintonia com a natureza. Que beleza!
Mas fora esse motivo meio Discovery Channel, engravidar em setembro faz com que:
- seu primeiro trimestre termine às vésperas do Natal, e aí você pode anunciar a altos brados que está grávida, dando de presente de Natal a boa nova e recebendo em troca 2.784 presentinhos para o bebê (dos quais, 2.416 serão sapatinhos de crochê) e um óleo de amêndoas para você, ou melhor, para a parte de fora daquilo que carrega o bebê;
- seu verão seja passado com uma barriga modesta, mas já definida, e aí você pode colocar um biquininho fio-dental e... ops! Você pode colocar um biquini de mãe de família (conhecido como sunquini) e até ir para o carnaval fantasiada de havaiana safadinha (coisa que você não fazia desde os 15 aninhos);
- você tenha temperaturas agradáveis nos dois extremos da gravidez, pois enjoará em meio a pólen, flores e temperaturas amenas primaveris, e parirá em meio à neve, se não morar no Rio de Janeiro (porque se morar, parirá mesmo debaixo de um solzaço, num dia quente e que deu praia);
- você possa se cobrir bastante no fim da gravidez, o que é genial, se você, como eu, teve estrias até na testa;
- ao final de todo o processo, você tenha um marido, namorado ou companheiro mais compreensivo, pois, sentirá calor aos 16 graus e ligará o ar-condicionado ou ventilador, enquanto ele se encolhe debaixo de três cobertores. Assim, ele saberá como você se sente sem o combo progesterona-prolactina aloprando sua sensação térmica e será mais parceiro na próxima vez que você pedir "amor, diminui o ar?";
- seu parto caia no inverno. E parir no inverno é ótimo para se enroscar bem enroscadinho com o filhote recém-nascido e curtir o calorzinho gostoso que todo bebê exala!
Diz se não é ótimo engravidar em setembro?!
Achei bom engravidar em setembro porque combinou com essa coisa de querer um parto natural, afinal as fêmeas engravidam, geralmente, na primavera. E com tudo ao redor florescendo, acabei me sentindo ainda mais em sintonia com a natureza. Que beleza!
Mas fora esse motivo meio Discovery Channel, engravidar em setembro faz com que:
- seu primeiro trimestre termine às vésperas do Natal, e aí você pode anunciar a altos brados que está grávida, dando de presente de Natal a boa nova e recebendo em troca 2.784 presentinhos para o bebê (dos quais, 2.416 serão sapatinhos de crochê) e um óleo de amêndoas para você, ou melhor, para a parte de fora daquilo que carrega o bebê;
- seu verão seja passado com uma barriga modesta, mas já definida, e aí você pode colocar um biquininho fio-dental e... ops! Você pode colocar um biquini de mãe de família (conhecido como sunquini) e até ir para o carnaval fantasiada de havaiana safadinha (coisa que você não fazia desde os 15 aninhos);
- você tenha temperaturas agradáveis nos dois extremos da gravidez, pois enjoará em meio a pólen, flores e temperaturas amenas primaveris, e parirá em meio à neve, se não morar no Rio de Janeiro (porque se morar, parirá mesmo debaixo de um solzaço, num dia quente e que deu praia);
- você possa se cobrir bastante no fim da gravidez, o que é genial, se você, como eu, teve estrias até na testa;
- ao final de todo o processo, você tenha um marido, namorado ou companheiro mais compreensivo, pois, sentirá calor aos 16 graus e ligará o ar-condicionado ou ventilador, enquanto ele se encolhe debaixo de três cobertores. Assim, ele saberá como você se sente sem o combo progesterona-prolactina aloprando sua sensação térmica e será mais parceiro na próxima vez que você pedir "amor, diminui o ar?";
- seu parto caia no inverno. E parir no inverno é ótimo para se enroscar bem enroscadinho com o filhote recém-nascido e curtir o calorzinho gostoso que todo bebê exala!
Diz se não é ótimo engravidar em setembro?!
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sábado, 16 de junho de 2012
Se a vida te dá um limão...
...você faz uma limonada (ou uma caipirinha, dependendo do amargor da fruta).
Mas e se a vida te dá uma gestação de 41 semanas, o que você faz?
Bom, eu fiz duas coisas: insônia e madrugadas crafters.
Agora, meu filho, você tem cueiro, enfeite de porta e saquinhos identificados. Pode vir.
Mas e se a vida te dá uma gestação de 41 semanas, o que você faz?
Bom, eu fiz duas coisas: insônia e madrugadas crafters.
| Cuerinho feito com carinho e, ao fundo, enfeite para a porta da maternidade |
| Tem que ser selado, registrado, carimbado, avaliado, rotulado... |
Agora, meu filho, você tem cueiro, enfeite de porta e saquinhos identificados. Pode vir.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Reflexões muito loucas sobre a gestação do elefante
*Para ler ao som de "Chacal Blues".
Antes de embarcar no carrinho que vai te levar para o meio da selva hormonal da minha cachola, aviso: este post não terá o menor compromisso com a lógica ou com a coerência. Além do que, informo que um amigo, "grávido", com bebê previsto para JULHO, se tornou papai hoje e furou a fila. E que também hoje, ao telefonar para o consultório da minha médica, ouvi a secretária perguntar "nasceu?", e eu fui obrigada a dizer que não, e a secretária informou: "é que a dra. teve um parto no meio da madrugada e eu achei que tivesse sido o seu". Na última consulta a médica me garantiu que eu era a próxima, e que ninguém furaria essa fila. #todaschoraesedescabela Dito isso, embarque por sua conta e risco. Obrigada.
Nasci de uma desnecesária. Quer dizer, a cirurgia era, como sempre é nesses casos, desnecessária para mim e para minha mãe, mas absolutamente fundaental para o médico, que queria viajar e curtir os jogos da Copa do Mundo numa boa. Então, aos 8 meses de gravidez minha mãe se vestiu, tirou fotos no jardim interno do hospital, deitou-se numa maca e ganhou, além de horríveis feridas porque a enfermeira não leu que ela era alérgica a iodo e a besuntou com a substância, um bebê minúsculo, porém saudável. Nasci com 45cm e 2,750kg. Incrivelmente não tive grandes problemas por conta da evidente prematuridade (mas convém ressaltar que tive sapinho e minha mãe não teve leite - ou pelo menos orientação adequada para conseguir me amamentar). O médico, claro, viajou tranquilo, e minha mãe descobriu quando foi tirar os pontos porque eu "estava morrendo, meu deus, que perigo horrível esse cordão enrolado no pescocinho dela!".
Não sei se por conta disso, tenho meu próprio tempo. Nunca fui maria-vai-com-as-outras em nada nessa vida, e enquanto as meninas da escola falavam de beijos e meninos, eu brincava de boneca e fazia as minhas coisas no meu tempo. Precisei amadurecer muito cedo por conta das porradas que a vida nos dá, e o resultado disso foi que, aos 12 anos eu já cozinhava minha comida, aos 15 tive meu primeiro emprego e nunca mais pedi aquilo que eu poderia conquistar. Então, as coisas em minha vida tinham um ritmo muito peculiar, afinal, se eu era "atrasadinha" por um lado, por outro era precoce e até responsável demais.
Por conta desse meu traço característico, foi aos 20 anos, muito tempo antes de engravidar, portanto, que eu decidi o que eu queria para o meu parto: dignidade, cuidado real e respeito ao meu espaço, ao meu tempo, a mim.
E aí eu engravidei. No meu tempo. Foi rápido.
E aí enjoei, e não parei por um longo tempo (fiquei mal até cerca de 20 semanas!). Foi demorado (e chato).
E aí trabalhei bagarái e entrei no segundo trimestre. E foi demoraaaaado.
E aí comecei com as contrações de Braxton Hicks. Foi rápido.
E aí os dias começaram a voar, um atrás do outro, de enfiada, tão ligeiros que fiz 38 semanas e só então fui arrumar mala de maternidade, quartinho, cueiro, cadeirinha e todas as fanfarronices que vocês já estão carecas de saber que inventei. Foi superrápido.
E aí completei 40 semanas.
E 40 semanas e 1 dia.
E 40 semanas e 2 dias.
E 3 dias, 4 dias, 5 dias.
E nada de trabalho de parto. Nada de contração efetiva (as de Braxton Hicks continuam firmes, fortes e indolores por aqui), nada de tampão, nada de cólicas leves ou fortes, nada de nada.
Sei que as coisas na vida sempre têm um motivo, e eu acredito de verdade que aquilo por que passamos e que nos incomoda merece uma atenção especial por se tratar, na maioria das vezes, de uma oportunidade espetacular para nos conhecermos melhor ou aprendermos uma importante lição. Aquela bordoada que a vida te dá pode ser uma oportunidade. Aquela chatura na vida cor-de-rosa que todos levamos pode ser ótima para descobrirmos novas facetas e maneiras de lidar com a vida.
Mas às vezes é difícil. Tipo agora, para mim.
Já fui muito aniosa nessa vida, de tomar bolinha e tudo porque sozinha não estava dando, mas aí aprendi a relaxar, a entrar em contato com o meu eu profundo, aprendi a viver um momento de cada vez, a ser menos controladora e mais easy going, aprendi até mesmo a respirar (técnica zazen) quando mais nada é possível, permitido ou controlável. Sente-se e respire, Ártemis.
E assim faço e assim vivo. Sem remédios há mais de 12 anos.
E então hoje, depois de ler que meu amigo, cujo filhote estava previsto para julho, se tornou papai antes que eu me tornasse mamãe, me permiti dar aquela surtadinha básica de "oh, céus, por que comigo? Por que eu?", mesmo sabendo que era puro drama (e hormônios e ansiedade), e nada sério de verdade estava acontecendo. Mas eu me permiti, sabem? Fiquei chateada, só faltei fazer beicinho e bater o pé no chão, de birra. E vou dizer que deu vontade de fazer os hots, de faxinar a casa, de subir escada, comer abacaxi, beber chá de canela, marcar acupuntura e homeopata. E fazer promessa, e colocar roupa de cama e camisola novinhas, só para ver se Murphy está ligado. Até mesmo ligar para as pessoas que fazem meu pré-natal deu vontade, só para dizer: tô miserável nessa ansiedade, e nessa ansiedade que é quase toda minha porque já não estou trabalhando mais, porque menti a DPP para todos ao meu redor, porque não atendo mais telefonemas e respondo às cobranças com evasivas, porque minha equipe de apoio ao parto está suuuuuuuuperzen. Logo, a ansiedade é minha, me pertence. Não posso culpar outra pessoa pelas madrugadas em claro, pelas manhãs de sono entrecortado, pelas inúmeras listas de horários com as (três ou quatro) contrações irregulares que venho sentindo já há bastante tempo.
Escrevi e reescrevi e desisti de inúmeros e-mails, mensagens e posts.
Então pensei que talvez essa demora tenha a ver com o tempo que preciso para processar tudo, e me organizar emocionalmente para receber meu filhote. É minha sombra se avultando no horizonte, indicando para mim um parto assustadoramente cru, nu, visceral. Não sei o que esperar do processo por que passarei em breve: se entrarei em TP naturalmente, se precisarei ser induzida, se acabarei numa cirurgi. Não sei se vai doer da maneira como penso que vai, se vai minar minhas forças, se vai me levar às raias da sanidade, se vai me transformar. Mas tenho certeza de que essa longa espera ansiosa faz parte dos MEUS pródomos, da minha maneira de lidar com situação no meu tempo, do meu jeito. E, em certo sentido, até fico feliz de ter um filho maravilhoso vindo por aí, um filho que está respeitando esse momento em que preciso encarar e enfrentar o fantasma da ansiedade novamente. E também fiquei contente de perceber o momento antes que ele passasse, e acho que realmente preciso me desligar do "trabalho de parto" e encarar o "processo do parto", buscar meus caminhos para relaxar, ou pelo menos aceitar o incômodo, e respirar. Poucas coisas fizeram tanto sentido em minha vida quanto a frase "tudo o que você pode fazer em alguns momentos é respirar".
Desculpem o post longuíssimo, absolutamente descompromissado com começo-meio-e-fim ou com historinhas interessantes e engraçadinhas. Faz parte do meu processo de introspecção e, por incrível que pareça, vir aqui no meu cantinho, onde eu sou quem sou, livre de amarras sociais, ajuda. Aqui eu me sento e observo os pensamentos e sentimentos passando, um a um, enquanto eu faço tudo o que posso fazer: respirar.
E que mais ninguém passe a minha frente.
=P
Antes de embarcar no carrinho que vai te levar para o meio da selva hormonal da minha cachola, aviso: este post não terá o menor compromisso com a lógica ou com a coerência. Além do que, informo que um amigo, "grávido", com bebê previsto para JULHO, se tornou papai hoje e furou a fila. E que também hoje, ao telefonar para o consultório da minha médica, ouvi a secretária perguntar "nasceu?", e eu fui obrigada a dizer que não, e a secretária informou: "é que a dra. teve um parto no meio da madrugada e eu achei que tivesse sido o seu". Na última consulta a médica me garantiu que eu era a próxima, e que ninguém furaria essa fila. #todaschoraesedescabela Dito isso, embarque por sua conta e risco. Obrigada.
Nasci de uma desnecesária. Quer dizer, a cirurgia era, como sempre é nesses casos, desnecessária para mim e para minha mãe, mas absolutamente fundaental para o médico, que queria viajar e curtir os jogos da Copa do Mundo numa boa. Então, aos 8 meses de gravidez minha mãe se vestiu, tirou fotos no jardim interno do hospital, deitou-se numa maca e ganhou, além de horríveis feridas porque a enfermeira não leu que ela era alérgica a iodo e a besuntou com a substância, um bebê minúsculo, porém saudável. Nasci com 45cm e 2,750kg. Incrivelmente não tive grandes problemas por conta da evidente prematuridade (mas convém ressaltar que tive sapinho e minha mãe não teve leite - ou pelo menos orientação adequada para conseguir me amamentar). O médico, claro, viajou tranquilo, e minha mãe descobriu quando foi tirar os pontos porque eu "estava morrendo, meu deus, que perigo horrível esse cordão enrolado no pescocinho dela!".
Não sei se por conta disso, tenho meu próprio tempo. Nunca fui maria-vai-com-as-outras em nada nessa vida, e enquanto as meninas da escola falavam de beijos e meninos, eu brincava de boneca e fazia as minhas coisas no meu tempo. Precisei amadurecer muito cedo por conta das porradas que a vida nos dá, e o resultado disso foi que, aos 12 anos eu já cozinhava minha comida, aos 15 tive meu primeiro emprego e nunca mais pedi aquilo que eu poderia conquistar. Então, as coisas em minha vida tinham um ritmo muito peculiar, afinal, se eu era "atrasadinha" por um lado, por outro era precoce e até responsável demais.
Por conta desse meu traço característico, foi aos 20 anos, muito tempo antes de engravidar, portanto, que eu decidi o que eu queria para o meu parto: dignidade, cuidado real e respeito ao meu espaço, ao meu tempo, a mim.
E aí eu engravidei. No meu tempo. Foi rápido.
E aí enjoei, e não parei por um longo tempo (fiquei mal até cerca de 20 semanas!). Foi demorado (e chato).
E aí trabalhei bagarái e entrei no segundo trimestre. E foi demoraaaaado.
E aí comecei com as contrações de Braxton Hicks. Foi rápido.
E aí os dias começaram a voar, um atrás do outro, de enfiada, tão ligeiros que fiz 38 semanas e só então fui arrumar mala de maternidade, quartinho, cueiro, cadeirinha e todas as fanfarronices que vocês já estão carecas de saber que inventei. Foi superrápido.
E aí completei 40 semanas.
E 40 semanas e 1 dia.
E 40 semanas e 2 dias.
E 3 dias, 4 dias, 5 dias.
E nada de trabalho de parto. Nada de contração efetiva (as de Braxton Hicks continuam firmes, fortes e indolores por aqui), nada de tampão, nada de cólicas leves ou fortes, nada de nada.
Sei que as coisas na vida sempre têm um motivo, e eu acredito de verdade que aquilo por que passamos e que nos incomoda merece uma atenção especial por se tratar, na maioria das vezes, de uma oportunidade espetacular para nos conhecermos melhor ou aprendermos uma importante lição. Aquela bordoada que a vida te dá pode ser uma oportunidade. Aquela chatura na vida cor-de-rosa que todos levamos pode ser ótima para descobrirmos novas facetas e maneiras de lidar com a vida.
Mas às vezes é difícil. Tipo agora, para mim.
Já fui muito aniosa nessa vida, de tomar bolinha e tudo porque sozinha não estava dando, mas aí aprendi a relaxar, a entrar em contato com o meu eu profundo, aprendi a viver um momento de cada vez, a ser menos controladora e mais easy going, aprendi até mesmo a respirar (técnica zazen) quando mais nada é possível, permitido ou controlável. Sente-se e respire, Ártemis.
E assim faço e assim vivo. Sem remédios há mais de 12 anos.
E então hoje, depois de ler que meu amigo, cujo filhote estava previsto para julho, se tornou papai antes que eu me tornasse mamãe, me permiti dar aquela surtadinha básica de "oh, céus, por que comigo? Por que eu?", mesmo sabendo que era puro drama (e hormônios e ansiedade), e nada sério de verdade estava acontecendo. Mas eu me permiti, sabem? Fiquei chateada, só faltei fazer beicinho e bater o pé no chão, de birra. E vou dizer que deu vontade de fazer os hots, de faxinar a casa, de subir escada, comer abacaxi, beber chá de canela, marcar acupuntura e homeopata. E fazer promessa, e colocar roupa de cama e camisola novinhas, só para ver se Murphy está ligado. Até mesmo ligar para as pessoas que fazem meu pré-natal deu vontade, só para dizer: tô miserável nessa ansiedade, e nessa ansiedade que é quase toda minha porque já não estou trabalhando mais, porque menti a DPP para todos ao meu redor, porque não atendo mais telefonemas e respondo às cobranças com evasivas, porque minha equipe de apoio ao parto está suuuuuuuuperzen. Logo, a ansiedade é minha, me pertence. Não posso culpar outra pessoa pelas madrugadas em claro, pelas manhãs de sono entrecortado, pelas inúmeras listas de horários com as (três ou quatro) contrações irregulares que venho sentindo já há bastante tempo.
Escrevi e reescrevi e desisti de inúmeros e-mails, mensagens e posts.
Então pensei que talvez essa demora tenha a ver com o tempo que preciso para processar tudo, e me organizar emocionalmente para receber meu filhote. É minha sombra se avultando no horizonte, indicando para mim um parto assustadoramente cru, nu, visceral. Não sei o que esperar do processo por que passarei em breve: se entrarei em TP naturalmente, se precisarei ser induzida, se acabarei numa cirurgi. Não sei se vai doer da maneira como penso que vai, se vai minar minhas forças, se vai me levar às raias da sanidade, se vai me transformar. Mas tenho certeza de que essa longa espera ansiosa faz parte dos MEUS pródomos, da minha maneira de lidar com situação no meu tempo, do meu jeito. E, em certo sentido, até fico feliz de ter um filho maravilhoso vindo por aí, um filho que está respeitando esse momento em que preciso encarar e enfrentar o fantasma da ansiedade novamente. E também fiquei contente de perceber o momento antes que ele passasse, e acho que realmente preciso me desligar do "trabalho de parto" e encarar o "processo do parto", buscar meus caminhos para relaxar, ou pelo menos aceitar o incômodo, e respirar. Poucas coisas fizeram tanto sentido em minha vida quanto a frase "tudo o que você pode fazer em alguns momentos é respirar".
Desculpem o post longuíssimo, absolutamente descompromissado com começo-meio-e-fim ou com historinhas interessantes e engraçadinhas. Faz parte do meu processo de introspecção e, por incrível que pareça, vir aqui no meu cantinho, onde eu sou quem sou, livre de amarras sociais, ajuda. Aqui eu me sento e observo os pensamentos e sentimentos passando, um a um, enquanto eu faço tudo o que posso fazer: respirar.
E que mais ninguém passe a minha frente.
=P
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terça-feira, 12 de junho de 2012
Tensa
Você começa a se preocupar com seu grau de fanfarronice quando sua médica, na consulta, se despede dizendo: "Nossa, estou muito animada com seu parto. Vai ser muito divertido!"
Ártemis, entretendo a galera, mesmo nos momentos de dor, desde 1982.
Ártemis, entretendo a galera, mesmo nos momentos de dor, desde 1982.
domingo, 10 de junho de 2012
A saga da cadeirinha
Sei que hoje não é ontem, mas se estou aqui escrevendo este texto é porque ainda tenho um filhote embutido.
Tem seu lado bom, porque não terminei as gincanas. Aliás, a busca pelo R perdido teve novo capítulo! Lembram que eu encomendei pela internet um alfabeto igual ao que eu tenho aqui em casa? Pois recebi um e-mail da loja virtual lamentando que "o artigo, infelizmente, esgotou".
Quém-quém-quém-quém.
Resultado: catei umas letrinhas outras aqui (que são muito menos visualmente impactantes que as primeiras) e só me falta colá-las para anunciar que eu tenho um Arthur (e não um Arthu ou um Arthub, já que eu poderia cortar o B e transformá-lo num R meio estranho). Agora é tomar vergonha na cara, sentar diante da máquina de costura e mandar ver no restante do enfeite (depois mostro como ficou. Prometo).
Mas, sem mais delongas, vamos ao que interessa: então que a cadeirinha chegou, enfim!
#todasficafeliz
E aqui, caros leitores, venho eu contar minha saga, quase epopeia (bem que merecia uns versinhos essa história, mas vou poupá-los porque assim me manda o que me resta de bom-senso - e vocês verão que bom-senso anda escasso por essas bandas).
Tudo começou no longíquo primeiro trimestre, quando minha melhor e mais querida amiga do mundo inteiro me deu de presente o travel system que eu tanto queria. Cadeirinha/bebê conforto e carrinho não seriam um problema para mim. A felicidade bateu no meu peito e ainda hoje, quando vejo o carrinho estacionado na sala, aguardando seu tripulante, me sinto grata e felicíssima (menos gastos, menos problemas, menos um item).
Acontece que minha melhor e mais querida amiga mora nos States (chique, né?) e não pôde trazer o conjunto completinho de uma vez porque era mala demais, então a cadeirinha/bebê conforto ficou com ela, e me chegaria às mãos em maio. Primeira semana.
Marquei na agenda a data da chegada da minha amiga tão querida (progesterona, um beijo para você que me faz esquecer até se almocei) e pensei: maio é um pouco arriscado, mas tudo vai dar certo, filhote vai ficar na pança até junho, e todos seremos felizes. E maio chegou. E minha amiga chegou. E a cadeirinha chegou. Em São Paulo. O quê? Não contei que minha melhor e mais querida amiga é paulista? Pois é. Ela é. E vinha ao Rio, se não fosse um compromisso profissional inesperado arrastá-la para Manaus. Note bem, você não leu errado: MANAUS. Claro que deixamos a cadeirinha na casa da mãe da minha amiga, em SP, afinal eu conheço umas trinta pessoas que viajam de vez em quando para São Paulo, e só três que viajam de vez em nunca para Manaus.
Na minha cabeça de grávida sonhadora de início de maio, tudo estava resolvido: tenho um tio que mora em São Paulo e me traria a cadeirinha sem qualquer problema. Traria, se ele não tivesse sido alocado em Curitiba por três meses, por conta de um trabalho.
Meio de maio chegou. E com ele, a solução: uma pessoa que conheço iria fazer Rio-São Paulo, de carro, por volta do dia 20. Perfeito! Ela pegaria a cadeira e traria para mim. Delivery express.
Óbvio que deu chabu.
Essa pessoa é enrolada e furona, mas como havia me garantido, jurado pela felicidade de toda a família e pelos santos todos que iria buscar o raio da cadeirinha, acreditei. Tola que sou! Não só essa pessoa não buscou a cadeirinha, como ficou "me prendendo", pois prometia que a viagem a SP aconteceria naquela semana e que eu não falasse com mais ninguém porque ela resolveria.
Nisso, junho chegou. E com ele, a real data da viagem da tal pessoa: meados de junho. Como ninguém com quem eu convivo pessoalmente sabe da minha DPP, não podia simplesmente chegar para a dita cuja e falar: olha, provavelmente já terei parido nessa época. Tudo o que pude fazer foi agradecer pela disponibilidade e arrumar outra pessoa que me ajudasse (e não me atrapalhasse) a ter um final feliz.
E essa pessoa surgiu! Um amigo vinha passar o feriado de 7 de junho no Rio. Olha que fortuito! Até porque dia 7 era beeeeem melhor que o longíquo dia 15 ou 20 da enrolona. Fiquei feliz, me emocionei, pensei: agora vai! E foi. Foi para as cucuias o plano.
O rapaz ficou doente e precisou abortar a viagem de entretenimento. Tive ímpetos de sentar no chão e chorar. E pensava: não basta passar duzentas e noventa e sete pecinhas minúsculas de roupa para passar, não basta essa falta de ar constante, esse estresse de ter deixado tudo para em cima da hora por conta dos compromissos profissionais, eu ainda preciso sofrer (e muito) com o raio da cadeirinha!
[Meninas não grávidas, pensem na pior TPM da sua vida e multiplique por dez. Ok. Você entendeu a enxurrada hormonal gravídica.
Meninos, pensem no Maguila doidão de tequila chorando porque não conseguiu amarrar o cadarço. Você quase entedeu como reagi.]
Então eu vim aqui, contei para vocês, a Anna me salvou a vida e, na mesma manhã em que já estava tranquila e feliz porque havia uma solução, surge uma alma caridosa, ex-carioca, morando em Sampa, que vem ao Rio feriadar feliz. E ela não tem malas. E ela pode, sim, por que não?, me trazer a cadeirinha. E meu amigo, que ficou doente e não pôde vir ao Rio, pode, é claro!, levar a cadeirinha até essa minha amiga (agora, forte candidata a entrar no hall da fama da amizade e deixar até a marca das mãozinhas no gesso do meu coração).
Precisei me controlar para não dizer que ela caiu do céu porque, afinal, ela estava vindo de avião e não queria que nada pudesse arriscar a operação. E hoje, quando vi a cadeirinha, meu coração se enterneceu, me enchi de gratidão e pensei: Arthur pode, enfim, nascer.
Mas então meu chão ruiu. Em pleno aeroporto caótico, transferindo da mala para uma sacola as roupinhas e coisinhas que vinham com a cadeirinha, minha amiga revela: não deu para trazer "uns panos que estavam junto por conta do peso da mala". Os "panos", minha gente, eram as duas mantinhas e os 7 cueirinhos que eu havia comprado para embrulhar meu pacotinho. Sorri, engoli o pânico, agradeci efusivamente o imenso e impagável favor que ela me fez, e deixei o aeroporto com uma barriga, uma cadeirinha, meia dúzia de roupinhas e a promessa de que dia 22 de junho terei meus "panos" no Rio. E, para completar a murphylização da saga, São Pedro voltou das férias e tascou o termostato lá para baixo. Resultado: corri para comprar manta e cueiro que Arthur usará atéééé sair de casa, já que terá umas 5 mantas e uns 12 cueiros. Já estou vendo: aniversário de 18 anos, Arthur todo feliz, vai dormir com a namorada em seu quarto, e ela pergunta: "Amoreco, o que é isso?" Ao que ele responde, meio constrangido: "Isso, meu bem, é um cueiro, que ganhei de presente hoje... Bacana, né? É de flanela, minha mãe comprou quando estava grávida de mim, mas nunca usou. Aliás, todo ano ela me dá um cueiro novo de presente..."
Tem seu lado bom, porque não terminei as gincanas. Aliás, a busca pelo R perdido teve novo capítulo! Lembram que eu encomendei pela internet um alfabeto igual ao que eu tenho aqui em casa? Pois recebi um e-mail da loja virtual lamentando que "o artigo, infelizmente, esgotou".
Quém-quém-quém-quém.
Resultado: catei umas letrinhas outras aqui (que são muito menos visualmente impactantes que as primeiras) e só me falta colá-las para anunciar que eu tenho um Arthur (e não um Arthu ou um Arthub, já que eu poderia cortar o B e transformá-lo num R meio estranho). Agora é tomar vergonha na cara, sentar diante da máquina de costura e mandar ver no restante do enfeite (depois mostro como ficou. Prometo).
Mas, sem mais delongas, vamos ao que interessa: então que a cadeirinha chegou, enfim!
#todasficafeliz
E aqui, caros leitores, venho eu contar minha saga, quase epopeia (bem que merecia uns versinhos essa história, mas vou poupá-los porque assim me manda o que me resta de bom-senso - e vocês verão que bom-senso anda escasso por essas bandas).
Tudo começou no longíquo primeiro trimestre, quando minha melhor e mais querida amiga do mundo inteiro me deu de presente o travel system que eu tanto queria. Cadeirinha/bebê conforto e carrinho não seriam um problema para mim. A felicidade bateu no meu peito e ainda hoje, quando vejo o carrinho estacionado na sala, aguardando seu tripulante, me sinto grata e felicíssima (menos gastos, menos problemas, menos um item).
Acontece que minha melhor e mais querida amiga mora nos States (chique, né?) e não pôde trazer o conjunto completinho de uma vez porque era mala demais, então a cadeirinha/bebê conforto ficou com ela, e me chegaria às mãos em maio. Primeira semana.
Marquei na agenda a data da chegada da minha amiga tão querida (progesterona, um beijo para você que me faz esquecer até se almocei) e pensei: maio é um pouco arriscado, mas tudo vai dar certo, filhote vai ficar na pança até junho, e todos seremos felizes. E maio chegou. E minha amiga chegou. E a cadeirinha chegou. Em São Paulo. O quê? Não contei que minha melhor e mais querida amiga é paulista? Pois é. Ela é. E vinha ao Rio, se não fosse um compromisso profissional inesperado arrastá-la para Manaus. Note bem, você não leu errado: MANAUS. Claro que deixamos a cadeirinha na casa da mãe da minha amiga, em SP, afinal eu conheço umas trinta pessoas que viajam de vez em quando para São Paulo, e só três que viajam de vez em nunca para Manaus.
Na minha cabeça de grávida sonhadora de início de maio, tudo estava resolvido: tenho um tio que mora em São Paulo e me traria a cadeirinha sem qualquer problema. Traria, se ele não tivesse sido alocado em Curitiba por três meses, por conta de um trabalho.
Meio de maio chegou. E com ele, a solução: uma pessoa que conheço iria fazer Rio-São Paulo, de carro, por volta do dia 20. Perfeito! Ela pegaria a cadeira e traria para mim. Delivery express.
Óbvio que deu chabu.
Essa pessoa é enrolada e furona, mas como havia me garantido, jurado pela felicidade de toda a família e pelos santos todos que iria buscar o raio da cadeirinha, acreditei. Tola que sou! Não só essa pessoa não buscou a cadeirinha, como ficou "me prendendo", pois prometia que a viagem a SP aconteceria naquela semana e que eu não falasse com mais ninguém porque ela resolveria.
Nisso, junho chegou. E com ele, a real data da viagem da tal pessoa: meados de junho. Como ninguém com quem eu convivo pessoalmente sabe da minha DPP, não podia simplesmente chegar para a dita cuja e falar: olha, provavelmente já terei parido nessa época. Tudo o que pude fazer foi agradecer pela disponibilidade e arrumar outra pessoa que me ajudasse (e não me atrapalhasse) a ter um final feliz.
E essa pessoa surgiu! Um amigo vinha passar o feriado de 7 de junho no Rio. Olha que fortuito! Até porque dia 7 era beeeeem melhor que o longíquo dia 15 ou 20 da enrolona. Fiquei feliz, me emocionei, pensei: agora vai! E foi. Foi para as cucuias o plano.
O rapaz ficou doente e precisou abortar a viagem de entretenimento. Tive ímpetos de sentar no chão e chorar. E pensava: não basta passar duzentas e noventa e sete pecinhas minúsculas de roupa para passar, não basta essa falta de ar constante, esse estresse de ter deixado tudo para em cima da hora por conta dos compromissos profissionais, eu ainda preciso sofrer (e muito) com o raio da cadeirinha!
[Meninas não grávidas, pensem na pior TPM da sua vida e multiplique por dez. Ok. Você entendeu a enxurrada hormonal gravídica.
Meninos, pensem no Maguila doidão de tequila chorando porque não conseguiu amarrar o cadarço. Você quase entedeu como reagi.]
Então eu vim aqui, contei para vocês, a Anna me salvou a vida e, na mesma manhã em que já estava tranquila e feliz porque havia uma solução, surge uma alma caridosa, ex-carioca, morando em Sampa, que vem ao Rio feriadar feliz. E ela não tem malas. E ela pode, sim, por que não?, me trazer a cadeirinha. E meu amigo, que ficou doente e não pôde vir ao Rio, pode, é claro!, levar a cadeirinha até essa minha amiga (agora, forte candidata a entrar no hall da fama da amizade e deixar até a marca das mãozinhas no gesso do meu coração).
Precisei me controlar para não dizer que ela caiu do céu porque, afinal, ela estava vindo de avião e não queria que nada pudesse arriscar a operação. E hoje, quando vi a cadeirinha, meu coração se enterneceu, me enchi de gratidão e pensei: Arthur pode, enfim, nascer.
Mas então meu chão ruiu. Em pleno aeroporto caótico, transferindo da mala para uma sacola as roupinhas e coisinhas que vinham com a cadeirinha, minha amiga revela: não deu para trazer "uns panos que estavam junto por conta do peso da mala". Os "panos", minha gente, eram as duas mantinhas e os 7 cueirinhos que eu havia comprado para embrulhar meu pacotinho. Sorri, engoli o pânico, agradeci efusivamente o imenso e impagável favor que ela me fez, e deixei o aeroporto com uma barriga, uma cadeirinha, meia dúzia de roupinhas e a promessa de que dia 22 de junho terei meus "panos" no Rio. E, para completar a murphylização da saga, São Pedro voltou das férias e tascou o termostato lá para baixo. Resultado: corri para comprar manta e cueiro que Arthur usará atéééé sair de casa, já que terá umas 5 mantas e uns 12 cueiros. Já estou vendo: aniversário de 18 anos, Arthur todo feliz, vai dormir com a namorada em seu quarto, e ela pergunta: "Amoreco, o que é isso?" Ao que ele responde, meio constrangido: "Isso, meu bem, é um cueiro, que ganhei de presente hoje... Bacana, né? É de flanela, minha mãe comprou quando estava grávida de mim, mas nunca usou. Aliás, todo ano ela me dá um cueiro novo de presente..."
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Plugada e pilhada (ou "Ainda não pari")
Com a contagem regressiva pressionando a todos, convém que eu apareça diariamente para dar satisfações e não deixar ninguém achando que eu já pari, né?
Apesar do cheirinho delicioso de fraldas e sabonete de neném que paira no meu apartamento, apesar da pança enorme e dos hormônios enlouquecidos, e apesar, sobretudo, de já ter cadeirinha (todo mundo jogando as mãos para o alto e comemorando comigo! Principalmente a Anna!), Arthur ainda mora dentro de mim.
Ele ainda mora dentro de mim e eu continuo plugada (nada de tampão, minha gente) e começo a ficar pilhada. Acho que as gincanas estão chegando ao fim (chegou a cadeirinha, já até comprei e lavei a capinha para forrá-la), o enfeite da porta da maternidade também está caminhando (a passos de cágado velho, mas caminha) e o porta-fraldas está sendo tentadoramente adiado (já pensou que relato de parto fabulosamente crafter se eu disser que entre as contrações eu aproveitava para terminar a pintura da peça?!).
Lavei todas as roupinhas até 6 meses, faltam cerca de 30 peças para passar (num horizonte de 7952 peças iniciais, o que são 30 bodies do tamanho da palma da minha mão, não é mesmo?), bercinho já tem protetor e lençol (e edredom, que é para não pegar poeira) e amanhã devo comprar uma mantinha porque está ficando frio. Também amanhã devo mandar emoldurar uns quadrinhos e trocar umas roupinhas.
Daí, o que me sobra? A tensão da US, que não consigo marcar em lugar nenhum do universo, e o frisson do R perdido. Lembram? Arthur tem 2 Rs e o alfabeto que comprei só tem um R. Mas achei na internet um alfabeto igualzinho ao que tenho por aqui e comprei, com entrega em prazo que varia entre 3 e 8 dias úteis. Será que na porta da maternidade teremos um Arthu ou um Arthur? Prometo voltar para contar.
Também preciso comentar o post anterior, tá? Então vocês, por favor, sejam novamente bacanas com uma gestante hormonalmente alterada e ainda plugada, com quase 40 semanas.
Quando eu disse que estava ficando loucona de hormônios (mas loucona de verdade, de ter medo de sair na rua, dar meus ataques de pelanca e, em vez de voltar para casa - e para meus dias sem fim -, ir direto para o manicômio), acho que ninguém levou muito a sério. Até o último post, né?
Adorei que várias pessoas comentaram e vi que muitas outras me visitaram, mas não falaram nada (eu estou loucona de hormônios, mas não mordo - ao menos não enquanto houver uma tela entre nós -, então podem comentar) e realmente achei incrível porque escrevi o texto pensando uma coisa, num tom, e vi como as palavras nem sempre têm o tal "estado de dicionário" do Drummond e acabam enveredando por caminhos inesperados. E que coisa bacana.
É que eu meio que desabafei, sabem, por causa das gincanas. E aí li o texto da Thais, e vi aquele tanto de roupinha por passar, e quase não deu certo a operação resgate da cadeirinha, e minha licença médica está acabando e eu não queria gastar a licença-maternidade, e minha médica me passou uma US que não consigo marcar, e meus dias parecem que andam eternos. Daí desabafei das dores acumuladas ao longo da gravidez, porque eu concordo com vocês, que leram o post e vieram com muito carinho me lembrar (e consolar) de que essas perguntas, muitas vezes, são formas de dizer "oi, que bacana você estar grávida e eu quero muito que você e seu bebê sejam felizes". Eu sei, eu sei, gente. Mas tenho meus pontos sensíveis e, como eu disse no comecinho deste texto, o tal "estado de dicionário" de que fala Drummond nem sempre é alcançável no cotidiano nada poético, né? Daí, tome interpretar palavras e tons e dar aquela sofridinha básica. Sofri, mas quem não sofreu?
E aí passou. E ontem mesmo umas pessoas me perguntaram (e saíram ilesos da minha casa, vejam só!) se eu tinha planejado a gravidez, quando nascia esse menino e se eu tinha preferência pelo sexo. Ai, Murphy, você é tão legal (e tão previsível)!
Enfim, obrigada, muito obrigada a todas que comentaram com tanto carinho e solidariedade e votos de bom parto! Buchudas interrogadas deste Brasil: uni-vos e compadecei-vos das agruras e angústias alheias!
=)
Para finalizar, prometo que, se não entrar em trabalho de parto amanhã, venho contar a saga da cadeirinha. Sei que não sou muito boa em cumprir promessas por aqui, mas o texto já está pensado e quem não parir, verá.
Apesar do cheirinho delicioso de fraldas e sabonete de neném que paira no meu apartamento, apesar da pança enorme e dos hormônios enlouquecidos, e apesar, sobretudo, de já ter cadeirinha (todo mundo jogando as mãos para o alto e comemorando comigo! Principalmente a Anna!), Arthur ainda mora dentro de mim.
Ele ainda mora dentro de mim e eu continuo plugada (nada de tampão, minha gente) e começo a ficar pilhada. Acho que as gincanas estão chegando ao fim (chegou a cadeirinha, já até comprei e lavei a capinha para forrá-la), o enfeite da porta da maternidade também está caminhando (a passos de cágado velho, mas caminha) e o porta-fraldas está sendo tentadoramente adiado (já pensou que relato de parto fabulosamente crafter se eu disser que entre as contrações eu aproveitava para terminar a pintura da peça?!).
Lavei todas as roupinhas até 6 meses, faltam cerca de 30 peças para passar (num horizonte de 7952 peças iniciais, o que são 30 bodies do tamanho da palma da minha mão, não é mesmo?), bercinho já tem protetor e lençol (e edredom, que é para não pegar poeira) e amanhã devo comprar uma mantinha porque está ficando frio. Também amanhã devo mandar emoldurar uns quadrinhos e trocar umas roupinhas.
Daí, o que me sobra? A tensão da US, que não consigo marcar em lugar nenhum do universo, e o frisson do R perdido. Lembram? Arthur tem 2 Rs e o alfabeto que comprei só tem um R. Mas achei na internet um alfabeto igualzinho ao que tenho por aqui e comprei, com entrega em prazo que varia entre 3 e 8 dias úteis. Será que na porta da maternidade teremos um Arthu ou um Arthur? Prometo voltar para contar.
***
Também preciso comentar o post anterior, tá? Então vocês, por favor, sejam novamente bacanas com uma gestante hormonalmente alterada e ainda plugada, com quase 40 semanas.
Quando eu disse que estava ficando loucona de hormônios (mas loucona de verdade, de ter medo de sair na rua, dar meus ataques de pelanca e, em vez de voltar para casa - e para meus dias sem fim -, ir direto para o manicômio), acho que ninguém levou muito a sério. Até o último post, né?
Adorei que várias pessoas comentaram e vi que muitas outras me visitaram, mas não falaram nada (eu estou loucona de hormônios, mas não mordo - ao menos não enquanto houver uma tela entre nós -, então podem comentar) e realmente achei incrível porque escrevi o texto pensando uma coisa, num tom, e vi como as palavras nem sempre têm o tal "estado de dicionário" do Drummond e acabam enveredando por caminhos inesperados. E que coisa bacana.
É que eu meio que desabafei, sabem, por causa das gincanas. E aí li o texto da Thais, e vi aquele tanto de roupinha por passar, e quase não deu certo a operação resgate da cadeirinha, e minha licença médica está acabando e eu não queria gastar a licença-maternidade, e minha médica me passou uma US que não consigo marcar, e meus dias parecem que andam eternos. Daí desabafei das dores acumuladas ao longo da gravidez, porque eu concordo com vocês, que leram o post e vieram com muito carinho me lembrar (e consolar) de que essas perguntas, muitas vezes, são formas de dizer "oi, que bacana você estar grávida e eu quero muito que você e seu bebê sejam felizes". Eu sei, eu sei, gente. Mas tenho meus pontos sensíveis e, como eu disse no comecinho deste texto, o tal "estado de dicionário" de que fala Drummond nem sempre é alcançável no cotidiano nada poético, né? Daí, tome interpretar palavras e tons e dar aquela sofridinha básica. Sofri, mas quem não sofreu?
E aí passou. E ontem mesmo umas pessoas me perguntaram (e saíram ilesos da minha casa, vejam só!) se eu tinha planejado a gravidez, quando nascia esse menino e se eu tinha preferência pelo sexo. Ai, Murphy, você é tão legal (e tão previsível)!
Enfim, obrigada, muito obrigada a todas que comentaram com tanto carinho e solidariedade e votos de bom parto! Buchudas interrogadas deste Brasil: uni-vos e compadecei-vos das agruras e angústias alheias!
=)
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Para finalizar, prometo que, se não entrar em trabalho de parto amanhã, venho contar a saga da cadeirinha. Sei que não sou muito boa em cumprir promessas por aqui, mas o texto já está pensado e quem não parir, verá.
terça-feira, 5 de junho de 2012
♥
E daí que a barriga anda pesadona, que faço xixi amiúde, que passo as roupinhas do filhote a prestação porque não consigo ficar muito tempo em pé? E daí que a cadeirinha ainda não chegou, que me faltam umas coisinhas antes do baby poder nascer, que não aguento mais a ansiedade alheia? E daí que apareceram umas estrias safadas, que sinto dores e pontadas em lugares nunca dantes navegados e que sinto um calor como se estivesse morando no meio do Saara?
Quando eu olho para essa barriguinha, se mexendo no meio da madrugada ou soluçando várias vezes ao dia (sim, ele soluça muito!), a única coisa em que consigo pensar é que o grande amor da minha vida está chegando.
Quando eu olho para essa barriguinha, se mexendo no meio da madrugada ou soluçando várias vezes ao dia (sim, ele soluça muito!), a única coisa em que consigo pensar é que o grande amor da minha vida está chegando.
| ♥ |
39 and counting*
Diga trinta e nove.
Trinta e nove semanas de gravidez e esse verão micareta aqui no Rio. Tá duro, minha gente.
Hoje visitamos GO, recebemos guia para US e nada de previsão para o parto.
Resultado: sentar, costurar e esperar.
Costurar? Sim! Inventei de pintar um porta-fraldas em MDF, de costurar o enfeite de porta da maternidade e de fazer uns lençoizinhos para o meu rapaz. Bom, o porta-fraldas está a meio caminho, faltando apenas umas duas partes para serem pintadas (vai ser todo branquinho, sem nada de gracinhas porque eu invento artes, mas não piro na megalomania, não). Os lençoizinhos vão ficar de lado por enquanto, porque ganhei uns prontinhos e achei melhor só me preocupar com isso quando o Arthur estiver maior ou se eu chegar a 42 semanas de gravidez (repitam comigo: não, não e não!). Mas ainda resta o enfeite de porta. O tecido está cortado e a máquina de costura só me esperando. O molde é fácil e sei que em meia tarde resolvo o caso, mas aí vou adiando, adiando. Sem contar que me dei conta de que Arthur é um nome com dois R, e as letrinhas que comprei para o enfeite não bastam. Saí, então, em busca do R perdido e não encontrei nada que me satisfizesse.
Para completar a comemoração das 39 semanas de pança, a tal cadeirinha que está em SP ainda está em SP e só deve chegar (via sedex) na semana que vem.
Então, eu, que adoro uma gincana, tenho duas boas para me distraírem nessa reta final de gestação (e para me ajudarem a esquecer que estou chegando ao fim da licença médica e que, portanto, precisarei lançar mão da licença-maternidade): a cadeirinha chega ou não chega? Encontrarei eu letrinhas para o enfeite da porta e conseguirei costurar o que ainda falta?
Aguardem e façam suas apostas!
Prometo voltar aqui para contar como andam as coisas. A não ser que eu resolva entrar em trabalho de parto antes.
*Tradução: 39 e contando.
Trinta e nove semanas de gravidez e esse verão micareta aqui no Rio. Tá duro, minha gente.
Hoje visitamos GO, recebemos guia para US e nada de previsão para o parto.
Resultado: sentar, costurar e esperar.
Costurar? Sim! Inventei de pintar um porta-fraldas em MDF, de costurar o enfeite de porta da maternidade e de fazer uns lençoizinhos para o meu rapaz. Bom, o porta-fraldas está a meio caminho, faltando apenas umas duas partes para serem pintadas (vai ser todo branquinho, sem nada de gracinhas porque eu invento artes, mas não piro na megalomania, não). Os lençoizinhos vão ficar de lado por enquanto, porque ganhei uns prontinhos e achei melhor só me preocupar com isso quando o Arthur estiver maior ou se eu chegar a 42 semanas de gravidez (repitam comigo: não, não e não!). Mas ainda resta o enfeite de porta. O tecido está cortado e a máquina de costura só me esperando. O molde é fácil e sei que em meia tarde resolvo o caso, mas aí vou adiando, adiando. Sem contar que me dei conta de que Arthur é um nome com dois R, e as letrinhas que comprei para o enfeite não bastam. Saí, então, em busca do R perdido e não encontrei nada que me satisfizesse.
Para completar a comemoração das 39 semanas de pança, a tal cadeirinha que está em SP ainda está em SP e só deve chegar (via sedex) na semana que vem.
Então, eu, que adoro uma gincana, tenho duas boas para me distraírem nessa reta final de gestação (e para me ajudarem a esquecer que estou chegando ao fim da licença médica e que, portanto, precisarei lançar mão da licença-maternidade): a cadeirinha chega ou não chega? Encontrarei eu letrinhas para o enfeite da porta e conseguirei costurar o que ainda falta?
Aguardem e façam suas apostas!
Prometo voltar aqui para contar como andam as coisas. A não ser que eu resolva entrar em trabalho de parto antes.
*Tradução: 39 e contando.
domingo, 27 de maio de 2012
38 semanas
Finalmente parei.
Entrei de licença médica no trabalho, avisei que estou de férias dos frilas, não faço mais nada relacionado a trabalho. Ao menos por 10 dias. Estava precisando dar essa parada porque as coisinhas do Arthur e da gravidez estavam ficando de lado. Agora, serão dias de lavar e passar roupinhas, de arrumar o quartinho, terminar a decoração e os projetos crafter que a mamãe aqui inventou.
O marco de hoje, dia em que entro na 38ª semana, foi arrumar a malinha da maternidade (a dele, porque a minha ainda não está pronta, apenas idealizada). Organizei os kits de roupinhas dentro de saquinhos plásticos. A primeira roupinha ainda não está decidida porque dependerá do clima do dia. Se um dia de junho (porque duvido que entre em trabalho de parto nos próximos 4 dias) mais quentinho, será um body com macacãozinho e gorrinho, tudo de algodão branco, e uma mantinha de tecido acrílico branca. Agora, se o dia estiver mais friozinho, teremos um macacãozinho de algodão, um macacãozinho de plush por cima, um gorrinho de algodão, tudo azul-claro, e a mesma mantinha de tecido acrílico branca.
Agora, como minha vida é uma aventura na savana da realidade, teremos fortes emoções pela frente!
É que eu ganhei a cadeirinha de carro, mas ela está em SP e a pessoa que traria ela para o Rio não vai mais trazer. Fiquei chateada com a pessoa, claro, mas já que não dá para ficar chorando pelos cantos sem fazer nada, consegui outra pessoa para me trazer a encomenda (aliás, encomendas, porque TODOS os cueirinhos e TODAS as mantas do baby também estão em SP, além de outras roupinhas que eu queria levar para a maternidade!). A emoção fica por conta da data: a pessoa chega ao Rio dia 7 de junho e minha DPP, como anuncia o contador no pé da página, é 10 de junho. Será que dará tempo? Parirei antes de Arthur ter sua cadeirinha? Precisarei voltar a pé da maternidade? Conseguirei ter cueiros? Façam suas apostas e torçam comigo!
Bom, é isso. Queria agradecer a todos que estão na torcida, sobretudo a Anna, que tem vindo aqui sempre me oferecer um ombro virtual amigo fundamental nesta reta final cheia de hormônios que me deixam MUITO louca (vocês não estão entendendo a gravidade da situação!).
Continuem torcendo por mim, pelo baby e por nossa boa hora!
=)
Entrei de licença médica no trabalho, avisei que estou de férias dos frilas, não faço mais nada relacionado a trabalho. Ao menos por 10 dias. Estava precisando dar essa parada porque as coisinhas do Arthur e da gravidez estavam ficando de lado. Agora, serão dias de lavar e passar roupinhas, de arrumar o quartinho, terminar a decoração e os projetos crafter que a mamãe aqui inventou.
O marco de hoje, dia em que entro na 38ª semana, foi arrumar a malinha da maternidade (a dele, porque a minha ainda não está pronta, apenas idealizada). Organizei os kits de roupinhas dentro de saquinhos plásticos. A primeira roupinha ainda não está decidida porque dependerá do clima do dia. Se um dia de junho (porque duvido que entre em trabalho de parto nos próximos 4 dias) mais quentinho, será um body com macacãozinho e gorrinho, tudo de algodão branco, e uma mantinha de tecido acrílico branca. Agora, se o dia estiver mais friozinho, teremos um macacãozinho de algodão, um macacãozinho de plush por cima, um gorrinho de algodão, tudo azul-claro, e a mesma mantinha de tecido acrílico branca.
Agora, como minha vida é uma aventura na savana da realidade, teremos fortes emoções pela frente!
É que eu ganhei a cadeirinha de carro, mas ela está em SP e a pessoa que traria ela para o Rio não vai mais trazer. Fiquei chateada com a pessoa, claro, mas já que não dá para ficar chorando pelos cantos sem fazer nada, consegui outra pessoa para me trazer a encomenda (aliás, encomendas, porque TODOS os cueirinhos e TODAS as mantas do baby também estão em SP, além de outras roupinhas que eu queria levar para a maternidade!). A emoção fica por conta da data: a pessoa chega ao Rio dia 7 de junho e minha DPP, como anuncia o contador no pé da página, é 10 de junho. Será que dará tempo? Parirei antes de Arthur ter sua cadeirinha? Precisarei voltar a pé da maternidade? Conseguirei ter cueiros? Façam suas apostas e torçam comigo!
Bom, é isso. Queria agradecer a todos que estão na torcida, sobretudo a Anna, que tem vindo aqui sempre me oferecer um ombro virtual amigo fundamental nesta reta final cheia de hormônios que me deixam MUITO louca (vocês não estão entendendo a gravidade da situação!).
Continuem torcendo por mim, pelo baby e por nossa boa hora!
=)
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Sustinho
Casa da sogra. Madrugada.37 semanas + 3 dias.
02h43
02h52
03h02
E tome contração dolorida.
Acorda o marido porque, além das dores, sinto um enjoo desgraçado.
Ficou nervoso(a)? Nós também. Mas não é/era nada. Só mais um dia de fortes emoções na vida de uma grávida na reta final.
Resultado? Bora aproveitar a insônia (do enjoo e do susto) para terminar o último trabalho pré-baby e, então, aninhar e curtir os últimos dias de barrigão e vida a (apenas) dois.
02h43
02h52
03h02
E tome contração dolorida.
Acorda o marido porque, além das dores, sinto um enjoo desgraçado.
Ficou nervoso(a)? Nós também. Mas não é/era nada. Só mais um dia de fortes emoções na vida de uma grávida na reta final.
Resultado? Bora aproveitar a insônia (do enjoo e do susto) para terminar o último trabalho pré-baby e, então, aninhar e curtir os últimos dias de barrigão e vida a (apenas) dois.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Ah, a progesterona!
Se existe um hormônio delícia nessa vida é a progesterona. Ainda não provei a ocitocina matadora, é verdade, mas a progesterona está causando nesta gravidez.
Logo no comecinho, nas primeiras semanas, me fez cair de sono pelos cantos e sentir um enjoo contínuo e insuperável. No segundo trimestre deu uma folguinha, porque seriam muitas emoções, afinal. E agora, no terceiro e último trimestre, além de ter trazido os enjoos de volta às paradas de sucesso, ainda me faz esquecer tudo. No trabalho, preciso anotar tudo, e outro dia enviei um documento para a pessoa que havia acabado de me mandar o envelope. Se eu trabalhasse nos Correios, isso equivaleria a enviar a carta ao remetente, e não ao destinatário. Também tenho ficado lenta, no melhor estilo 486, e tarefas simples demandam um esforço mental e um tempo de planejamento enormes. E para completar a alegria, a progesterona tem me feito dormir pesado, e então eu chego atrasada todos os dias, e esqueço carteira em casa, esqueço que comprei um produto pela internet e fico muito surpresa quando ele chega na minha portaria, esqueço que marquei compromissos sociais e esqueço tudo o que não tem a ver com meu filho.
É um hormônio muito doido e com frequência bem incômodo, mas ao qual tenho sido muito grata. É que nessa vida louca e estressante de múltipla jornada que levamos, é graças à progesterona que me lembro de que preciso prestar atenção ao meu umbigo (e ao que vai por debaixo dele, principalmente) e também é preciso ir com mais vagar e cuidado, não porque haja algum problema, mas porque tudo o que é delicado e sensível merece um carinho a mais.
Agora, minha gente, falta pouco! O contador ali embaixo marca 36 semanas, e a partir de sábado meu filhote não é mais prematuro!
Torçam comigo!
=)
Logo no comecinho, nas primeiras semanas, me fez cair de sono pelos cantos e sentir um enjoo contínuo e insuperável. No segundo trimestre deu uma folguinha, porque seriam muitas emoções, afinal. E agora, no terceiro e último trimestre, além de ter trazido os enjoos de volta às paradas de sucesso, ainda me faz esquecer tudo. No trabalho, preciso anotar tudo, e outro dia enviei um documento para a pessoa que havia acabado de me mandar o envelope. Se eu trabalhasse nos Correios, isso equivaleria a enviar a carta ao remetente, e não ao destinatário. Também tenho ficado lenta, no melhor estilo 486, e tarefas simples demandam um esforço mental e um tempo de planejamento enormes. E para completar a alegria, a progesterona tem me feito dormir pesado, e então eu chego atrasada todos os dias, e esqueço carteira em casa, esqueço que comprei um produto pela internet e fico muito surpresa quando ele chega na minha portaria, esqueço que marquei compromissos sociais e esqueço tudo o que não tem a ver com meu filho.
É um hormônio muito doido e com frequência bem incômodo, mas ao qual tenho sido muito grata. É que nessa vida louca e estressante de múltipla jornada que levamos, é graças à progesterona que me lembro de que preciso prestar atenção ao meu umbigo (e ao que vai por debaixo dele, principalmente) e também é preciso ir com mais vagar e cuidado, não porque haja algum problema, mas porque tudo o que é delicado e sensível merece um carinho a mais.
Agora, minha gente, falta pouco! O contador ali embaixo marca 36 semanas, e a partir de sábado meu filhote não é mais prematuro!
Torçam comigo!
=)
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Medinho
Eu tenho um medo.
E nem sou Cecília Meireles.
Na verdade, tenho vários medos. De todos os tamanhos, formatos, cores e intensidades. Alguns são imensos, imobilizadores, aterrorizantes. Mas outros, são medinhos bobos, engraçados até.
Acho que toda grávida tem muitos medos. Aliás, todas as pessoas têm muitos medos, mas as grávidas se sentem responsáveis por aquela vidinha que vem surgindo e sentem mais medo que as demais pessoas (exceto, é claro, as mães e os pais). Então que eu resolvi vir aqui para falar de um medinho fútil e bocó que tenho. Não me condenem: lembrem-se de que estou inundada de hormônios que me deixam mais louca que o Bozo numa rave, tá?
Eu tenho medo de que meu filho seja feio. Feio de eu mesma admitir. Um lado meu me consola: se ele for feio você vai amá-lo do mesmo jeito, o que importa é ter saúde, ele pode nascer feio e inteligente, a cura da Aids não está atrelada à beleza da pessoa, o Collor era considerado bonitão e deu no que deu (estou denunciando minha idade, né?). Enfim, vários argumentos lógicos. E eu sei que o medo maior, de verdade, é com o caráter, a saúde e a felicidade do meu rebento, mas eu avisei que o medo era fútil, bocó e hormonalmente influenciado, não avisei?
Pula uma linha.
Esta semana, no trabalho, uma amiga me apresentou a um estúdio que faz umas produções tããão fofas com recém-nascidos (de 5 a 15 dias de vida!) e eu fiquei louca. Não fiz quartinho mega-produzido, não quis a mala XPTO e não surtei nas roupinhas (na verdade, ganhei quase tudo, muito feliz e satisfeita). Então que eu posso surtar no parto (e fazer tudo particular) e no sonho de fazer um albinho fofo e profissional com meu filhote recém-nascido. Eu posso porque eles parcelam em 10X no cartão, realidade viável para a classe média remediada de que faço parte. Daí me animei, mandei mensagem para o marido, que embarcou comigo nessa loucurinha (será a Síndrome de Couvade?) e, em meio a tanta alegria, euforia e fofura prévia, bateu o medinho. Na verdade, bateu o medinho (fútil, bocó e hormonal) e a vergonha.
É que eu não tive coragem de mandar o e-mail que montei, perguntando se meu bebê nascer feio eles cancelam o contrato e devolvem o dinheiro.
Espero que essa gravidez termine antes que os hormônios acabem com minha reputação de pessoa socialmente adaptada.
E nem sou Cecília Meireles.
Na verdade, tenho vários medos. De todos os tamanhos, formatos, cores e intensidades. Alguns são imensos, imobilizadores, aterrorizantes. Mas outros, são medinhos bobos, engraçados até.
Acho que toda grávida tem muitos medos. Aliás, todas as pessoas têm muitos medos, mas as grávidas se sentem responsáveis por aquela vidinha que vem surgindo e sentem mais medo que as demais pessoas (exceto, é claro, as mães e os pais). Então que eu resolvi vir aqui para falar de um medinho fútil e bocó que tenho. Não me condenem: lembrem-se de que estou inundada de hormônios que me deixam mais louca que o Bozo numa rave, tá?
Eu tenho medo de que meu filho seja feio. Feio de eu mesma admitir. Um lado meu me consola: se ele for feio você vai amá-lo do mesmo jeito, o que importa é ter saúde, ele pode nascer feio e inteligente, a cura da Aids não está atrelada à beleza da pessoa, o Collor era considerado bonitão e deu no que deu (estou denunciando minha idade, né?). Enfim, vários argumentos lógicos. E eu sei que o medo maior, de verdade, é com o caráter, a saúde e a felicidade do meu rebento, mas eu avisei que o medo era fútil, bocó e hormonalmente influenciado, não avisei?
Pula uma linha.
Esta semana, no trabalho, uma amiga me apresentou a um estúdio que faz umas produções tããão fofas com recém-nascidos (de 5 a 15 dias de vida!) e eu fiquei louca. Não fiz quartinho mega-produzido, não quis a mala XPTO e não surtei nas roupinhas (na verdade, ganhei quase tudo, muito feliz e satisfeita). Então que eu posso surtar no parto (e fazer tudo particular) e no sonho de fazer um albinho fofo e profissional com meu filhote recém-nascido. Eu posso porque eles parcelam em 10X no cartão, realidade viável para a classe média remediada de que faço parte. Daí me animei, mandei mensagem para o marido, que embarcou comigo nessa loucurinha (será a Síndrome de Couvade?) e, em meio a tanta alegria, euforia e fofura prévia, bateu o medinho. Na verdade, bateu o medinho (fútil, bocó e hormonal) e a vergonha.
É que eu não tive coragem de mandar o e-mail que montei, perguntando se meu bebê nascer feio eles cancelam o contrato e devolvem o dinheiro.
Espero que essa gravidez termine antes que os hormônios acabem com minha reputação de pessoa socialmente adaptada.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Pressão
Quisera eu falar da pressão arterial ou da pressão que se sente durante contrações. Minha pressão do dia diz respeito ao difícil jogo de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, que todas as mulheres conhecem beeeem melhor que os homens, sobretudo quando engravidam.
Essa semana as coisas estão tensas. Meu coração (literalmente, o órgão) tem achado a gravidez uma coisa meio ruinzinha, e por isso, tome falta de ar. Minha médica diz que não há o que se possa fazer, a não ser diminuir o ritmo. Ontem, fui na consulta com minha enfermeira obstétrica e ela me disse que eu deveria diminuir o ritmo. Hoje eu cheguei no trabalho e fui avisada de que deveria aumentar (e muito!) o ritmo.
Como conciliar? Como fazer uma empresa entender que sua vida e seu corpo estão em outro ritmo, e que não se trata de corpo mole, de preguiça ou de malandragem? Como fazer com que uma pessoa que nunca engravidou entenda o tamanho da exaustão que enfrento diariamente? Como fazer se lá em casa dependemos também do meu trabalho para pagar as contas? Como não ficar estressada, tendo de escolher entre imprimir um ou outro ritmo na vida?
Vamos ver até quando e como vou levando essa vida pressionada, tentando encontrar o equilíbrio impossível de conciliar, em apenas 24h, vidas que precisam, cada uma, de 24h.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Ser grávida é...
... usar uma calça vermelha, ir fazer xixi e ficar apavorada com o vermelho que sai no papel higiênico. Ao perceber que se trata de tinta da calça nova, fica feliz, em vez de xingar muito no twitter a confecção, porque não se trata de trabalho de parto prematuro.
sábado, 21 de abril de 2012
Arthur encaixou
Desde anteontem (dia 19 de abril) sinto o Arthur encaixadinho, se preparando, como a mamãe, para o parto que se aproxima.
Os dias têm sido complicados porque preciso resolver umas questões profissionais antes de sair de licença-maternidade e, para completar, deixei para última hora a to do list do quartinho e das comprinhas. É que eu tenho preguiça e não sou daquelas que ficam loucas por comprar. Confesso que estava muito mais focada na questão parto e preparação da mente para a chegada do meu rapaz que preocupada com a decoração do quartinho.
Mas agora parece que as coisas estão se encaminhando. O bercinho está montado (mas já está há um tempão!), compramos a cômoda, a cadeira de amamentação, o trocador, a almofada de amamentação e já temos montadinho o carrinho. Kit berço, banheira, abajur, roupinhas e algumas fraldas e brinquedinhos também já estão a postos. Faltam-nos, porém, a cadeirinha/bebê conforto, a roupinha especial do primeiro dia de vida (é a minha surtação de grávida - que toda grávida tem, né? Aquela coisa com que a gente cisma e precisa comprar de qualquer maneira, mesmo que não seja a coisa mais prática ou útil, e a minha encasquetação é um body de tecido de bambu, bem molinho, confortável e ecológico), toda a decoração do quartinho (acho que comprei coisas que combinam minimamente entre si, mas não tive tempo, paciência ou dinheiro para coordenar tudo), fraldas de pano, de boca e toalhas, os lençóis e cueiros (que eu mesma vou costurar), as bolsas e malas, a lixeirinha e a garrafa térmica, aqueles potinhos de colocar algodão e gaze, e tempo.
Caros leitores, como me falta tempo! Tempo e ar: as faltas de ar melhoraram, mas não passaram. E somada à falta de tempo, às pendências profissionais, ao tanto de coisa que ainda me falta arrumar e organizar (alguém se candidata a me ajudar com os duzentos zilhões de microcoisinhas que preciso lavar?) e à enrolação natural desta que vos escreve, só consigo pensar que estar com 33 semanas é assustador.
Enfim, esse post vai sem graça mesmo, nesse atropelo de ideias e listagens, porque hoje é sábado, amanhã é domingo e, como dizia o poeta, a vida vem em ondas como o mar (e não, não estou falando do bobão do Lulu). A onda do momento é terminar um trabalho enooorme, a de amanhã será, fatalmente, sentar e organizar o que falta e quando e como resolver essas pendências.
Torçam por mim!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Rapidinho
Vou passar rapidinho por aqui. Para agradecer os comentários e a compreensão. Para dizer que ainda fico surpresa por vocês aparecerem por aqui, mesmo com minhas abduções frequentes.
E se eu passar bem rapidinho, vocês nem vão notar minha barriga tendo contrações de BH (e me deixando com a barriga durinha que eu sempre sonhei ter), nem minha pele do rosto, que decidiu desabrochar em pontinhos vermelhos e micro-espinhas, muito menos que eu tô ofegante, mas tão ofegante que daqui a pouco me perguntam se fiquei gaga com a gravidez.
Só que aí eu me lembro que estou lenta, pesadona, andando feito uma pata asmática e que ser rápida não está entre minhas habilidades gravídicas. E sem contar que se eu insistir e passar rápido, desmaio (sim, de novo, minha gente!). E aí, queridos, deitada no chão vai dar para ver com muitos detalhes minha GIGANTE ansiedade pelo parto.
Por isso que eu passo rapidinho, mas cuidando para não desabar.
E se eu passar bem rapidinho, vocês nem vão notar minha barriga tendo contrações de BH (e me deixando com a barriga durinha que eu sempre sonhei ter), nem minha pele do rosto, que decidiu desabrochar em pontinhos vermelhos e micro-espinhas, muito menos que eu tô ofegante, mas tão ofegante que daqui a pouco me perguntam se fiquei gaga com a gravidez.
Só que aí eu me lembro que estou lenta, pesadona, andando feito uma pata asmática e que ser rápida não está entre minhas habilidades gravídicas. E sem contar que se eu insistir e passar rápido, desmaio (sim, de novo, minha gente!). E aí, queridos, deitada no chão vai dar para ver com muitos detalhes minha GIGANTE ansiedade pelo parto.
Por isso que eu passo rapidinho, mas cuidando para não desabar.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Explicando (e viva o gerúndio)
O gerúndio, forma nominal do verbo tão polêmica nesse Brasilzão (há quem o ame e o use sem critério, há aqueles que o odeiam, beirando a loucurinha linguística e não o usa nem que a vaca tussa em holandês), é meu xodó do momento. É que as coisas estão em desenvolvimento, em andamento, nada está finalizado e, portanto, estarei me expressando e me explicando numa promíscua relação linguística com os verbos.
Ui!
E para começar, Mariliz, querida, sorry! Entendi (mal) que você gostava do Lulu. Mas agora, ao reler seu post, vi mesmo que você nunca disse que gostava dele. Assim, digo eu que gosto ainda mais de você porque você não curte Lulu.
=*
Além disso, preciso também pedir desculpas a todas as pessoas fofas e lindas que vêm aqui no meu cantinho, investem seu tempo lendo minhas loucuras (cada vez mais regadas a hormônios), comentam e acabam ficando a ver navios porque eu me enrolo, escrevo outro post, esqueço de comentar e arrasto minha cara no chão da medina, porque isso não se faz e não foi assim que mamãe me educou. Mas sabem o que é? Vou contar e vocês não vão estar me odiando com tanto ódio. Aconteceram uns acontecimentos bem acontecidos em termos financeiros aqui em casa (nada grave, mas eu tenho um parto para pagar, menos de três meses para juntar a grana, apenas duas mãos e todo o sentimento do mundo, né?) e eu pirei o cabeção no frila. Quem faz frila ou trabalha como autônoma(o) sabe que quando o bicho pega, nossos dias mereciam ter umas 75 horas a mais, para conseguirmos dar conta de tudo, né?
Bom, somem a isso o fato de que tenho tido taaaanta falta de ar, mas taaaanta, que já tive quatro princípios de desmaios, com direito a comoção generalizada, afinal, sou uma grávida, barriguda, ficando pálida, mole e desfalecendo (mas sempre com glamour) nos lugares e momentos mais insólitos (no próximo post contarei uma dessas gracinhas, prometo!). Bacana, né?
Então, apesar de toda a musicalidade (e breguice) do post anterior, preciso confessar que ando mesmo é no melhor estilo Wally Salomão. Vira e mexe, digo: me segura que eu vou dar um troço.
E dou.
Dou e penso: vou escrever isso no blog, contar os momentos da gravidez, partilhar as sensações sofridas e fofas, mas aí o dia acaba, estou exausta, morrendo de calor, sem ânimo, cheia de trabalho, me sentindo culpada porque não tive tempo de ir à hidro na semana passada (e nem nessa), porque não consegui me organizar e responder a vocês, e ainda tenho uma penca de coisas do mundo não virtual para correr atrás (tipo quartinho do baby, né? Por enquanto, tenho apenas um amontoado de roupas, berço e carrinho, tudo isso misturado a minhas coisas, que andam bagunçadas pela casa porque não tenho tempo de arrumar nesse instante), e ando tendo insônias espetaculares (durmo apenas umas três horas por noite), tenho tido muitas e muitas Braxton Hicks, que não doem, ok, mas me deixam apreensiva.
Enfim, ando exausta. Muito cansada. Vocês desculpam? Me dão colo?
É hormônio, é estresse, eu sei, mas saber isso não torna a coisa mais fácil, né?
Enfim, vamos que vamos. Entrei oficialmente no terceiro tri, e espero que os hormônios do amor venham logo inundar minha corrente sanguínea, porque, por enquanto, tô só com os hormônios da loucura e da piração.
=)
Ui!
E para começar, Mariliz, querida, sorry! Entendi (mal) que você gostava do Lulu. Mas agora, ao reler seu post, vi mesmo que você nunca disse que gostava dele. Assim, digo eu que gosto ainda mais de você porque você não curte Lulu.
=*
Além disso, preciso também pedir desculpas a todas as pessoas fofas e lindas que vêm aqui no meu cantinho, investem seu tempo lendo minhas loucuras (cada vez mais regadas a hormônios), comentam e acabam ficando a ver navios porque eu me enrolo, escrevo outro post, esqueço de comentar e arrasto minha cara no chão da medina, porque isso não se faz e não foi assim que mamãe me educou. Mas sabem o que é? Vou contar e vocês não vão estar me odiando com tanto ódio. Aconteceram uns acontecimentos bem acontecidos em termos financeiros aqui em casa (nada grave, mas eu tenho um parto para pagar, menos de três meses para juntar a grana, apenas duas mãos e todo o sentimento do mundo, né?) e eu pirei o cabeção no frila. Quem faz frila ou trabalha como autônoma(o) sabe que quando o bicho pega, nossos dias mereciam ter umas 75 horas a mais, para conseguirmos dar conta de tudo, né?
Bom, somem a isso o fato de que tenho tido taaaanta falta de ar, mas taaaanta, que já tive quatro princípios de desmaios, com direito a comoção generalizada, afinal, sou uma grávida, barriguda, ficando pálida, mole e desfalecendo (mas sempre com glamour) nos lugares e momentos mais insólitos (no próximo post contarei uma dessas gracinhas, prometo!). Bacana, né?
Então, apesar de toda a musicalidade (e breguice) do post anterior, preciso confessar que ando mesmo é no melhor estilo Wally Salomão. Vira e mexe, digo: me segura que eu vou dar um troço.
E dou.
Dou e penso: vou escrever isso no blog, contar os momentos da gravidez, partilhar as sensações sofridas e fofas, mas aí o dia acaba, estou exausta, morrendo de calor, sem ânimo, cheia de trabalho, me sentindo culpada porque não tive tempo de ir à hidro na semana passada (e nem nessa), porque não consegui me organizar e responder a vocês, e ainda tenho uma penca de coisas do mundo não virtual para correr atrás (tipo quartinho do baby, né? Por enquanto, tenho apenas um amontoado de roupas, berço e carrinho, tudo isso misturado a minhas coisas, que andam bagunçadas pela casa porque não tenho tempo de arrumar nesse instante), e ando tendo insônias espetaculares (durmo apenas umas três horas por noite), tenho tido muitas e muitas Braxton Hicks, que não doem, ok, mas me deixam apreensiva.
Enfim, ando exausta. Muito cansada. Vocês desculpam? Me dão colo?
É hormônio, é estresse, eu sei, mas saber isso não torna a coisa mais fácil, né?
Enfim, vamos que vamos. Entrei oficialmente no terceiro tri, e espero que os hormônios do amor venham logo inundar minha corrente sanguínea, porque, por enquanto, tô só com os hormônios da loucura e da piração.
=)
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