Sabem o que é legal de ser uma mãe que trabalha fora?
É virar para as pessoas que trabalham com você, e que estão sobrecarregadas (igualzinho a você), e perguntar:
- Não vai dar tempo de terminar o projeto? E o que vocês fazem entre meia-noite e seis da manhã? Porque eu amamento, troco fralda...
tsss-tsss-tá!
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Nasce uma mãe, nasce uma mãe...
Já ouviram aquele ditado "Nasce uma mãe, nasce uma culpada"? Pois é, aqui em casa ele ficou meio tautológico: "Nasce uma mãe, nasce uma mãe." A nova mãe, no caso eu, ganhou ares de mãe... Dinah (lembram dela?). Ou, para os menos esotéricos, a nova mãe, que ainda sou eu, ganhou ares da própria mãe.
Tá confuso? Vou explicar.
Minha mãe sempre falava: "Minha filha, pega o guarda-chuva que o tempo vai virar!" Eu olhava aquele solzão lá fora e ria internamente da previsão desastrosa da minha mãe. Porém, quando chegava em casa, invariavelmente, estava encharcada pelo temporal de verão (não importando a estação do ano) que havia caído e para o qual eu, é óbvio, não estava preparada. Eu achava isso um pé no saco, porque as coisas iam muito bem, até que minha mãe fazia previsões para meu dia e tudo mudava e acontecia. Uruca das urucas!
Então que eu descobri que deve ser um dom materno. Sabem o famoso "instinto materno"? Deve ser, na verdade, "visão futurística materna", porque aqui em casa eu ando arrasando nas previsões!
Cena 1
Marido sai de casa com rebento no sling e guarda-chuva na mão.
- Amor, tá indo? Olha, cuidado para não esquecer esse guarda-chuva, viu? Eu adoro ele e vou ficar triste se você perdê-lo.
Ao que ele responde:
- Claro, pode deixar.
Meia hora mais tarde, voltam: marido, filhote e sling. Meu guarda-chuva azul de bolinhas brancas está protegendo algum espertinho que o achou na agência dos Correios onde meu marido o deixou.
Cena 2
Marido vai ferver as mamadeiras carérrimas do bebê. Eu vejo a panela e aviso:
- Olha, não é por nada, não, mas acho que você deveria colocar mais água quando fosse ferver as mamadeiras, porque se você esquece e deixa passar os 5 minutos de fervura, corre o risco de estragar a mamadeira.
Pelo menos salvamos a panela!
Cena 3
Marido recebe café na cama (<3). Eu aviso:
- Chega mais para o lado porque Arthur pode chutar sua xííííííícara...
Adivinha quem vai dormir no colchão cheio de café?
Tô pensando em abrir uma tenda aqui na portaria do prédio e faturar uma graninha. Por enquanto, está fácil. Vamos ver se eu acerto é a sequência da Mega Sena da Virada.
(Pensando bem agora, o título do post poderia ser "Nasce uma mãe, nasce uma f***ing b**ch", porque ô previsõezinhas chatas e agourentas, né?)
Tá confuso? Vou explicar.
Minha mãe sempre falava: "Minha filha, pega o guarda-chuva que o tempo vai virar!" Eu olhava aquele solzão lá fora e ria internamente da previsão desastrosa da minha mãe. Porém, quando chegava em casa, invariavelmente, estava encharcada pelo temporal de verão (não importando a estação do ano) que havia caído e para o qual eu, é óbvio, não estava preparada. Eu achava isso um pé no saco, porque as coisas iam muito bem, até que minha mãe fazia previsões para meu dia e tudo mudava e acontecia. Uruca das urucas!
Então que eu descobri que deve ser um dom materno. Sabem o famoso "instinto materno"? Deve ser, na verdade, "visão futurística materna", porque aqui em casa eu ando arrasando nas previsões!
Cena 1
Marido sai de casa com rebento no sling e guarda-chuva na mão.
- Amor, tá indo? Olha, cuidado para não esquecer esse guarda-chuva, viu? Eu adoro ele e vou ficar triste se você perdê-lo.
Ao que ele responde:
- Claro, pode deixar.
Meia hora mais tarde, voltam: marido, filhote e sling. Meu guarda-chuva azul de bolinhas brancas está protegendo algum espertinho que o achou na agência dos Correios onde meu marido o deixou.
Cena 2
Marido vai ferver as mamadeiras carérrimas do bebê. Eu vejo a panela e aviso:
- Olha, não é por nada, não, mas acho que você deveria colocar mais água quando fosse ferver as mamadeiras, porque se você esquece e deixa passar os 5 minutos de fervura, corre o risco de estragar a mamadeira.
Pelo menos salvamos a panela!
Cena 3
Marido recebe café na cama (<3). Eu aviso:
- Chega mais para o lado porque Arthur pode chutar sua xííííííícara...
Adivinha quem vai dormir no colchão cheio de café?
Tô pensando em abrir uma tenda aqui na portaria do prédio e faturar uma graninha. Por enquanto, está fácil. Vamos ver se eu acerto é a sequência da Mega Sena da Virada.
(Pensando bem agora, o título do post poderia ser "Nasce uma mãe, nasce uma f***ing b**ch", porque ô previsõezinhas chatas e agourentas, né?)
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
A volta ao trabalho em números
165 dias de afastamento
576 mensagens não lidas no e-mail da empresa
4 novas contratações
1 demissão
1.587,54 de saldo negativo no banco
2 dias para depositarem o décimo terceiro
2 dias para os vencimentos todos, que levarão embora meu décimo terceiro
3 frilas na sequência
380 ml ordenhados por dia
450 ml mamados na mamadeira por Arthur a cada dia (façam as contas e chorem comigo)
250,00 numa nova bombinha elétrica
80,73 num brinquedinho novo para o pequeno
4 horas, em média, que vejo meu filho acordado
1 mamadeira queimada
1 mamadeira na ativa
4 horas, em média, de sono diário
Fora isso, tudo muito bom, tudo muito bem. E uma saudade imensa do meu bebê!
576 mensagens não lidas no e-mail da empresa
4 novas contratações
1 demissão
1.587,54 de saldo negativo no banco
2 dias para depositarem o décimo terceiro
2 dias para os vencimentos todos, que levarão embora meu décimo terceiro
3 frilas na sequência
380 ml ordenhados por dia
450 ml mamados na mamadeira por Arthur a cada dia (façam as contas e chorem comigo)
250,00 numa nova bombinha elétrica
80,73 num brinquedinho novo para o pequeno
4 horas, em média, que vejo meu filho acordado
1 mamadeira queimada
1 mamadeira na ativa
4 horas, em média, de sono diário
Fora isso, tudo muito bom, tudo muito bem. E uma saudade imensa do meu bebê!
sábado, 17 de novembro de 2012
5 meses de todo o amor
Arthur, meu filho, se eu precisasse te dar apenas um único conselho nesta vida, eu diria: nunca duvide do poder do amor.
Você nasceu do amor, cresceu no amor e foi parido com amor. Todo o amor: ocitocina. Diariamente renovo minhas embebedações de amor na amamentação, que só foi possível graças ao amor, e que se reproduz num ciclo louco, em que você cresce, e quanto maior fica, mais ama, é amado e cativa amor. Quando amamento, sou o amor.
Então, meu filho, na dúvida, ame. Na dor, ame. No desespero, ame. Na alegria, ame. São, feliz, satisfeito, ame. E se canse. E recomece tudo de novo quando nada mais fizer sentido ou tudo parecer muito complicado. Recomece a amar, ou nunca deixe de amar.
Mamãe está encantada com você, pois você me ensinou novas maneiras de amar, e que tudo de que precisamos nessa vida é sermos aceitos do jeitinho que somos. Nem mais, nem menos. Por isso, meu filho, eu torço para você conseguir amar, inclusive, a si mesmo. Porque é tarefa dura nessa vida conviver tão intimamente com sentimentos pouco nobres ou pensamentos doloridos e, ainda assim, amar. Se amar.
Eu acredito no amor, filho. Acho que ele não basta, mas é o melhor ponto de partida e a melhor linha de chegada. Se você souber amar, se você conseguir amar, meu filho, a vida fará sentido, porque só se entregando é que você consegue receber sua parte.
Há exatos cinco meses, sou toda amor.
Você nasceu do amor, cresceu no amor e foi parido com amor. Todo o amor: ocitocina. Diariamente renovo minhas embebedações de amor na amamentação, que só foi possível graças ao amor, e que se reproduz num ciclo louco, em que você cresce, e quanto maior fica, mais ama, é amado e cativa amor. Quando amamento, sou o amor.
Então, meu filho, na dúvida, ame. Na dor, ame. No desespero, ame. Na alegria, ame. São, feliz, satisfeito, ame. E se canse. E recomece tudo de novo quando nada mais fizer sentido ou tudo parecer muito complicado. Recomece a amar, ou nunca deixe de amar.
Mamãe está encantada com você, pois você me ensinou novas maneiras de amar, e que tudo de que precisamos nessa vida é sermos aceitos do jeitinho que somos. Nem mais, nem menos. Por isso, meu filho, eu torço para você conseguir amar, inclusive, a si mesmo. Porque é tarefa dura nessa vida conviver tão intimamente com sentimentos pouco nobres ou pensamentos doloridos e, ainda assim, amar. Se amar.
Eu acredito no amor, filho. Acho que ele não basta, mas é o melhor ponto de partida e a melhor linha de chegada. Se você souber amar, se você conseguir amar, meu filho, a vida fará sentido, porque só se entregando é que você consegue receber sua parte.
Há exatos cinco meses, sou toda amor.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Top 5 fofura
1. Quando Arthur ri enquanto mama, sobretudo se está mamando e dormindo.
2. Quando Arthur ri (e gargalha) enquanto dorme.
3. Quando esfrega os olhinhos, com sono.
4. Quando espirra (e, principalmente, quando espirra em falso).
5. Quando se joga para o meu colo, com os bracinhos esticados.
2. Quando Arthur ri (e gargalha) enquanto dorme.
3. Quando esfrega os olhinhos, com sono.
4. Quando espirra (e, principalmente, quando espirra em falso).
5. Quando se joga para o meu colo, com os bracinhos esticados.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Quando Nietzsche se revirou no túmulo (ou distorcendo a filosofia)
Aqui em casa temos um rotina. Todo dia, mais ou menos nas mesmas horas, fazemos as mesmas coisas. E assim vamos vivendo um dia de cada vez, aprendendo, errando, acertando, vendo Arthur se desenvolver e também nos desenvolvendo. Porém, por mais que tenhamos uma rotininha, nenhum dia é igual ao outro (e, segundo Nietzsche, por isso mesmo todos os dias são iguais, porque são diferentes, e todos os dias tudo pode acontecer - mas vamos voltar ao planeta Terra).
Acho importante falar isso aqui porque, de vez em quando, vejo que as pessoas ficam muito impressionadas com meu relato de parto e de amamentação, e algumas chegam a dizer: espero que não seja tão dolorido/difícil assim comigo. Gente, eu também espero que toda a mulherada tenha um parto bacanudo, de preferência com dores suportáveis (e por pouco tempo), e uma amamentação espetacular, daquelas que a gente sonha: espeta o mamilo no menino e lê/assiste TV/dorme enquanto ele mama (porque, vocês sabem, no começo da amamentação, eu me retorcia tremendamente, sem conseguir me concentrar em nadica de nada, nem relaxar para dormir). Acho, então, que minha experiência não deve ser encarada como destino inexorável para quem engravida e vai um dia parir (se o médico e o sistema deixarem) e amamentar (novamente, se o médico e o sistema deixarem). Não, gente! Há um mundo cor-de-rosa na maternidade. Acreditem! Pode ser que com você, querida leitora, tudo seja absolutamente fantástico e indolor e fácil e instintivo e anatomicamente perfeito. Há mulheres que não sentem nenhuma dor no parto, há aquelas que amamentam seu filho (e o meu, o nosso e o do vizinho) como quem chupa um Chicabon (ai, Nelson Rodrigues!). Quando eu venho aqui contar que meu parto, apesar de lindo, incrível, totalmente perfeito e transformador, doeu bagarái, quero mostrar que, caso você não se sinta assim tão incrível porque sentiu contrações doloridas por 12h enquanto a vizinha da irmã do jornaleiro da esquina chegou no hospital "com uma sensação esquisita" e pariu rindo ou espirrando, tudo bem. Se você tem o mamilo invertido (ou simplesmente plano e com cistos, como o meu), você PODE e deve amamentar. Vai doer, vai ser complicado, mas tudo bem. A gente encontra na blogosfera materna todo o apoio de que precisa para ir em frente e ficar sabendo que a coisa toda é linda e blá-blá-blá, mas também tem o dark side. (Eu poderia citar Victor Hugo, mas vou mesmo é de Angélica: "a Lua também tem uma face escura".) E aí, eu venho aqui contar que comigo não foi tão simples, porque quando a gente percebe que tem alguém igualzinho a gente, que sofre, que luta, que não acha tudo tão supimpa o tempo todo, a gente se sente parte do mundo. Eu não sou filósofa (ao menos não fora de um botequim), mas acho que podemos voltar a Nietzsche e distorcer um bocadinho a coisa toda para dizer que, se encontramos pessoas que vivem experiências semelhantes às nossas, nos sentimos parte do mundo e da vida porque, assim como os dias são todos iguais porque têm sempre o potencial para qualquer acontecimento, todas as pessoas são iguais, porque sendo elas diferentes, guardam em si todas as possibilidades.
Pri, este post foi inspirado no seu comentário (e em muitos outros também), mas não é recado ou mensagem para ninguém, viu? Só que seu comentário me fez matutar sobre como trocamos experiências nessa vida ( = vida real + vida virtual).
=)
Depois volto para contar como sobrevivi até agora sem meu piercing de mamilo (ohhhh, céus!!!).
Acho importante falar isso aqui porque, de vez em quando, vejo que as pessoas ficam muito impressionadas com meu relato de parto e de amamentação, e algumas chegam a dizer: espero que não seja tão dolorido/difícil assim comigo. Gente, eu também espero que toda a mulherada tenha um parto bacanudo, de preferência com dores suportáveis (e por pouco tempo), e uma amamentação espetacular, daquelas que a gente sonha: espeta o mamilo no menino e lê/assiste TV/dorme enquanto ele mama (porque, vocês sabem, no começo da amamentação, eu me retorcia tremendamente, sem conseguir me concentrar em nadica de nada, nem relaxar para dormir). Acho, então, que minha experiência não deve ser encarada como destino inexorável para quem engravida e vai um dia parir (se o médico e o sistema deixarem) e amamentar (novamente, se o médico e o sistema deixarem). Não, gente! Há um mundo cor-de-rosa na maternidade. Acreditem! Pode ser que com você, querida leitora, tudo seja absolutamente fantástico e indolor e fácil e instintivo e anatomicamente perfeito. Há mulheres que não sentem nenhuma dor no parto, há aquelas que amamentam seu filho (e o meu, o nosso e o do vizinho) como quem chupa um Chicabon (ai, Nelson Rodrigues!). Quando eu venho aqui contar que meu parto, apesar de lindo, incrível, totalmente perfeito e transformador, doeu bagarái, quero mostrar que, caso você não se sinta assim tão incrível porque sentiu contrações doloridas por 12h enquanto a vizinha da irmã do jornaleiro da esquina chegou no hospital "com uma sensação esquisita" e pariu rindo ou espirrando, tudo bem. Se você tem o mamilo invertido (ou simplesmente plano e com cistos, como o meu), você PODE e deve amamentar. Vai doer, vai ser complicado, mas tudo bem. A gente encontra na blogosfera materna todo o apoio de que precisa para ir em frente e ficar sabendo que a coisa toda é linda e blá-blá-blá, mas também tem o dark side. (Eu poderia citar Victor Hugo, mas vou mesmo é de Angélica: "a Lua também tem uma face escura".) E aí, eu venho aqui contar que comigo não foi tão simples, porque quando a gente percebe que tem alguém igualzinho a gente, que sofre, que luta, que não acha tudo tão supimpa o tempo todo, a gente se sente parte do mundo. Eu não sou filósofa (ao menos não fora de um botequim), mas acho que podemos voltar a Nietzsche e distorcer um bocadinho a coisa toda para dizer que, se encontramos pessoas que vivem experiências semelhantes às nossas, nos sentimos parte do mundo e da vida porque, assim como os dias são todos iguais porque têm sempre o potencial para qualquer acontecimento, todas as pessoas são iguais, porque sendo elas diferentes, guardam em si todas as possibilidades.
Pri, este post foi inspirado no seu comentário (e em muitos outros também), mas não é recado ou mensagem para ninguém, viu? Só que seu comentário me fez matutar sobre como trocamos experiências nessa vida ( = vida real + vida virtual).
=)
Depois volto para contar como sobrevivi até agora sem meu piercing de mamilo (ohhhh, céus!!!).
domingo, 11 de novembro de 2012
O custo da amamentação
O leitinho que forneço a meu filho não vende em supermercado, drogaria ou loja de bebê. Ele vem pronto, na temperatura ideal, no recipiente perfeito, que não precisa de esterelização e tudo é superfácil de carregar. O leite que ofereço tem água, gordura, açúcar, ferro e sais na medida certa, é rico em vitaminas e contém anticorpos exclusivos. Nenhuma fórmula bate essa mistura que, para completar, fortalece o vínculo mãe e bebê.
O leite que ofereço a meu filhote não causa constipação, é de fácil digestão e ajuda a previnir várias doenças da idade adulta, inclusive as modernas, como obesidade. É, portanto, um alimento com benefícios a longuíssimo prazo.
Mas ele tem um custo.
Leite condensado, chocolate, estrgonofe, risotos, comer fora de casa (de modo geral), biscoitos, sorvete, iogurte, molho branco e praticamente qualquer doce. Essa é a lista das coisas que mais sinto falta de comer na minha vida de dieta.
Cento e cinquenta reais em potinhos de vidro, duzentos e dez reais em antifúngicos (tópico e oral), em antibiótico e em antitérmicos, setenta reais em outros gastos de armazenamento, duzentos reais em mamadeiras especialmente projetadas para a manutenção do aleitamento materno, gasolina, muita gasolina em visitas ao IFF e a grupos de incentivo à amamentação. Bombinha tira-leite, absorventes para seios, noites de ordenha, madrugadas de ordenha, gás para ferver potes de vidro, bicos especiais, mamadeiras especiais, lágrimas, sangue e suor.
A lista é longa e não acho que vá terminar por agora. Aliás, eu não quero que termine por agora.
Meu plano é ir adiante na amamentação, mesmo voltando a trabalhar. Porque, para mim, os custos dessa empreitada, os custos desses grandes investimentos, não são absolutamente nada quando penso no tamanho do poder que, depois de gerar e parir, agora é nutrir uma pessoa.
O leite que ofereço a meu filhote não causa constipação, é de fácil digestão e ajuda a previnir várias doenças da idade adulta, inclusive as modernas, como obesidade. É, portanto, um alimento com benefícios a longuíssimo prazo.
Mas ele tem um custo.
***
Leite condensado, chocolate, estrgonofe, risotos, comer fora de casa (de modo geral), biscoitos, sorvete, iogurte, molho branco e praticamente qualquer doce. Essa é a lista das coisas que mais sinto falta de comer na minha vida de dieta.
Cento e cinquenta reais em potinhos de vidro, duzentos e dez reais em antifúngicos (tópico e oral), em antibiótico e em antitérmicos, setenta reais em outros gastos de armazenamento, duzentos reais em mamadeiras especialmente projetadas para a manutenção do aleitamento materno, gasolina, muita gasolina em visitas ao IFF e a grupos de incentivo à amamentação. Bombinha tira-leite, absorventes para seios, noites de ordenha, madrugadas de ordenha, gás para ferver potes de vidro, bicos especiais, mamadeiras especiais, lágrimas, sangue e suor.
A lista é longa e não acho que vá terminar por agora. Aliás, eu não quero que termine por agora.
Meu plano é ir adiante na amamentação, mesmo voltando a trabalhar. Porque, para mim, os custos dessa empreitada, os custos desses grandes investimentos, não são absolutamente nada quando penso no tamanho do poder que, depois de gerar e parir, agora é nutrir uma pessoa.
Dona das divinas tetas (eu e Gal).
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