Casa da sogra. Madrugada.37 semanas + 3 dias.
02h43
02h52
03h02
E tome contração dolorida.
Acorda o marido porque, além das dores, sinto um enjoo desgraçado.
Ficou nervoso(a)? Nós também. Mas não é/era nada. Só mais um dia de fortes emoções na vida de uma grávida na reta final.
Resultado? Bora aproveitar a insônia (do enjoo e do susto) para terminar o último trabalho pré-baby e, então, aninhar e curtir os últimos dias de barrigão e vida a (apenas) dois.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Ah, a progesterona!
Se existe um hormônio delícia nessa vida é a progesterona. Ainda não provei a ocitocina matadora, é verdade, mas a progesterona está causando nesta gravidez.
Logo no comecinho, nas primeiras semanas, me fez cair de sono pelos cantos e sentir um enjoo contínuo e insuperável. No segundo trimestre deu uma folguinha, porque seriam muitas emoções, afinal. E agora, no terceiro e último trimestre, além de ter trazido os enjoos de volta às paradas de sucesso, ainda me faz esquecer tudo. No trabalho, preciso anotar tudo, e outro dia enviei um documento para a pessoa que havia acabado de me mandar o envelope. Se eu trabalhasse nos Correios, isso equivaleria a enviar a carta ao remetente, e não ao destinatário. Também tenho ficado lenta, no melhor estilo 486, e tarefas simples demandam um esforço mental e um tempo de planejamento enormes. E para completar a alegria, a progesterona tem me feito dormir pesado, e então eu chego atrasada todos os dias, e esqueço carteira em casa, esqueço que comprei um produto pela internet e fico muito surpresa quando ele chega na minha portaria, esqueço que marquei compromissos sociais e esqueço tudo o que não tem a ver com meu filho.
É um hormônio muito doido e com frequência bem incômodo, mas ao qual tenho sido muito grata. É que nessa vida louca e estressante de múltipla jornada que levamos, é graças à progesterona que me lembro de que preciso prestar atenção ao meu umbigo (e ao que vai por debaixo dele, principalmente) e também é preciso ir com mais vagar e cuidado, não porque haja algum problema, mas porque tudo o que é delicado e sensível merece um carinho a mais.
Agora, minha gente, falta pouco! O contador ali embaixo marca 36 semanas, e a partir de sábado meu filhote não é mais prematuro!
Torçam comigo!
=)
Logo no comecinho, nas primeiras semanas, me fez cair de sono pelos cantos e sentir um enjoo contínuo e insuperável. No segundo trimestre deu uma folguinha, porque seriam muitas emoções, afinal. E agora, no terceiro e último trimestre, além de ter trazido os enjoos de volta às paradas de sucesso, ainda me faz esquecer tudo. No trabalho, preciso anotar tudo, e outro dia enviei um documento para a pessoa que havia acabado de me mandar o envelope. Se eu trabalhasse nos Correios, isso equivaleria a enviar a carta ao remetente, e não ao destinatário. Também tenho ficado lenta, no melhor estilo 486, e tarefas simples demandam um esforço mental e um tempo de planejamento enormes. E para completar a alegria, a progesterona tem me feito dormir pesado, e então eu chego atrasada todos os dias, e esqueço carteira em casa, esqueço que comprei um produto pela internet e fico muito surpresa quando ele chega na minha portaria, esqueço que marquei compromissos sociais e esqueço tudo o que não tem a ver com meu filho.
É um hormônio muito doido e com frequência bem incômodo, mas ao qual tenho sido muito grata. É que nessa vida louca e estressante de múltipla jornada que levamos, é graças à progesterona que me lembro de que preciso prestar atenção ao meu umbigo (e ao que vai por debaixo dele, principalmente) e também é preciso ir com mais vagar e cuidado, não porque haja algum problema, mas porque tudo o que é delicado e sensível merece um carinho a mais.
Agora, minha gente, falta pouco! O contador ali embaixo marca 36 semanas, e a partir de sábado meu filhote não é mais prematuro!
Torçam comigo!
=)
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Medinho
Eu tenho um medo.
E nem sou Cecília Meireles.
Na verdade, tenho vários medos. De todos os tamanhos, formatos, cores e intensidades. Alguns são imensos, imobilizadores, aterrorizantes. Mas outros, são medinhos bobos, engraçados até.
Acho que toda grávida tem muitos medos. Aliás, todas as pessoas têm muitos medos, mas as grávidas se sentem responsáveis por aquela vidinha que vem surgindo e sentem mais medo que as demais pessoas (exceto, é claro, as mães e os pais). Então que eu resolvi vir aqui para falar de um medinho fútil e bocó que tenho. Não me condenem: lembrem-se de que estou inundada de hormônios que me deixam mais louca que o Bozo numa rave, tá?
Eu tenho medo de que meu filho seja feio. Feio de eu mesma admitir. Um lado meu me consola: se ele for feio você vai amá-lo do mesmo jeito, o que importa é ter saúde, ele pode nascer feio e inteligente, a cura da Aids não está atrelada à beleza da pessoa, o Collor era considerado bonitão e deu no que deu (estou denunciando minha idade, né?). Enfim, vários argumentos lógicos. E eu sei que o medo maior, de verdade, é com o caráter, a saúde e a felicidade do meu rebento, mas eu avisei que o medo era fútil, bocó e hormonalmente influenciado, não avisei?
Pula uma linha.
Esta semana, no trabalho, uma amiga me apresentou a um estúdio que faz umas produções tããão fofas com recém-nascidos (de 5 a 15 dias de vida!) e eu fiquei louca. Não fiz quartinho mega-produzido, não quis a mala XPTO e não surtei nas roupinhas (na verdade, ganhei quase tudo, muito feliz e satisfeita). Então que eu posso surtar no parto (e fazer tudo particular) e no sonho de fazer um albinho fofo e profissional com meu filhote recém-nascido. Eu posso porque eles parcelam em 10X no cartão, realidade viável para a classe média remediada de que faço parte. Daí me animei, mandei mensagem para o marido, que embarcou comigo nessa loucurinha (será a Síndrome de Couvade?) e, em meio a tanta alegria, euforia e fofura prévia, bateu o medinho. Na verdade, bateu o medinho (fútil, bocó e hormonal) e a vergonha.
É que eu não tive coragem de mandar o e-mail que montei, perguntando se meu bebê nascer feio eles cancelam o contrato e devolvem o dinheiro.
Espero que essa gravidez termine antes que os hormônios acabem com minha reputação de pessoa socialmente adaptada.
E nem sou Cecília Meireles.
Na verdade, tenho vários medos. De todos os tamanhos, formatos, cores e intensidades. Alguns são imensos, imobilizadores, aterrorizantes. Mas outros, são medinhos bobos, engraçados até.
Acho que toda grávida tem muitos medos. Aliás, todas as pessoas têm muitos medos, mas as grávidas se sentem responsáveis por aquela vidinha que vem surgindo e sentem mais medo que as demais pessoas (exceto, é claro, as mães e os pais). Então que eu resolvi vir aqui para falar de um medinho fútil e bocó que tenho. Não me condenem: lembrem-se de que estou inundada de hormônios que me deixam mais louca que o Bozo numa rave, tá?
Eu tenho medo de que meu filho seja feio. Feio de eu mesma admitir. Um lado meu me consola: se ele for feio você vai amá-lo do mesmo jeito, o que importa é ter saúde, ele pode nascer feio e inteligente, a cura da Aids não está atrelada à beleza da pessoa, o Collor era considerado bonitão e deu no que deu (estou denunciando minha idade, né?). Enfim, vários argumentos lógicos. E eu sei que o medo maior, de verdade, é com o caráter, a saúde e a felicidade do meu rebento, mas eu avisei que o medo era fútil, bocó e hormonalmente influenciado, não avisei?
Pula uma linha.
Esta semana, no trabalho, uma amiga me apresentou a um estúdio que faz umas produções tããão fofas com recém-nascidos (de 5 a 15 dias de vida!) e eu fiquei louca. Não fiz quartinho mega-produzido, não quis a mala XPTO e não surtei nas roupinhas (na verdade, ganhei quase tudo, muito feliz e satisfeita). Então que eu posso surtar no parto (e fazer tudo particular) e no sonho de fazer um albinho fofo e profissional com meu filhote recém-nascido. Eu posso porque eles parcelam em 10X no cartão, realidade viável para a classe média remediada de que faço parte. Daí me animei, mandei mensagem para o marido, que embarcou comigo nessa loucurinha (será a Síndrome de Couvade?) e, em meio a tanta alegria, euforia e fofura prévia, bateu o medinho. Na verdade, bateu o medinho (fútil, bocó e hormonal) e a vergonha.
É que eu não tive coragem de mandar o e-mail que montei, perguntando se meu bebê nascer feio eles cancelam o contrato e devolvem o dinheiro.
Espero que essa gravidez termine antes que os hormônios acabem com minha reputação de pessoa socialmente adaptada.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Pressão
Quisera eu falar da pressão arterial ou da pressão que se sente durante contrações. Minha pressão do dia diz respeito ao difícil jogo de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, que todas as mulheres conhecem beeeem melhor que os homens, sobretudo quando engravidam.
Essa semana as coisas estão tensas. Meu coração (literalmente, o órgão) tem achado a gravidez uma coisa meio ruinzinha, e por isso, tome falta de ar. Minha médica diz que não há o que se possa fazer, a não ser diminuir o ritmo. Ontem, fui na consulta com minha enfermeira obstétrica e ela me disse que eu deveria diminuir o ritmo. Hoje eu cheguei no trabalho e fui avisada de que deveria aumentar (e muito!) o ritmo.
Como conciliar? Como fazer uma empresa entender que sua vida e seu corpo estão em outro ritmo, e que não se trata de corpo mole, de preguiça ou de malandragem? Como fazer com que uma pessoa que nunca engravidou entenda o tamanho da exaustão que enfrento diariamente? Como fazer se lá em casa dependemos também do meu trabalho para pagar as contas? Como não ficar estressada, tendo de escolher entre imprimir um ou outro ritmo na vida?
Vamos ver até quando e como vou levando essa vida pressionada, tentando encontrar o equilíbrio impossível de conciliar, em apenas 24h, vidas que precisam, cada uma, de 24h.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Ser grávida é...
... usar uma calça vermelha, ir fazer xixi e ficar apavorada com o vermelho que sai no papel higiênico. Ao perceber que se trata de tinta da calça nova, fica feliz, em vez de xingar muito no twitter a confecção, porque não se trata de trabalho de parto prematuro.
sábado, 21 de abril de 2012
Arthur encaixou
Desde anteontem (dia 19 de abril) sinto o Arthur encaixadinho, se preparando, como a mamãe, para o parto que se aproxima.
Os dias têm sido complicados porque preciso resolver umas questões profissionais antes de sair de licença-maternidade e, para completar, deixei para última hora a to do list do quartinho e das comprinhas. É que eu tenho preguiça e não sou daquelas que ficam loucas por comprar. Confesso que estava muito mais focada na questão parto e preparação da mente para a chegada do meu rapaz que preocupada com a decoração do quartinho.
Mas agora parece que as coisas estão se encaminhando. O bercinho está montado (mas já está há um tempão!), compramos a cômoda, a cadeira de amamentação, o trocador, a almofada de amamentação e já temos montadinho o carrinho. Kit berço, banheira, abajur, roupinhas e algumas fraldas e brinquedinhos também já estão a postos. Faltam-nos, porém, a cadeirinha/bebê conforto, a roupinha especial do primeiro dia de vida (é a minha surtação de grávida - que toda grávida tem, né? Aquela coisa com que a gente cisma e precisa comprar de qualquer maneira, mesmo que não seja a coisa mais prática ou útil, e a minha encasquetação é um body de tecido de bambu, bem molinho, confortável e ecológico), toda a decoração do quartinho (acho que comprei coisas que combinam minimamente entre si, mas não tive tempo, paciência ou dinheiro para coordenar tudo), fraldas de pano, de boca e toalhas, os lençóis e cueiros (que eu mesma vou costurar), as bolsas e malas, a lixeirinha e a garrafa térmica, aqueles potinhos de colocar algodão e gaze, e tempo.
Caros leitores, como me falta tempo! Tempo e ar: as faltas de ar melhoraram, mas não passaram. E somada à falta de tempo, às pendências profissionais, ao tanto de coisa que ainda me falta arrumar e organizar (alguém se candidata a me ajudar com os duzentos zilhões de microcoisinhas que preciso lavar?) e à enrolação natural desta que vos escreve, só consigo pensar que estar com 33 semanas é assustador.
Enfim, esse post vai sem graça mesmo, nesse atropelo de ideias e listagens, porque hoje é sábado, amanhã é domingo e, como dizia o poeta, a vida vem em ondas como o mar (e não, não estou falando do bobão do Lulu). A onda do momento é terminar um trabalho enooorme, a de amanhã será, fatalmente, sentar e organizar o que falta e quando e como resolver essas pendências.
Torçam por mim!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Rapidinho
Vou passar rapidinho por aqui. Para agradecer os comentários e a compreensão. Para dizer que ainda fico surpresa por vocês aparecerem por aqui, mesmo com minhas abduções frequentes.
E se eu passar bem rapidinho, vocês nem vão notar minha barriga tendo contrações de BH (e me deixando com a barriga durinha que eu sempre sonhei ter), nem minha pele do rosto, que decidiu desabrochar em pontinhos vermelhos e micro-espinhas, muito menos que eu tô ofegante, mas tão ofegante que daqui a pouco me perguntam se fiquei gaga com a gravidez.
Só que aí eu me lembro que estou lenta, pesadona, andando feito uma pata asmática e que ser rápida não está entre minhas habilidades gravídicas. E sem contar que se eu insistir e passar rápido, desmaio (sim, de novo, minha gente!). E aí, queridos, deitada no chão vai dar para ver com muitos detalhes minha GIGANTE ansiedade pelo parto.
Por isso que eu passo rapidinho, mas cuidando para não desabar.
E se eu passar bem rapidinho, vocês nem vão notar minha barriga tendo contrações de BH (e me deixando com a barriga durinha que eu sempre sonhei ter), nem minha pele do rosto, que decidiu desabrochar em pontinhos vermelhos e micro-espinhas, muito menos que eu tô ofegante, mas tão ofegante que daqui a pouco me perguntam se fiquei gaga com a gravidez.
Só que aí eu me lembro que estou lenta, pesadona, andando feito uma pata asmática e que ser rápida não está entre minhas habilidades gravídicas. E sem contar que se eu insistir e passar rápido, desmaio (sim, de novo, minha gente!). E aí, queridos, deitada no chão vai dar para ver com muitos detalhes minha GIGANTE ansiedade pelo parto.
Por isso que eu passo rapidinho, mas cuidando para não desabar.
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