Mas aí deu tilt. Bebê-delícia virou bebê-terror e passou três noites dormindo mal, berrando ao acordar (e ele acordava ao menor ruído, a cada meia hora, pelo menos), urrando ao dormir. Bebê-terror queria colo, mas no colo, queria chão, no chão, queria berço, no berço, queria ser ninado, e então berrava, empurrava e pedia peito, rejeitava peito, se sentava, levantava se apoiando nos móveis, se deitava e chorava. Tudo de novo. Fora de ordem. Sem critério.
Cheguei a conclusão que preciso enviar, urgentemente, Arthur para a assistência técnica, porque, como diz uma amiga, isso está dando ruim. Só que eu me lembrei (na verdade, fui lembrada delicadamente por marido) de que a principal especialista no bebê-delícia soy yo. E que yo não faz ideia do que houve, de como consertar e se a avaria é definitiva ou temporária. Espero que bebê-delícia tenha sido fabricado com um dispositivo de autorrecuperação, porque não se pode confiar em ninguém com mais de 25, e eu já sou balzaca, neam?
Enfim, tudo isso para justificar o abandono do blog (cof! cof! Já juntando poeira ali no canto) e contar que, por tudo isso, Arthur passou o Carnaval fantasiado de coelhinho felpudo, mas a mamãe aqui, está até hoje com a máscara de panda, já que bebê-terror decidiu aloprar nos dias de folia.
Esquindô! Esquindô!
Esquindô! Esquindô!
*Brincadeirinhas a parte, a coisa anda meio tensa, mas já sei que pode ser dente ou a angústia da separação. E mesmo sem rir o tempo todo, sem ser aquele bebê facinho de lidar, Arthur continua a ser (e sempre será) meu delicinha mais amado do mundo!