Era um dia de sol. O parquinho, portanto, estava populado: duplas de irmãos corriam aqui, trios de amigos se balançavam acolá, Arthur pulava na caixa de areia. Tudo normal.
Até que o fantasma da treta, o Tretageist, chegou.
O Tretageist é primo do famoso Poltergeist, de quem tem um pouco de inveja e ciúme.
O Tretageist não traz pedras e nem arrasta móveis e objetos. Não! Ele, na verdade, se esconde atrás da polêmica, se alimenta da dinâmica pré-conceituada e de pataquadas e, em vez de se manifestar através de objetos, ele se faz presente em meio às pessoas. Sabe aquela frase infeliz que, assim que saiu da sua boca, você já sabia que ia dar treta com seu irmão? Foi ele. E aquele comentário da sua filha, na hora errada e para a pessoa errada? Ele também. Ultimamente, tretinha encontrou um novo habitat muito confortável e rico em alimentos, e lá tem ficado muitas horas do dia: o Facebook. É treta atrás de treta, de grupos sobre maternidade a páginas pessoais, passando por postagens de empresa e até mesmo chegando ao mundo acadêmico! Mas não se enganem, não. Tretageist não marca touca na vida real e basta um mísero descuido e ele – pá! – se manifesta. Em qualquer língua ou localidade geográfica.
Então estávamos nós no parquinho, fazendo as coisas normais de parquinho – a saber: correndo descabelada atrás da criança, segurando o balanço que ia acertar a boca do garoto brincando de pega-pega, agarrando o tornozelo da garota que ia caindo do trepa-trepa etc.
Mas Arthur, possuído pelo ritmo da Ragatanga e pelo Tretageist, resolveu empurrar um moleque. Chamei atenção, tudo bem, vida que segue. De novo. Chamei atenção, alertei que era o segundo aviso, o terceiro ele sabe que é casa, parou, pediu desculpas. Foi brincar em outro canto. Mas, uma vez evocado o Tretageist, é difícil se livrar dele. Ele curte brincar com efeito dominó. Então o moleque empurrado pelo Arthur resolveu descontar a frustração de ter sido empurrado em outro garoto. Empurrou. Mas o garoto era mais velho, fez que não viu o Tretageist por trás dos olhos empesteados do moleque e seguiu adiante. O moleque foi atrás. De novo. Mas a mãe dele não chamou atenção, nem avisou, nem notou, na verdade. Então o garoto mais velho fez o que ele poderia fazer: empurrou o moleque, que desceu o escorrega chorando, gritando e urrando.
A mãe, do outro lado do parque, gritou com sua voz poderosa:
FULANO (não peguei o nome), ABRE ESSA SUA BOCA E FALA O QUE ACONTECEU EM VEZ DE CHORAR.
Cabeças se viraram para a mãe. Todo mundo naquele lugar viu o Tretageist ganhando corpo. Ficamos imóveis.
O moleque correu para a mãe, abriu a boca e falou. O quê, ninguém sabe. Mas a gente sabe que a mãe continuou no mesmo tom e volume:
NÃO PODE EMPURRAR, VOCÊ TÁ CERTO. QUEM FOI QUE TE EMPURROU?
O moleque responde.
UM GAROTO MAIS VELHO?
Responde de novo.
QUEM É? MOSTRA PRA MIM?
A tensão crescendo. Mães e pais chamam seus filhos para mais perto. A mãe se levanta. O moleque vai andando até apontar um dedão bem apontado para o garoto mais velho.
EI, GAROTO, VOCÊ NÃO PODE EMPURRAR OS OUTROS.
O garoto nada.
GAROTO, TÔ FALANDO COM VOCÊ!
Pensei, meio assustada e bastante ansiosa, cadê a mãe dessa criança, pelamor?!
EI, GAROTO, OLHA PRA MIM, TÁ ME OUVINDO?
Nisso chega a mãe do garoto, esbaforida, sacoleja os braços para chamar a atenção do filho e... começa a fazer perguntas através da linguagem de sinais.
Bróder, o garoto era deficiente auditivo!
As mães conversaram. Dessa vez em voz baixa, não deu para ouvir, mas dava para ver que uma estava sem graça por conta do filho ter empurrado uma criança mais nova e a outra, por conta da deficiência tomada por falta de educação do filho da outra.
Os ânimos se acalmaram, elas ficaram uma meia hora conversando, as crianças todas foram empurrar novos garotos e garotas, Arthur brincou de dar socos e pontapés em duas menininhas, as menininhas eram mais da pá virada que ele, afastamos os indomáveis, Arthur foi brincar de pega-pega ou grita-grita com o moleque, o garoto foi ver passarinhos e assim seguimos a tarde de sol depois de mais um inverno enclausurado.
Tretageist se entediou, ou ficou com fome, ou ficou satisfeito com a treta alcançada e voltou para os memes/posts/discussões acaloradas sobre o futuro político do Brasil.
E nós, bem, nós agora temos um parque rebatizado: o Treta Park. Onde as treta-kids tretam umas com as outras alegremente.
sexta-feira, 11 de março de 2016
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Língua
Olha, sem favor (e sem modéstia), duas coisas estão de parabéns: meu inglês e a burocracia estadunidense.
Que mês, minha gente!
Existem alguns processos administrativos (normais) abertos por mim. E quando eu me lembro que reclamava da burocracia brasileira, agora eu coloco em perspectiva e vejo que é um luxo discutir sobre os meandros oficiais e oficiosos que um processo pode trilhar na língua pátria. É um luxo soletrar o nome sem pensar em cada letra (por que as vogais aqui têm nomes tão diferentes?). É puro glamour discutir sem tentar se lembrar da ordem dos adjetivos ou adjuntos adnominais em uma simples frase.
Se eu fosse dona de cursinho de inglês no Brasil, faria as provas assim: por telefone, com atendentes falando bem rápido e em termos técnicos do outro lado, e você precisando anotar números e códigos enquanto conta ao interlocutor coisas bastante complexas, como o resumo do seu caso em aberto.
Números são um mistério. Uma vez uma linguista me disse que dá para ter uma boa pista da língua dominante de um falante ao pedir para ele fazer uma conta: ele vai pensar nos números na língua com a qual se sente mais confortável. Tem gente, é verdade, que não se sente confortável com números em língua nenhuma, mas ainda assim vai contar e somar ou subtrair aos trancos e barrancos da língua dominante.
Dei sorte até agora, porque as pessoas que me atenderam foram solíticas, pacientes e simpáticas. Até uma bênção eu recebi ao fim de um dos inúmeros telefonemas. Mas já lidei com atendentes modorrentos que tudo o que mais queriam era, aparentemente, fazer coro com o Trump e me mandar de volta (de preferência de bote) para meu país de origem.
Todas as vezes que passo por situações difíceis ou desafiadoras por ser imigrante, penso automaticamente em duas coisas: 1) como as pessoas que estão ilegais em países diferentes do que nasceram devem sofrer e ficar realmente à margem; 2) como as pessoas fantasiam a respeito da vida que levo aqui nos EUA.
Tem coisa boa? Claro que tem! Tem coisa linda? Óbvio que sim! Vale à pena? Bom, por enquanto está valendo e, como diria Pessoa, "tudo vale à pena quando a alma não é pequena". A alma é grande, mas a paciência e a perseverança também precisam ser imensas. Frustração é meu nome do meio, quando tento ser a mesma pessoa que sou no Brasil e não consigo. Costumo brincar que sou muito mais inteligente em português, mas é verdade: as limitações da linguagem ainda são um empecilho (será que um dia deixarão de ser? Não sei. Minha avó é imigrante, está no Brasil há mais de 40 anos, e até hoje a linguagem impõe sua cancela em certas situações). Cansaço é meu nome quando, depois de pensar em português por questões profissionais, preciso rapidamente mudar o código e me comunicar em inglês. Dá preguiça de sair de casa, dá medo de falar no guichê, dá nervoso repetir, repetir, repetir e saber que não, a pessoa do outro lado não entendeu o sotaque. E, é evidente, as dificuldades não param por aí. A língua é só a primeira de uma série de barreiras alfandegárias de uma aduana perene. A língua é o passaporte arregaçado na primeira frase, embora às vezes errem um pouco a geografia e me localizem no leste europeu. A língua é a mais óbvia e mais eficaz ferramenta de separação entre mim e eles. Entre mim e tantas coisas. Entre uma vida confortável e uma vida desafiadora.
Poderia eu dizer que só os bilíngues são felizes, mas eu tenho alma, e das grandes, então prefiro dizer que são felizes aqueles que, apesar da língua, vão contar a história. A história de se estar deslocada, em deslocamento, fora do eixo da acomodação.
Espero que um dia essa seja a minha história.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Chegamos!
A biblioteca pública daqui é ótima. Especialmente durante o inverno, quando as opções de lazer passar a ficar mais restritas devido ao clima. É, portanto, um dos nossos passeios favoritos e vamos lá pelo menos duas vezes na semana.
Ontem fomos.
Logo na entrada eu ouvi uma moça falar "Ali na máquina, filha", em português. Era a minha xará, brasileira, que conheci lá mesmo, na biblioteca. Uma fofa. As filhas (são duas) também. Conversamos um pouco, mas Arthur quis brincar de alguma coisa. Ele mesmo, sozinho, deu boa tarde aos bibliotecários que estavam ali, explicou o que queria e escolheu o brinquedo. Aqui, a gente "aluga" uns jogos e brinquedos para usar dentro da biblioteca. Conversei um pouco com os funcionários, todos muito simpáticos, e perguntamos uns aos outros sobre coisas do dia a dia: "melhorou da gripe?" ou "e esse frio?!" ou "planos para o fim de semana?". Conversas comezinhas. Nada especial. Mas Arthur quis ir logo jogar o jogo que escolheu.
Era Monopólio. A gente joga free style, porque ele é muito novo para aquele tanto de regra. Isso significa que a gente escolhe os bonequinhos, roda o dado e fica andando no tabuleiro, pega o quanto quiser de dinheiro (que escolhemos pela cor, não pelo valor), coloca casinhas quando e onde quer, vaipara a cadeira a cada rodada (Arthur acha muito engraçado, embora não entenda por que tem uma cadeia se é um jogo de casinha. "Mamãe, mas quem é o ladrão? O que ele fez?", pergunta ele todas as vezes). Basicamente, a gente faz o que quer, quando quer.
Então estávamos no meio do jogo quando chegaram Finn e Colin. O Finn tem pouco mais de um ano e é filho do Colin, marido de uma colega de trabalho do marido. São ótimos, os três, e papeamos um pouco, marcamos um play date para os meninos e logo o pequeno Finn ficou com fome, fazendo gestos (ele usa a linguagem de sinais para bebês para se comunicar. Um fofo!), e eles se foram.
Guardamos o jogo e quando nos levantamos para devolvê-lo à mesa dos bibliotecários, onde ele fica, encontramos no caminho nosso ex-vizinho. Antes de se mudar para cá aquele meu vizinho que morreu, vivia uma família aqui embaixo. O menino é bem mais velho que Arthur, deve ter uns 8 anos, então eles não interagem muito. Mas os pais são muito simpáticos e o ex-vizinho veio perguntar do zica e conversamos longamente sobre zica, dengue e malária.
Arthur, entediado, saiu correndo e eu fui atrás, pedindo desculpas, toda enrolada.
Encontrei meu filhote sentado em um dos computadores. A seu lado, Vidhya, uma amiguinha fofa da sala dele. Eles ficaram quietinhos, interagindo com um joguinho de palavras/histórias que ela estava vendo/brincando, e eu conversei com a babá. O irmãozinho da Vidhya é um bebê redondo e sorridente e foi bem difícil me concentrar na conversa com aquele ser todo simpático para cima de mim.
Já tinha enfiado gorro, luvas e casaco no Arthur quando chegou meu próprio marido.
Então eu me dei conta de que, enfim, chegamos aqui. Chegamos na comunidade. Chegamos na nossa vida. Chegamos a um ponto em que conversamos, conhecemos e reconhecemos as pessoas, sabemos coisas sobre suas vidas e nos preocupamos com elas e elas conosco. Chegamos ao momento em que o coração se divide: amigos aqui, amigos lá. E vocês sabem, em coração dividido cabe mais amor. Então eu acho que está bom. Muito bom.
Ontem fomos.
Logo na entrada eu ouvi uma moça falar "Ali na máquina, filha", em português. Era a minha xará, brasileira, que conheci lá mesmo, na biblioteca. Uma fofa. As filhas (são duas) também. Conversamos um pouco, mas Arthur quis brincar de alguma coisa. Ele mesmo, sozinho, deu boa tarde aos bibliotecários que estavam ali, explicou o que queria e escolheu o brinquedo. Aqui, a gente "aluga" uns jogos e brinquedos para usar dentro da biblioteca. Conversei um pouco com os funcionários, todos muito simpáticos, e perguntamos uns aos outros sobre coisas do dia a dia: "melhorou da gripe?" ou "e esse frio?!" ou "planos para o fim de semana?". Conversas comezinhas. Nada especial. Mas Arthur quis ir logo jogar o jogo que escolheu.
Era Monopólio. A gente joga free style, porque ele é muito novo para aquele tanto de regra. Isso significa que a gente escolhe os bonequinhos, roda o dado e fica andando no tabuleiro, pega o quanto quiser de dinheiro (que escolhemos pela cor, não pelo valor), coloca casinhas quando e onde quer, vaipara a cadeira a cada rodada (Arthur acha muito engraçado, embora não entenda por que tem uma cadeia se é um jogo de casinha. "Mamãe, mas quem é o ladrão? O que ele fez?", pergunta ele todas as vezes). Basicamente, a gente faz o que quer, quando quer.
Então estávamos no meio do jogo quando chegaram Finn e Colin. O Finn tem pouco mais de um ano e é filho do Colin, marido de uma colega de trabalho do marido. São ótimos, os três, e papeamos um pouco, marcamos um play date para os meninos e logo o pequeno Finn ficou com fome, fazendo gestos (ele usa a linguagem de sinais para bebês para se comunicar. Um fofo!), e eles se foram.
Guardamos o jogo e quando nos levantamos para devolvê-lo à mesa dos bibliotecários, onde ele fica, encontramos no caminho nosso ex-vizinho. Antes de se mudar para cá aquele meu vizinho que morreu, vivia uma família aqui embaixo. O menino é bem mais velho que Arthur, deve ter uns 8 anos, então eles não interagem muito. Mas os pais são muito simpáticos e o ex-vizinho veio perguntar do zica e conversamos longamente sobre zica, dengue e malária.
Arthur, entediado, saiu correndo e eu fui atrás, pedindo desculpas, toda enrolada.
Encontrei meu filhote sentado em um dos computadores. A seu lado, Vidhya, uma amiguinha fofa da sala dele. Eles ficaram quietinhos, interagindo com um joguinho de palavras/histórias que ela estava vendo/brincando, e eu conversei com a babá. O irmãozinho da Vidhya é um bebê redondo e sorridente e foi bem difícil me concentrar na conversa com aquele ser todo simpático para cima de mim.
Já tinha enfiado gorro, luvas e casaco no Arthur quando chegou meu próprio marido.
Então eu me dei conta de que, enfim, chegamos aqui. Chegamos na comunidade. Chegamos na nossa vida. Chegamos a um ponto em que conversamos, conhecemos e reconhecemos as pessoas, sabemos coisas sobre suas vidas e nos preocupamos com elas e elas conosco. Chegamos ao momento em que o coração se divide: amigos aqui, amigos lá. E vocês sabem, em coração dividido cabe mais amor. Então eu acho que está bom. Muito bom.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Vieram todos escada abaixo. Eu ia reconhecendo os rostos, procurando o do meu filho. Vieram todos. Menos ele.
Mais de cinco minutos depois, vem ele, ao lado da professora, que me vê e revira os olhos, embora o sorriso denuncie que é um revirar de olhos brincalhão.
Eu pergunto: "Aconteceu alguma coisa?"
E ela responde: "Não. Ele só ficou fazendo gracinhas para os amigos, que riam muito, então não se arrumou a tempo para descer."
"Sei bem como é", disse eu.
E saí feliz por ter um filho que se atrasa porque se distraiu com as brincadeiras.
<3
Mais de cinco minutos depois, vem ele, ao lado da professora, que me vê e revira os olhos, embora o sorriso denuncie que é um revirar de olhos brincalhão.
Eu pergunto: "Aconteceu alguma coisa?"
E ela responde: "Não. Ele só ficou fazendo gracinhas para os amigos, que riam muito, então não se arrumou a tempo para descer."
"Sei bem como é", disse eu.
E saí feliz por ter um filho que se atrasa porque se distraiu com as brincadeiras.
<3
domingo, 24 de janeiro de 2016
Golden Retriever
Ele é um fofo, um verdadeiro amorzinho, mas ao mesmo tempo, uma peste! Corre, pisa nas poças geladas de lama espalhando sujeira para todos os lados, dispara pela calçada mesmo que eu diga "não!" diversas vezes e, principalmente, carrega para casa toda a sorte de coisas achadas na rua. Gravetos, pinhas, pedras, pedrinhas e pedregulhos, galhos inteiros com ou sem folhas ou só as folhas.
A última que aprontou foi achar um galho imeeenso, com uma forquilha na ponta, tão pesado que mal consegue erguê-lo, carregá-lo consigo a despeito de minhas argumentações contrárias e dizer que era seu "snow plow". Não joga fora de jeito nenhum e agora eu carrego, carrinho, criança e um pedaço considerável de árvore. Às vezes ele arrasta o galho na frente do corpo, segurando-o pela forquilha, e vai limpando toda a neve pela frente. Ao menos toda a que o galho consegue arrastar. Depois se cansa e entrega a madeira a mim, que preciso guardá-la, ai de mim se jogo fora!
E assim, caros leitorxs, concluo que pari Arthur, um golden retriever.
A última que aprontou foi achar um galho imeeenso, com uma forquilha na ponta, tão pesado que mal consegue erguê-lo, carregá-lo consigo a despeito de minhas argumentações contrárias e dizer que era seu "snow plow". Não joga fora de jeito nenhum e agora eu carrego, carrinho, criança e um pedaço considerável de árvore. Às vezes ele arrasta o galho na frente do corpo, segurando-o pela forquilha, e vai limpando toda a neve pela frente. Ao menos toda a que o galho consegue arrastar. Depois se cansa e entrega a madeira a mim, que preciso guardá-la, ai de mim se jogo fora!
E assim, caros leitorxs, concluo que pari Arthur, um golden retriever.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Tutorial para fazer seu filho comer o que tem à mesa
1. More em um lugar frio. Bem frio. Beeeeeem frio.
2. Saia com ele de tarde, enfrentando temperaturas próximas a -25C, com ventos fortes e rascantes que entram pela única parte desnuda do corpo (a saber, os olhos).
3. Chegue em casa e ofereça o jantar de sempre, o qual ele prontamente irá recusar com esgares e comentários mil.
4. Acate. Diga "ok, não precisa comer _____ [insira aqui o alimento ou prato disponível]. Vamos, então, nos vestir para ir ao supermercado comprar o que você quiser."
5. Sente-se à mesa com seu filho de apetite revigorado e assista a ele raspar o prato feliz.
Fim
2. Saia com ele de tarde, enfrentando temperaturas próximas a -25C, com ventos fortes e rascantes que entram pela única parte desnuda do corpo (a saber, os olhos).
3. Chegue em casa e ofereça o jantar de sempre, o qual ele prontamente irá recusar com esgares e comentários mil.
4. Acate. Diga "ok, não precisa comer _____ [insira aqui o alimento ou prato disponível]. Vamos, então, nos vestir para ir ao supermercado comprar o que você quiser."
5. Sente-se à mesa com seu filho de apetite revigorado e assista a ele raspar o prato feliz.
Fim
sábado, 16 de janeiro de 2016
Maioridade?
- Arthur, meu filho, amanhã você vai fazer 3 anos e 7 meses!
- Obaaaaa, e eu vou poder sair sozinho!
o.O
- Obaaaaa, e eu vou poder sair sozinho!
o.O
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