Domingo à noite. Você e seu barrigão de 27 semanas estão em casa, depois de ter trabalhado o dia inteirinho porque o mês está sendo duro, com vários gastos extras e você precisou pegar um trabalho avulso para tentar cobrir o que ainda resta de mês (e contas) na sua vida. Apesar disso, as coisas estão caminhando bem, e, quem sabe, mês que vem você consiga comprar a cômoda e a cadeira que faltam, a banheira, as toalhas para o bebê, enfim, algumas coisas daquela lista interminável para receber um ser de apenas 50cm.
Você chega em casa cansada, depois de ter ido resolver um pepino na rua, pega umas correspondências que você havia deixado sobre a mesa da sala, e começa a abrir os envelopes: extrato bancário, demonstrativo para o IR, conta de luz, propaganda daquela loja maravilhosa (mas que só tem roupas para não grávidas. Aleluia! Menos uma tentação), uma fatura do cartão de crédito.
Você, proletária gestante, cabeça oca desde a adolescência, mas que continua generosamente doando neurônios para seu filho (Arthur, espero que você faça bom uso dos neurônios que estão indo para você. Um beijo, mamãe), abre a fatura e quase tem uma síncope: três dígitos antes da vírgula! Centenas de reais! Justo esse mês, justo a essa hora, justo no domingo? É muita injustiça de uma vez. Mas conta é conta, e temos de pagá-la.
Você passa a mão no telefone, liga para a operadora do cartão, pois não se lembra de que compra cara foi essa e, quando a mocinha atende, depois de meia hora de musiquinha e "não desligue, sua ligação é muito importante para nós", você lê que a fatura venceu em março de 2011.
Pânico. Choro. Angústia. Sofrimento.
A mocinha fala seu saldo devedor: zero reais e trinta e oito centavos.
Oi?
Cai, magicamente, um papelzinho de caixa eletrônico: você pagou a fatura monumental de março de 2011 em março de 2011. E deve, em março de 2012, apenas trinta e oito centavos para o cartão de crédito.
Podem falar: minha semana promete, né, não?
domingo, 11 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
O lado bom da ignorância alheia
Desde que me entendo por mulher discuto o assunto parto. Me interessei cedo pelo tema e li muito sobre muitas coisas. Não sei tudo, é claro, e tenho outros interesses na vida. Mas sempre posso contar com minha capacidade crítica para avaliar e reavaliar questões que desconheço ou de que sei pouco.
Dito isto, conto que quando engravidei já tinha decidido que não contaria a ninguém (ou a quase ninguém) antes de completar meus três meses de segurança. Eu precisava gestar minha gravidez, precisava do meu tempo e do meu espaço respeitados para que eu me acostumasse com a ideia de ter sob minha total responsabilidade a nutrição uma vida pelos próximos meses. Eu precisava desse tempo. Eu sabia, sempre soube, e fico muito grata a mim mesma (e ao marido também, claro!) por respeitar essa necessidade.
Muitas vezes me questionava como as pessoas não desconfiavam de que eu estava grávida. Não era possível que aqueles sinais absolutamente evidentes não despertassem a dúvida: seios fartos, apetite alterado, alterações de humor, corpo mudando.
Mas não. Felizes dentro de seus problemas e suas questões, amigos, parentes e colegas de trabalho me davam a benesse da ignorância alheia, e me permitiam fazer as coisas do meu jeito, sem intromissões (quem dera se ninguém nunca se metesse nas nossas vidas, não?) e atropelos. Uma delícia!
E agora, quase chegando ao último trimestre, continuo contando com a ignorância alheia para ter o sossego de que preciso.
Minto o tempo de minha gestação e simplesmente omito a informação de que existe uma Data Provável para o Parto. Ninguém sabe quando chego às quarenta semanas, porque não quero ser erroneamente questionada sobre um "prazo de validade" que só existe na cabeça dos médicos cesaristas, já que somente meu filho pode determinar (enquanto ele estiver bem, estou bem e a gravidez segue adiante! Não importa se tenho 24, 36 ou 42 semanas). Ninguém saberá quando chegar minha hora de ir para a maternidade (isso, é claro, se eu não tiver um início de trabalho de parto apoteótico, com bolsa rompendo dramaticamente na frente de público pagante, como já vi acontecer). Por que isso tudo? Porque entendo que a gravidez é o ápice da intimidade de um casal, quando todos os limites serão testados, todas as arestas serão sentidas, todas as dinâmicas serão postas a prova. Porque entendo que as pessoas, ao contrário de mim, entendem que aquela barriga que desponta funciona como um salvo-conduto para invasões de espaço. Eu nunca pedi conselhos ou opiniões, mas já escutei cada barbaridade! Desde que minha barriga é grande demais e por isso devem ter dois bebês aqui dentro, até que manter o pé na costela pode gerar uma deformidade óssea no bebê. Desde que parto normal é só para quem tem uma série de condições físicas e psicológicas (dentro das quais, claro, eu não me enquadro, e a pessoa, superboazinha, está me alertando para que eu não me iluda com um parto que não posso ter), até que se passar de quarenta semanas o bebê tem problemas porque engole líquido. É muita vontade de opinar no que não lhe diz respeito, de invadir o meu espaço só porque há uma nova configuração espacial/corporal em mim, como se a barriga avançando tomasse o espaço que, antes, era entendido como limite social.
Assim, buscando me preservar e, acima de tudo, proteger esse serzinho que se forma dentro de mim, tento transformar o lado ruim da gestação (achismos, pitacos, conselhos e preconceitos) em algo positivo, e valho-me da ignorância alheia para ir fazendo tudo do meu jeito.
E que atire a primeira pedra quem nunca mentiu (ou omitiu) por amor.
;-)
Dito isto, conto que quando engravidei já tinha decidido que não contaria a ninguém (ou a quase ninguém) antes de completar meus três meses de segurança. Eu precisava gestar minha gravidez, precisava do meu tempo e do meu espaço respeitados para que eu me acostumasse com a ideia de ter sob minha total responsabilidade a nutrição uma vida pelos próximos meses. Eu precisava desse tempo. Eu sabia, sempre soube, e fico muito grata a mim mesma (e ao marido também, claro!) por respeitar essa necessidade.
Muitas vezes me questionava como as pessoas não desconfiavam de que eu estava grávida. Não era possível que aqueles sinais absolutamente evidentes não despertassem a dúvida: seios fartos, apetite alterado, alterações de humor, corpo mudando.
Mas não. Felizes dentro de seus problemas e suas questões, amigos, parentes e colegas de trabalho me davam a benesse da ignorância alheia, e me permitiam fazer as coisas do meu jeito, sem intromissões (quem dera se ninguém nunca se metesse nas nossas vidas, não?) e atropelos. Uma delícia!
E agora, quase chegando ao último trimestre, continuo contando com a ignorância alheia para ter o sossego de que preciso.
Minto o tempo de minha gestação e simplesmente omito a informação de que existe uma Data Provável para o Parto. Ninguém sabe quando chego às quarenta semanas, porque não quero ser erroneamente questionada sobre um "prazo de validade" que só existe na cabeça dos médicos cesaristas, já que somente meu filho pode determinar (enquanto ele estiver bem, estou bem e a gravidez segue adiante! Não importa se tenho 24, 36 ou 42 semanas). Ninguém saberá quando chegar minha hora de ir para a maternidade (isso, é claro, se eu não tiver um início de trabalho de parto apoteótico, com bolsa rompendo dramaticamente na frente de público pagante, como já vi acontecer). Por que isso tudo? Porque entendo que a gravidez é o ápice da intimidade de um casal, quando todos os limites serão testados, todas as arestas serão sentidas, todas as dinâmicas serão postas a prova. Porque entendo que as pessoas, ao contrário de mim, entendem que aquela barriga que desponta funciona como um salvo-conduto para invasões de espaço. Eu nunca pedi conselhos ou opiniões, mas já escutei cada barbaridade! Desde que minha barriga é grande demais e por isso devem ter dois bebês aqui dentro, até que manter o pé na costela pode gerar uma deformidade óssea no bebê. Desde que parto normal é só para quem tem uma série de condições físicas e psicológicas (dentro das quais, claro, eu não me enquadro, e a pessoa, superboazinha, está me alertando para que eu não me iluda com um parto que não posso ter), até que se passar de quarenta semanas o bebê tem problemas porque engole líquido. É muita vontade de opinar no que não lhe diz respeito, de invadir o meu espaço só porque há uma nova configuração espacial/corporal em mim, como se a barriga avançando tomasse o espaço que, antes, era entendido como limite social.
Assim, buscando me preservar e, acima de tudo, proteger esse serzinho que se forma dentro de mim, tento transformar o lado ruim da gestação (achismos, pitacos, conselhos e preconceitos) em algo positivo, e valho-me da ignorância alheia para ir fazendo tudo do meu jeito.
E que atire a primeira pedra quem nunca mentiu (ou omitiu) por amor.
;-)
sexta-feira, 2 de março de 2012
Eu mereço
Estávamos eu, Arthur e as pessoas nada velhinhas que fazem hidroginástica comigo sacolejando na piscina. Normalmente, filhote fica quietinho, aproveitando o embalar que os exercícios devem proporcionar e curtindo a liberação de endorfinas. (Não dorme, eu acho, mas fica tranquilo, dando discretos chutinhos, pulinhos e cotoveladas na mamãe aqui.) Daí, no meio da aula, o professor gritou, numa linda competição com a música do Seu Jorge: todo mundo chutando, assim, ó. E todos chutaram, inclusive Arthur, fazendo sua própria hidroginástica aqui dentro da minha pança.
♥
Como marido malha a poucos metros, em uma sala com vista para a piscina, olhei imediatamente para ele, toda boba, sorrindo. Ele me lançou um sorriso lindo de volta e eu precisei me concentrar novamente na aula.
Depois da chuveirada, fui ter com ele:
- Você viu que eu sorri no meio da aula?
- Sim. Foi engraçado, né?
- O quê? Você nem sabe por que eu estava sorrindo...
- Ué, não foi por causa da sua touca, que te deixou a cara da Mamãe Smurf?
Eu mereço, né?
♥
Como marido malha a poucos metros, em uma sala com vista para a piscina, olhei imediatamente para ele, toda boba, sorrindo. Ele me lançou um sorriso lindo de volta e eu precisei me concentrar novamente na aula.
Depois da chuveirada, fui ter com ele:
- Você viu que eu sorri no meio da aula?
- Sim. Foi engraçado, né?
- O quê? Você nem sabe por que eu estava sorrindo...
- Ué, não foi por causa da sua touca, que te deixou a cara da Mamãe Smurf?
Eu mereço, né?
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Ops!
Você sabe que o terceiro (e último) trimestre da gravidez se aproxima quando você compra um copinho de Matte e o prazo de validade da bebida é maior que o da sua barriga.
o.O
o.O
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Umbigo, centro do universo
Taí uma coisa que nunca me contaram sobre a gravidez (e olha, minha gente, que eu já li foi muito livro, blog e relato e já ouvi muita história bizarra nessa vida!): a barriga cresce e você sente para onde ela está indo.
Ok, agora, lendo o que acabei de escrever, penso que talvez nunca tenha lido ou ouvido a respeito porque é uma coisa bastante óbvia. Mas acho interessante registrar, até porque há de ter uma distraída que, como eu, só vai notar essa obviedade quando ler este post.
Eu sempre fui muito atenta ao meu corpo. Sabia onde ficavam meus órgãos (e espero que depois da gestação eu volte a dominar esse importante conhecimento), sabia quando alguma coisa boa ou ruim estava acontecendo, conhecia cada sinal e indicação que meu corpo me dava. Ficar grávida foi, inclusive, consequência desse pitoresco autoconhecimento (digo pitoresco porque muita gente boa que fica sabendo dessa minha habilidade passa a me olhar como se eu fosse de outro planeta. Logo, imagino que não seja muito comum conhecer tão bem o que vai por dentro).
Acontece que eu nunca tinha experimentado um crescimento (exacerbado) da barriga, e muito menos em tempo recorde! Assim, achei estranho e angustiante quando senti pela primeira vez a pele repuxar e coçar. Tasquei cremes e óleos porque me avisaram que lá vinham as estrias, mas continuei a observar as sensações que experimentava. Bom, comigo, a barriga cresceu primeiro como se fosse uma linda pelanca logo abaixo da linha do umbigo. Perguntei para a médica: isso aqui é pelanca ou neném? Era neném. E aí, minha pele começou a esticar na altura do osso pélvico. Tirei uma foto da barriga e, um tempinho depois, voilà! A pelanca havia se arredondado e não havia mais dúvidas de que aquilo ali era neném. Agora, o estirão está acontecendo logo abaixo das costelas, e mais uma vez as fotos não negam: Arthur já domina a parte da minha barriga que outrora foi lar do meu estômago (que deve ter tirado umas férias, porque, sinceramente, não consigo visualizar onde foram parar TODOS os meus órgãos aqui dentro. Toda minha circunferência abdominal é território do Arthur, que se mexe e pula em todas as direções!).
E aí eu constato que, enquanto muitas grávidas usam a afirmação "meu umbigo é o centro do universo" como uma metáfora completa, para mim, a parte metafórica resume-se apenas ao universo. É que eu realmente sinto meu umbigo e toda minha barriga crescendo, se esticando e tentando se acomodar à gravidez. E aí eu logo concluo que é, no mínimo, curioso que eu saiba onde está meu umbigo (e para onde ele está se encaminhando!) enquanto isso me pergunto: onde estarará meu estômago?
Ok, agora, lendo o que acabei de escrever, penso que talvez nunca tenha lido ou ouvido a respeito porque é uma coisa bastante óbvia. Mas acho interessante registrar, até porque há de ter uma distraída que, como eu, só vai notar essa obviedade quando ler este post.
Eu sempre fui muito atenta ao meu corpo. Sabia onde ficavam meus órgãos (e espero que depois da gestação eu volte a dominar esse importante conhecimento), sabia quando alguma coisa boa ou ruim estava acontecendo, conhecia cada sinal e indicação que meu corpo me dava. Ficar grávida foi, inclusive, consequência desse pitoresco autoconhecimento (digo pitoresco porque muita gente boa que fica sabendo dessa minha habilidade passa a me olhar como se eu fosse de outro planeta. Logo, imagino que não seja muito comum conhecer tão bem o que vai por dentro).
Acontece que eu nunca tinha experimentado um crescimento (exacerbado) da barriga, e muito menos em tempo recorde! Assim, achei estranho e angustiante quando senti pela primeira vez a pele repuxar e coçar. Tasquei cremes e óleos porque me avisaram que lá vinham as estrias, mas continuei a observar as sensações que experimentava. Bom, comigo, a barriga cresceu primeiro como se fosse uma linda pelanca logo abaixo da linha do umbigo. Perguntei para a médica: isso aqui é pelanca ou neném? Era neném. E aí, minha pele começou a esticar na altura do osso pélvico. Tirei uma foto da barriga e, um tempinho depois, voilà! A pelanca havia se arredondado e não havia mais dúvidas de que aquilo ali era neném. Agora, o estirão está acontecendo logo abaixo das costelas, e mais uma vez as fotos não negam: Arthur já domina a parte da minha barriga que outrora foi lar do meu estômago (que deve ter tirado umas férias, porque, sinceramente, não consigo visualizar onde foram parar TODOS os meus órgãos aqui dentro. Toda minha circunferência abdominal é território do Arthur, que se mexe e pula em todas as direções!).
E aí eu constato que, enquanto muitas grávidas usam a afirmação "meu umbigo é o centro do universo" como uma metáfora completa, para mim, a parte metafórica resume-se apenas ao universo. É que eu realmente sinto meu umbigo e toda minha barriga crescendo, se esticando e tentando se acomodar à gravidez. E aí eu logo concluo que é, no mínimo, curioso que eu saiba onde está meu umbigo (e para onde ele está se encaminhando!) enquanto isso me pergunto: onde estarará meu estômago?
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
O ex-glamour da sílfide
Lembram do drama da calça para gestante que me coubesse? Então, ele continua. Apesar de ter encontrado uma calça jeans para gestante que não parecesse um saco de batatas com um meeeega elástico na cintura, não pude comprá-la. É que eu sou pequena. E não meço, portanto, o 1,70m de que precisaria* para vestir aquela calça corsário. Mas sigo na luta e com grandes esperanças de encontrar uma calça sem gambiarra (veja foto abaixo) que caiba em mim.

Dito isto, informo que há algumas semanas comprei uma calça.
Novinha. Linda. Jeans!
Confesso que fiquei horas pensando sobre minha compra, agarrada à calça, dentro da loja, com ares de maluca. Matutava sobre as contas do mês (porque dezembro é aquela alegria e janeiro e feveiro a maior depressão financeira, né?) e sobre se valia a pena comprar a tal calça.
Achei que sim, por dois motivos. O primeiro e mais importante é que eu fiz um trabalhinho extra neste mês e o dinheiro que deve entrar é bem próximo ao valor da calça. Além disso, a loja onde eu consigo roupas no meu número estava em promoção e a calça era lindíssima, estava em conta e vestiu super bem. Ao menos nas pernas e quadris, né?
Passei o cartão, fiquei felizona e saí quase saltitante da loja.
Mas aí, veio me dar os parabéns pela jogada de mestre aquela vozinha chata que habita em mim: que maravilha! Você acaba de comprar, com o dinheiro que vai entrar só mês que vem, uma calça que só deve poder usar (sendo bem otimista) daqui a pelo menos 7 meses.
É muito glamour, minha gente!
Enquanto isso, só a gambiarra salva meu guarda-roupa.
*Não gosto quando uso calça corsário. Me sinto "encurtada" pela barra no meio da canela.
Dito isto, informo que há algumas semanas comprei uma calça.
Novinha. Linda. Jeans!
Confesso que fiquei horas pensando sobre minha compra, agarrada à calça, dentro da loja, com ares de maluca. Matutava sobre as contas do mês (porque dezembro é aquela alegria e janeiro e feveiro a maior depressão financeira, né?) e sobre se valia a pena comprar a tal calça.
Achei que sim, por dois motivos. O primeiro e mais importante é que eu fiz um trabalhinho extra neste mês e o dinheiro que deve entrar é bem próximo ao valor da calça. Além disso, a loja onde eu consigo roupas no meu número estava em promoção e a calça era lindíssima, estava em conta e vestiu super bem. Ao menos nas pernas e quadris, né?
Passei o cartão, fiquei felizona e saí quase saltitante da loja.
Mas aí, veio me dar os parabéns pela jogada de mestre aquela vozinha chata que habita em mim: que maravilha! Você acaba de comprar, com o dinheiro que vai entrar só mês que vem, uma calça que só deve poder usar (sendo bem otimista) daqui a pelo menos 7 meses.
É muito glamour, minha gente!
Enquanto isso, só a gambiarra salva meu guarda-roupa.
*Não gosto quando uso calça corsário. Me sinto "encurtada" pela barra no meio da canela.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Carrinho, carinho e carinho
Ô coisa cara que é um carrinho! Tanto que se pode, inclusive, dizer que é o primeiro possante do Arthur, já que o carrinho dele custa quase a mesma coisa que o nosso carrinho (um Fusca, para quem não se lembra).
Sorte minha que esse carrinho super carinho foi um presente. Presentaço! Principalmente porque veio cheio de carinho e amor. É, com certeza, um dos itens mais viajados do enxoval: Nova York, Indiana*, São Paulo, Rio. Comprado pela internet, enviado para a casa da melhor amiga, trazido em uma visita ao Brasil e entregue depois de um outro amigo se dispor a transportá-lo, o carrinho chegou chegando e me deixou muito feliz - até porque sua chegada coincidiu com o importante marco de "viável" da gravidez, sobre o qual queria falar, mas não sei como. Talvez seja melhor apenas dizer que estou feliz e confiante, porque, afinal, meu bebê agora é viável e vencemos mais uma etapa rumo a um nascimento digno, saudável e emocionante.
Ele (o carrinho, é claro) é lindo, azul, prático, mas, sinceramente, o pessoal da Itália não é muito bom de desenho, né? É que um carrinho tão bacana e cheio de design famoso merecia ter um manual de instruções que realmente instruísse e tivesse ilustrações mais claras. Bom, vai ver é uma estratégia da Europa para promover a integração social e o desenvolvimento econômico: compre um carrinho com design italiano e vá para a Sorbonne aprender como montá-lo.
*Eu sei que Indiana é estado, mas quis preservar a cidade e a privacidade de quem me deu o presente.
Sorte minha que esse carrinho super carinho foi um presente. Presentaço! Principalmente porque veio cheio de carinho e amor. É, com certeza, um dos itens mais viajados do enxoval: Nova York, Indiana*, São Paulo, Rio. Comprado pela internet, enviado para a casa da melhor amiga, trazido em uma visita ao Brasil e entregue depois de um outro amigo se dispor a transportá-lo, o carrinho chegou chegando e me deixou muito feliz - até porque sua chegada coincidiu com o importante marco de "viável" da gravidez, sobre o qual queria falar, mas não sei como. Talvez seja melhor apenas dizer que estou feliz e confiante, porque, afinal, meu bebê agora é viável e vencemos mais uma etapa rumo a um nascimento digno, saudável e emocionante.
Ele (o carrinho, é claro) é lindo, azul, prático, mas, sinceramente, o pessoal da Itália não é muito bom de desenho, né? É que um carrinho tão bacana e cheio de design famoso merecia ter um manual de instruções que realmente instruísse e tivesse ilustrações mais claras. Bom, vai ver é uma estratégia da Europa para promover a integração social e o desenvolvimento econômico: compre um carrinho com design italiano e vá para a Sorbonne aprender como montá-lo.
*Eu sei que Indiana é estado, mas quis preservar a cidade e a privacidade de quem me deu o presente.
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